O Festival de Verão UFMG parte do reconhecimento de que a cultura nas universidades públicas se constrói na convivência entre diferenças, saberes e modos de existir. A noção de pluriversidade orienta esta edição ao afirmar a coexistência entre artes, culturas e ciências, como territórios do sensível imprescindíveis para a formação na universidade.
A pluriversidade deriva da ideia de pluriversalidade, cunhada pelo filósofo sul-africano Mogobe Bernard Ramose, que nos indica a urgência de praticar e reconhecer a multiplicidade de modos de ser e de produção de conhecimento. Nesse sentido, o Festival afirma a pluralidade como fundamento da experiência cultural. São diversos os sujeitos do conhecimento, das artes e das culturas e, portanto, diversas também as práticas por eles mobilizadas no âmbito acadêmico.
Em sua 20° edição, o Festival de Verão UFMG reitera sua natureza transversal por meio de exercícios de aproximação e convivência entre diferentes campos de conhecimento e saberes. De imagens audiovisuais em 360° — fulldome — ao exercício prático do bordado, a programação reconhece a importância do trânsito dos sujeitos pelos campos das artes, culturas e ciências, incentivando deslocamentos, encontros e contaminações.
Fotografia, desenho, dança, música, diálogos entre artistas doutores por notório saber, além de sessões no planetário, configuram territórios de invenção convocados para viabilizar experiências culturais.
A Pró-reitoria de Cultura da UFMG, ao mobilizar saberes e conhecimentos plurais, pratica e fortalece a Política de Cultura da instituição, favorecendo o trânsito que articula, conecta, entrelaça e configura novos modos de pensar, imaginar, criar e habitar mundos.
Fernando Mencarelli e Mônica Medeiros Ribeiro
Coordenação Geral do 20° Festival de Verão da UFMG