{"id":1856,"date":"2022-10-10T10:42:57","date_gmt":"2022-10-10T13:42:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat_novosite\/?page_id=1856"},"modified":"2025-08-12T14:19:20","modified_gmt":"2025-08-12T17:19:20","slug":"o-que-e-ser-culto-hoje","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/eventos-2\/encontros-transdisciplinares\/o-que-e-ser-culto-hoje\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 ser culto hoje?"},"content":{"rendered":"<p><strong>Data:\u00a0<\/strong>24 de Maio de 2006<br \/>\n<strong>Local:\u00a0<\/strong>Audit\u00f3rio da Reitoria da UFMG<\/p>\n<p><strong>Sinopses por autor:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Alfredo Gontijo de Oliveira:<\/strong> Cultura \u00e9 a grande inven\u00e7\u00e3o humana \u2013 uma metainven\u00e7\u00e3o que coloca em a\u00e7\u00e3o a inventividade e torna poss\u00edveis todas as outras inven\u00e7\u00f5es. Entretanto, ao longo da hist\u00f3ria da humanidade aprendemos que cultura \u00e9 tamb\u00e9m a arte de promover a exclus\u00e3o. Na modernidade, os efeitos dessa exclus\u00e3o cultural eram relaxados e removidos pela deporta\u00e7\u00e3o dos \u201crefugos\u201d culturais pela da expans\u00e3o das fronteiras f\u00edsicas. Na contemporaneidade, com um mundo super-populado, e com uma cultura essencialmente tecnol\u00f3gica com base na ci\u00eancia desenvolvida no s\u00e9culo XX, novas harmonias est\u00e3o sendo procuradas com vistas a promover a unifica\u00e7\u00e3o entre as \u201cduas culturas\u201d ortodoxas \u2013 a de base human\u00edstica e a de base cient\u00edfica \u2013 j\u00e1 que em alguma dimens\u00e3o elas se confundem. Assim, entendemos que os instrumentos de aculturamento hoje t\u00eam uma forte vertente na ci\u00eancia e ser culto hoje demanda o dom\u00ednio dos princ\u00edpios da ci\u00eancia e da metodologia cient\u00edfica. Com a ci\u00eancia contempor\u00e2nea aprendemos que ser culto \u00e9 saber viver num mundo fluido e din\u00e2mico, desprovido de referenciais permanentes, autorit\u00e1rios e dogm\u00e1ticos. Essas novas caracter\u00edsticas \u00e9 que leva a considerar culta a pessoa que domina minimamente as leis b\u00e1sicas da natureza e o funcionamento dos dispositivos que utiliza no seu cotidiano.<\/p>\n<p><strong>Ricardo Takahashi:<\/strong> A no\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduo culto hoje, proposta para debate pelo IEAT, n\u00e3o possui certamente significado preciso \u2013 seu uso ao longo da hist\u00f3ria acarretou um desdobramento de denota\u00e7\u00f5es e conota\u00e7\u00f5es que tornam virtualmente in\u00fatil qualquer tentativa de eleger um significado como o \u201ccorreto\u201d, subtraindo aos demais a legitimidade sem\u00e2ntica.<\/p>\n<p>Optamos, neste texto, pela conduta de tentar identificar um n\u00facleo de significado, n\u00e3o necessariamente o mais correto, ou o mais antigo, ou o mais usado, por\u00e9m aquele relevante como conceito capaz de orientar processos sociais de longo prazo e longo alcance. Esse n\u00facleo aglutina, num conceito insepar\u00e1vel, a ideia de uma civiliza\u00e7\u00e3o antropoc\u00eantrica, fundada na raz\u00e3o, nas leis da natureza, na premissa de uma \u00e9tica universal e na elabora\u00e7\u00e3o cuidadosa do espa\u00e7o da pol\u00edtica, com a ideia de um homem culto, o verdadeiro homem capaz de erguer e fazer existir tal projeto de civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mostramos aqui que, ao longo do tempo, tal n\u00facleo de significado teve de mudar seu conte\u00fado aparente para manter sua ess\u00eancia, e que hoje nova mudan\u00e7a se faz necess\u00e1ria para que a nossa \u00e9poca possa repassar para o futuro da humanidade a utopia da civiliza\u00e7\u00e3o como bem comum e universal.<\/p>\n<p><strong>Palestrantes:\u00a0<\/strong>Alfredo Gontijo de Oliveira \u2013 Instituto de Ci\u00eancias Exatas da UFMG. Paulo Henrique Oz\u00f3rio Coelho \u2013 Faculdade de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas da UFMG.<br \/>\nRicardo Hiroshi Caldeira Takahashi \u2013 Instituto de Ci\u00eancias Exatas da UFMG.<\/p>\n<style>#sp-ea-1857 .spcollapsing { height: 0; overflow: hidden; transition-property: height;transition-duration: 500ms;}#sp-ea-1857.sp-easy-accordion>.sp-ea-single {margin-bottom: 10px; border: 1px solid #e2e2e2; }#sp-ea-1857.sp-easy-accordion>.sp-ea-single>.ea-header a {color: #444;}#sp-ea-1857.sp-easy-accordion>.sp-ea-single>.sp-collapse>.ea-body {background: #fff; color: #444;}#sp-ea-1857.sp-easy-accordion>.sp-ea-single {background: #eee;}#sp-ea-1857.sp-easy-accordion>.sp-ea-single>.ea-header a .ea-expand-icon { float: left; color: #444;font-size: 16px;}<\/style><div id=\"sp_easy_accordion-1789456019\"><div id=\"sp-ea-1857\" class=\"sp-ea-one sp-easy-accordion\" data-ea-active=\"ea-click\" data-ea-mode=\"vertical\" data-preloader=\"\" data-scroll-active-item=\"\" data-offset-to-scroll=\"0\"><div class=\"ea-card ea-expand sp-ea-single\"><h3 class=\"ea-header\"><a class=\"collapsed\" id=\"ea-header-18570\" role=\"button\" data-sptoggle=\"spcollapse\" data-sptarget=\"#collapse18570\" aria-controls=\"collapse18570\" href=\"#\" aria-expanded=\"true\" tabindex=\"0\"><i aria-hidden=\"true\" role=\"presentation\" class=\"ea-expand-icon eap-icon-ea-expand-minus\"><\/i> V\u00eddeos<\/a><\/h3><div class=\"sp-collapse spcollapse collapsed show\" id=\"collapse18570\" data-parent=\"#sp-ea-1857\" role=\"region\" aria-labelledby=\"ea-header-18570\"> <div class=\"ea-body\">No Content<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Data:\u00a024 de Maio de 2006 Local:\u00a0Audit\u00f3rio da Reitoria da UFMG [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"parent":378,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"class_list":["post-1856","page","type-page","status-publish","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1856","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1856"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1856\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6986,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1856\/revisions\/6986"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/378"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1856"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}