Professor emérito do Departamento de Ciência da Computação falou sobre os avanços da tecnologia e futuro do setor para a humanidade

O público acompanhou atento à palestra Foto: Ana Cláudia Mendes I UFMG

O auditório do bloco C ficou lotado na manhã desta segunda-feira, 11. Calouros, veteranos e alunos do Instituto Federal do Norte de Minas (IFNMG) acompanharam a solenidade de abertura do semestre letivo no campus Montes Claros que contou com a participação do professor emérito do Departamento de Ciência da Computação, Nívio Ziviani. O docente falou sobre a importância de se investir no empreendedorismo científico no Brasil. “Em 1996, as universidades brasileiras detinham menos de 1% da produção científica mundial. Chegamos a 2020 com 3,2% da produção científica mundial, um volume significativo. Entretanto, não gera PIB (Produto Interno Bruto) se comparado com países desenvolvidos”.

 

O professor Nívio Ziviani destacou a importância de investir no empreendedorismo científico no Brasil Foto: Ana Cláudia Mendes I UFMG

Nívio Ziviani apresentou dados de instituições de ensino de outros países, como os Estados Unidos. O palestrante mostrou uma pesquisa de 2009, do Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT). “No MIT, por exemplo, são 10 mil estudantes – 6 mil de pós-graduação e 4 mil de graduação. Num estudo feito para catalogar o número de empresas criadas por alunos e professores que passaram pela instituição. Foram catalogadas 25.800 empresas; 3,3 milhões de empregos gerados e o faturamento anual destas empresas foi de 1,8 trilhão de dólares”.
Após apresentar sua trajetória no empreendedorismo científico, Ziviani apontou caminhos que podem ser seguidos pelos pesquisadores. “Você pode, dentro da UFMG, a partir de resultado de pesquisa obtido criar um empreendimento em que a UFMG passa a ser sócia. A propriedade intelectual que é da UFMG é transferida para a empresa criada em troca de uma parte da empresa que a Universidade passa a deter, normalmente cinco por cento”, explicou.
Nívio Ziviani fez uma análise dos avanços da tecnologia e possíveis rumos do setor no Brasil e no mundo. Sobre a inteligência artificial, ele levantou questões sobre profissões que podem deixar de existir no futuro, limitações atuais desta tecnologia e o que ela pode se tornar. O palestrante destacou a importância, dentro deste cenário, de ter um novo olhar sobre a produção científica do Brasil. “É preciso tirar estas pesquisas das prateleiras. Empreendedorismo científico é transformar em riqueza aquilo que se aprende em salas de aula. Para que isso aconteça, você não pode ter medo de risco. Tem que se arriscar, ter coragem. É preciso pensar em criar novas empresas, novos empregos”.

 

Viver a UFMG

O vice-reitor, professor Alessandro Moreira, apresentou algumas das inúmeras possibilidades oferecidas pela UFMG Foto: Ana Cláudia Mendes I UFMG

Na abertura da solenidade, o vice-reitor professor Alessandro Fernandes Moreira, falou sobre o universo de possibilidades oferecido pela UFMG aos alunos. “Qual é o lema que desejam escrever na vida de vocês no ICA? Na construção deste lema, é importante que vocês vivam a UFMG, que oferece uma gama enorme de possibilidades para que vocês possam Viver a UFMG. As chamadas para participar dos projetos – de ensino, pesquisa (IC), extensão e cultura são muitas e é imprescindível que vocês se aproximem e se envolvam. Viver a UFMG, significa estar diante de um modo de vida distinto, do qual nos orgulhamos muito. Aqui é uma Universidade – o termo do latim universitas significa totalidade, universalidade, local de
todos e de cada um. É, pois, o lugar do respeito ao outro e à diferença, da pluralidade de sujeitos, da acolhida da diversidade, da liberdade de expressão, da reflexão crítica e da multiplicidade – dos vários saberes. É um lugar plural”, afirmou.

 

O diretor do campus Montes Claros, professor Hélder dos Anjos Augusto, deu as boas vindas aos calouros Foto: Ana Cláudia Mendes I UFMG

O diretor do campus Montes Claros, professor Hélder dos Anjos Augusto, falou sobre as políticas de assistência estudantil oferecidas pela UFMG no Instituto de Ciências Agrárias. “Hoje, nós assistimos mais de 66% dos estudantes do no ICA, com moradia, alimentação, bolsas de permanência e várias políticas que perpassa por este processo formativo de cada aluno. Ingressar na universidade exige um processo de adaptação. Para isso, foi elaborada uma estrutura de acolhimento, para promover a integração e as coisas possam fluir de uma forma mais saudável possível”
O diretor destacou ainda a importância de viver o que universidade tem a oferecer. “Nós entendemos que quando a gente fala de inovação, tem também um espaço de inovar o conhecimento. O conhecimento que transpassa as matrizes curriculares, o conhecimento da convivência, da socialização e da irradiação”.

(Ana Cláudia Mendes I Cedecom UFMG Montes Claros)