{"id":794,"date":"2022-07-08T10:45:36","date_gmt":"2022-07-08T13:45:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat_novosite\/?page_id=794"},"modified":"2023-03-06T10:37:15","modified_gmt":"2023-03-06T13:37:15","slug":"fabio-bonfim-duarte","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/residentes\/fabio-bonfim-duarte\/","title":{"rendered":"F\u00e1bio Bonfim Duarte"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-795\" src=\"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Fabiobonfim-300x159.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"159\" srcset=\"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Fabiobonfim-300x159.png 300w, https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Fabiobonfim.png 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Per\u00edodo da Resid\u00eancia:<\/strong> 04 de abril de 2022 e 03 de abril de 2023<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Residente do IEAT, <a href=\"http:\/\/somos.ufmg.br\/professor\/fabio-bonfim-duarte\">Fabio Bonfim<\/a> \u00e9 doutor em Estudos Lingu\u00edsticos pela Universidade Federal de Minas Gerais (2003). De 2009 a 2010, atuou na Universidade de Massachusetts como professor visitante, per\u00edodo durante o qual desenvolveu atividades em projetos sobre morfossintaxe de l\u00ednguas ind\u00edgenas, sob a supervis\u00e3o da professora Ellen Woolford. Em 2017, foi professor visitante na Universidade de Toronto, desenvolvendo pesquisa com bolsa de est\u00e1gio s\u00eanior da Capes. Atualmente \u00e9 professor associado 4 e vinculado ao Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Estudos Lingu\u00edsticos\/Poslin da Faculdade de Letras da UFMG. Coordena v\u00e1rios projetos de pesquisas, tendo como objetivo o estudo da sintaxe de l\u00ednguas ind\u00edgenas brasileiras e de l\u00ednguas africanas. Em suas pesquisas adota como suporte te\u00f3rico, intui\u00e7\u00f5es da teoria tipol\u00f3gica e desenvolvimentos recentes da teoria gerativa. S\u00e3o interesses de pesquisa: o engatilhamento dos sistemas ergativos e dos sistemas cindidos, os quais s\u00e3o muito recorrentes nas l\u00ednguas ind\u00edgenas dos Troncos Tup\u00ed (Fam\u00edlia Tup\u00ed-Guarani) e Macro-J\u00ea(Fam\u00edlias J\u00ea e Maxacali). Al\u00e9m destes temas, tem atuado na investiga\u00e7\u00e3o dos sistemas de marca\u00e7\u00e3o diferencial de objeto em l\u00ednguas bantu, como a l\u00edngua Changana, Rhonga, Shimaconde e Emakhwa, as quais s\u00e3o faladas em Mo\u00e7ambique. Al\u00e9m disto, coordena um projeto de documenta\u00e7\u00e3o e descri\u00e7\u00e3o da l\u00edngua Tentehar, cujo objetivo \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de uma gram\u00e1tica descritiva e a produ\u00e7\u00e3o de material lingu\u00edstico a ser utilizado nas escolas ind\u00edgenas.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>DIVERSIDADE LINGU\u00cdSTICA NO BRASIL<\/strong><\/p>\n<p>A presente proposta justifica-se porque busca investigar aspectos da gram\u00e1tica de l\u00ednguas minorit\u00e1rias faladas no Brasil, no intuito de testar hip\u00f3teses te\u00f3ricas que v\u00eam sendo discutidas no \u00e2mbito da lingu\u00edstica descritiva e te\u00f3rica. Outro objetivo \u00e9 contribuir com o trabalho de descri\u00e7\u00e3o, documenta\u00e7\u00e3o e revitaliza\u00e7\u00e3o dessas l\u00ednguas, pois muitas est\u00e3o seriamente amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o. Conforme Krauss (1992), 90% das l\u00ednguas do mundo podem desaparecer at\u00e9 o final do s\u00e9culo XXI, situa\u00e7\u00e3o que ent\u00e3o justifica a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas e concretas no intuito de se conduzirem trabalhos cient\u00edficos que ajudem a evitar o desaparecimento dessas l\u00ednguas. Leg\u00e8re (2015), por sua vez, considera que existam no mundo cerca de 6500 l\u00ednguas, sendo que dois ter\u00e7os dessas podem ser extintas at\u00e9 o final deste s\u00e9culo. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Am\u00e9rica do Sul, especialistas estimam que haja cerca de 500 l\u00ednguas aut\u00f3ctones no continente. Dentre estas, estima-se que haja cerca de 420 l\u00ednguas amer\u00edndias em s\u00e9rio risco de desaparecimento seja devido \u00e0 press\u00e3o que sofrem das l\u00ednguas majorit\u00e1rias seja pelo simples fato de o n\u00famero de falantes nativos ser muito reduzido. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao Brasil, Rodrigues (2013) afirma que \u2018embora a maioria dos brasileiros tenha a impress\u00e3o de viver num pa\u00eds monol\u00edngue, o Brasil \u00e9 na verdade uma na\u00e7\u00e3o multil\u00edngue, pois s\u00e3o aprendidas como l\u00ednguas maternas cerca de 180 l\u00ednguas ind\u00edgenas\u2019. Sup\u00f5e-se que a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena em 1500, quando da chegada dos portugueses ao continente, era de cerca de uns tr\u00eas a cinco milh\u00f5es, de sorte que, em v\u00e1rias partes do Brasil, as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas eram muito mais densas, quando se comparam com os dados estat\u00edsticos atuais. Sabe-se, por exemplo, que, nas v\u00e1rzeas dos grandes rios amaz\u00f4nicos, assim como no litoral, viviam diversos grupos \u00e9tnicos, tais como os \u00edndios Tapaj\u00f3s e os \u00edndios Kambeba, os quais foram totalmente extintos. A mesma situa\u00e7\u00e3o se observa em rela\u00e7\u00e3o aos \u00edndios Tupinamb\u00e1s que habitavam a faixa litor\u00e2nea do territ\u00f3rio brasileiro. Dados etnogr\u00e1ficos dispon\u00edveis apontam que os aldeamentos tupinamb\u00e1s compunham-se de uma popula\u00e7\u00e3o bastante elevada para a \u00e9poca e que se estendiam desde onde hoje situa o estado do Par\u00e1 at\u00e9 o Rio de Janeiro. A exce\u00e7\u00e3o, todavia, era a divisa entre o Cear\u00e1 e o Maranh\u00e3o, a regi\u00e3o da foz do rio Para\u00edba, a regi\u00e3o lim\u00edtrofe entre o sul da Bahia e o norte do Esp\u00edrito Santo, tendo em conta que, nessas regi\u00f5es, predominavam grupos \u00e9tnicos pertencentes ao Tronco Macro-J\u00ea. Em suma, s\u00e3o urgentes a\u00e7\u00f5es que promovam o trabalho de descri\u00e7\u00e3o e documenta\u00e7\u00e3o das l\u00ednguas ind\u00edgenas faladas no Brasil, pois muitas est\u00e3o seriamente amea\u00e7adas de desaparecer. A expectativa \u00e9 a de que este projeto contribua, de alguma maneira, para incrementarmos ainda mais os estudos cient\u00edficos que venho desenvolvendo nos \u00faltimos vinte e cinco anos com as l\u00ednguas minorit\u00e1rias faladas no Brasil e na Am\u00e9rica do Sul. Dentre as l\u00ednguas que v\u00eam sendo investigadas no \u00e2mbito deste projeto, as l\u00ednguas Maxacali, Ka\u2019apor, Temb\u00e9, Guajajara, Terena, Chapakura, Ap\u00e2niekra, Apinaj\u00e9, Parkatej\u00ea, Gavi\u00e3o, Kuikuro, Katukina, dentre outras. Convido os leitores interessados sobre o tema a visitarem o portal www.letras.ufmg.br\/portal_laliafro e www.letras.ufmg.br\/fbonfim, em que se encontra parte da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica alcan\u00e7ada por mim e minha equipe nas \u00faltimas d\u00e9cadas sobre a gram\u00e1tica dessas l\u00ednguas ind\u00edgenas brasileiras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Per\u00edodo da Resid\u00eancia: 04 de abril de 2022 e 03 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"parent":355,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"class_list":["post-794","page","type-page","status-publish","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/794","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=794"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/794\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3011,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/794\/revisions\/3011"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/355"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/ieat\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=794"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}