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Søren Wichmann - Universidade de Leiden
pesquisador evento vídeos outras informações

Soren_250x250CÁTEDRA IEAT/FUNDEP: CIÊNCIAS DA NATUREZA E TECNOLOGIAS

Período: 23 de outubro a 05 de novembro de 2019

Indicação: professor Virgílio Augusto Fernandes Almeida – Instituto de Ciências Exatas da UFMG

Søren Wichmann é professor do Centro de Estudos Linguísticos da Universidade de Leiden, na Holanda, tendo trabalhado também na Universidade de Copenhague, no Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva e na Universidade Federal de Kazan, além de ter sido pesquisador visitante em várias instituições nos EUA, México, Alemanha e China. Após realizar trabalhos descritivos e em linguística histórica de diversas línguas e famílias linguísticas da Mesoamérica, Wichmann passou a oferecer contribuições fundamentais para o estudo da escrita maia clássica. Mais recentemente, ele se voltou para as áreas de modelagem computacional da dinâmica da linguagem e de métodos quantitativos em linguística histórica e tipologia linguística, incluindo o desenvolvimento da base de dados lexical ASJP e métodos para o estudo da pré-história linguística. Já publicou 12 livros e é autor de 150 artigos.

10_2019_SOREN_POST_EMAIL_MKT_100kA propagação de línguas pré-históricas

29 de outubro de 2019
Auditório B107 do Centro de Atividades Didáticas 3 (CAD 3) da UFMG

Utilizando métodos desenvolvidos pelo professor Soren Wichmann e seus colegas, nos últimos dez anos, e o software Automated Similarity Judgment Program (ASJP), que contém listas armazenadas em bancos de dados com palavras de dois terços das línguas do mundo, é possível inferir o momento e o local em que uma língua ancestral (protolíngua) de praticamente qualquer família linguística foi falada. Assim, é possível rastrear o tempo levado para que as línguas se espalhassem pelo mundo durante os últimos 6000 anos. Segundo estudos recentes, no período entre 6000 e 2000 anos antes do tempo presente, essa taxa de propagação foi lenta, com uma média de aproximadamente 1 a 3 km por ano. Mas há exceções. Por exemplo, na Eurásia essa velocidade aumenta a partir de cerca de 3000 anos antes do presente, provavelmente devido à expansão neolítica. Fatores como as características da paisagem – em particular desertos, oceanos e pastagens – tendem a acelerar a velocidade com que as línguas se deslocam. Além de apresentar observações gerais como essas, durante a conferência serão apresentadas novas ferramentas para o estudo da história da humanidade, incluindo ferramentas de simulação computacional para a avaliação da validade dos métodos.