{"id":1764,"date":"2022-10-03T10:55:17","date_gmt":"2022-10-03T13:55:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat_novosite\/?page_id=1764"},"modified":"2022-10-03T10:57:48","modified_gmt":"2022-10-03T13:57:48","slug":"a-critica-genetica-na-clave-da-musica","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/eventos-2\/encontros-transdisciplinares\/a-critica-genetica-na-clave-da-musica\/","title":{"rendered":"A Cr\u00edtica Gen\u00e9tica na Clave da M\u00fasica"},"content":{"rendered":"<p><strong>Data:<\/strong>\u00a015 de outubro de 2011<br \/>\n<strong>Local:<\/strong>\u00a0Audit\u00f3rio da Escola de M\u00fasica da UFMG<\/p>\n<p>A cr\u00edtica gen\u00e9tica se origina na \u00e1rea de letras e, tal como a conceituam seus proponentes, \u00e9 um m\u00e9todo de enfoque da literatura que visa n\u00e3o a obra conclu\u00edda, mas o processo da escrita. Neste sentido, trata-se de decifrar n\u00e3o o que o escritor queria dizer, mas o que ele disse. Mais ainda: trata-se de decifrar como se processou o que de fato ele disse.<\/p>\n<p>Como cr\u00edtica da g\u00eanese do processo criativo, a proposta da investiga\u00e7\u00e3o aqui comentada \u00e9 deslocar a cr\u00edtica gen\u00e9tica do territ\u00f3rio da literatura trazendo-a para a m\u00fasica. Busca-se demonstrar que \u00e9 poss\u00edvel reencontrar os atos de cria\u00e7\u00e3o de um compositor atrav\u00e9s dos tra\u00e7os que ele deixou atr\u00e1s de si, como se mais uma vez o processo compositivo se desenrolasse em tempo real; busca-se redesenhar o movimento da m\u00e3o sobre o papel, naquilo que ficou de tra\u00e7o da atividade compositiva feita momento a momento.<\/p>\n<p>As etapas sucessivas da composi\u00e7\u00e3o musical s\u00e3o testemunhadas pelas reescritas e pelas idas-e-vindas do pensamento do criador e sua an\u00e1lise \u00e9 possibilitada pelos \u00edndices contidos no espa\u00e7o gr\u00e1fico do manuscrito, no dizer de Almuth Gr\u00e9sillon. Para essa pesquisadora, \u201cos manuscritos n\u00e3o s\u00e3o textos terminados, mas sim rascunhos. Os avant-textes s\u00e3o em geral constitu\u00eddos de unidades \u2018in statu nascendi\u2019, em vias de escritura\u201d.<\/p>\n<p>Os princ\u00edpios da cr\u00edtica gen\u00e9tica t\u00eam sido apropriados pela \u00e1rea da composi\u00e7\u00e3o musical principalmente em obras produzidas a partir da segunda metade do s\u00e9culo passado. No Brasil, a incorpora\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios da cr\u00edtica gen\u00e9tica na m\u00fasica ainda \u00e9 t\u00edmida. Neste sentido, o trabalho deste pesquisador coloca-se em paralelo a estudos de cr\u00edtica gen\u00e9tica desenvolvidos particularmente no N\u00facleo de Apoio \u00e0 Pesquisa em Cr\u00edtica Gen\u00e9tica da USP e no Centro de Estudos de Cr\u00edtica Gen\u00e9tica da PUC\/SP e pretende ampliar a abordagem em dire\u00e7\u00e3o ao processo criativo em composi\u00e7\u00e3o musical.<\/p>\n<p>A composi\u00e7\u00e3o musical, como processo de tomada de decis\u00f5es, pode ser o seu pr\u00f3prio objeto de investiga\u00e7\u00e3o. Nesta dire\u00e7\u00e3o a cr\u00edtica gen\u00e9tica apresenta um procedimento cient\u00edfico vi\u00e1vel, com seus princ\u00edpios metodol\u00f3gicos que, se em princ\u00edpio aplicados a outras \u00e1reas do conhecimento, pode ser transposto tal e qual para a m\u00fasica. Como mergulho na g\u00eanese do processo criativo atrav\u00e9s de suas evid\u00eancias, a cr\u00edtica gen\u00e9tica em m\u00fasica pode investir de especificidade o estudo do processo de decis\u00f5es que caracteriza o exerc\u00edcio da composi\u00e7\u00e3o musical. Os seus pressupostos podem desvelar um processo, sempre \u00fanico, atrav\u00e9s dos tra\u00e7os de diferentes ordens que o compositor foi deixando pelo caminho.<\/p>\n<p><strong>Palestrante:<\/strong>\u00a0Professor Celso Gianenetti Loureiro Chaves \u2013 Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul \u2013 UFRGS.<\/p>\n<p><strong>Debatedores:<\/strong>\u00a0Professor Maria Zilda Cury \u2013 Falcudade de Letras da UFMG<br \/>\nProfessor Fl\u00e1vio Terrigno Barbeitas \u2013 Escola de M\u00fasica da UFMG.<\/p>\n<style>#sp-ea-1766 .spcollapsing { height: 0; overflow: hidden; transition-property: height;transition-duration: 500ms;}#sp-ea-1766.sp-easy-accordion>.sp-ea-single {margin-bottom: 10px; border: 1px solid #e2e2e2; }#sp-ea-1766.sp-easy-accordion>.sp-ea-single>.ea-header a {color: #444;}#sp-ea-1766.sp-easy-accordion>.sp-ea-single>.sp-collapse>.ea-body {background: #fff; color: #444;}#sp-ea-1766.sp-easy-accordion>.sp-ea-single {background: #eee;}#sp-ea-1766.sp-easy-accordion>.sp-ea-single>.ea-header a .ea-expand-icon { float: left; color: #444;font-size: 16px;}<\/style><div id=\"sp_easy_accordion-1793240247\"><div id=\"sp-ea-1766\" class=\"sp-ea-one sp-easy-accordion\" data-ea-active=\"ea-click\" data-ea-mode=\"vertical\" data-preloader=\"\" data-scroll-active-item=\"\" data-offset-to-scroll=\"0\"><div class=\"ea-card ea-expand sp-ea-single\"><h3 class=\"ea-header\"><a class=\"collapsed\" id=\"ea-header-17660\" role=\"button\" data-sptoggle=\"spcollapse\" data-sptarget=\"#collapse17660\" aria-controls=\"collapse17660\" href=\"#\" aria-expanded=\"true\" tabindex=\"0\"><i aria-hidden=\"true\" role=\"presentation\" class=\"ea-expand-icon eap-icon-ea-expand-minus\"><\/i> V\u00eddeos<\/a><\/h3><div class=\"sp-collapse spcollapse collapsed show\" id=\"collapse17660\" data-parent=\"#sp-ea-1766\" role=\"region\" aria-labelledby=\"ea-header-17660\"> <div class=\"ea-body\">No Content<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Data:\u00a015 de outubro de 2011 Local:\u00a0Audit\u00f3rio da Escola de M\u00fasica [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"parent":378,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"class_list":["post-1764","page","type-page","status-publish","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1764","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1764"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1764\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1768,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1764\/revisions\/1768"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/378"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1764"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}