Cao Guimarães publicou o texto “Mundo sem rosto”, no 52º Festival de Inverno UFMG

A pandemia atingiu Cao Guimarães em maio deste ano. Após 40 dias isolado em um balneário uruguaio, ele se deparou com uma Montevideo cheia de pessoas “sem rosto”. Os sentimentos despertados pela visão daquela multidão mascarada foram o  pano de fundo para o ensaio Um mundo sem rosto, que o cineasta e artista plástico publicou no 52º Festival de Inverno UFMG.

O texto faz parte da série Ensaios Mundos Possíveis e pode ser lido na íntegra em issuu.com/culturaufmg. Ao longo da leitura, Guimarães faz uma constatação que extrapola o contexto da pandemia: “Estamos paulatinamente perdendo nossos sentidos e com eles nossos rostos vão perdendo expressividade”, afirma.

Com produção intensa desde o final dos anos 1980, Cao tem obras em numerosas coleções prestigiadas como a Tate Modern (Reino Unido), o MoMA e o Museu Guggenheim (EUA), Fondation Cartier (França), dentre outras. O artista realizou nove longas-metragens ao longo de sua carreira e, atualmente, está editando o seu décimo longa-metragem, intitulado Espera.

Neste sábado, 19, Cao participa de outra atividade do 52º Festival de Inverno UFMG. a roda de conversa ‘A arte presente ou o presente da arte’ será exibida às 17h15, em youtube.com/culturaufmg. O artista debate a temática juntamente com o pianista Benjamin Taubkin e a antropóloga Sandra Benites.

Mundos Possíveis
Ensaios Mundos Possíveis é uma série especial do 52º Festival de Inverno UFMG, na qual diversos pensadores da contemporaneidade foram convidados a refletir sobre a arte e a cultura sob o viés das novas realidades. Os ensaios serão distribuídos gratuitamente durante o período do evento e, mais tarde, serão compilados em um e-book.