Foram apresentados experimentos e trabalhos em áreas ligadas ao meio ambiente e tecnologia

Foto: Ana Cláudia Mendes I UFMG
Preservação do meio ambiente, curiosidades sobre o cerrado brasileiro e tecnologia foram os principais temas da 10ª Feira de Ciências do Norte de Minas Gerais e Vales do Jequitinhonha e Mucuri, realizada nesta quinta-feira, dia 26, no Centro de Atividades Administrativas e Didáticas (CAAD) da UFMG em Montes Claros. Treze trabalhos foram inscritos ao todo, sendo cinco de escolas públicas de Bocaiúva, Engenheiro Navarro e Taiobeiras. “Destes três municípios, Taiobeiras é o mais distante. São mais de 260 quilômetros de Montes Claros. Isso mostra como a Feira de Ciências tem criado laços fora do nosso entorno”, afirma o coordenador da Feira de Ciências, professor Charles Martins Aguilar.
Intercâmbio de Saberes

Foto: Ana Cláudia Mendes I UFMG
Em comemoração ao Dia do Ovo, o Grupo de Estudos em Produção Avícola (GEPAvi) da UFMG, levou informações sobre o alimento. Foi apresentada ainda ao público a mistura para bolos de buriti desenvolvida na UFMG. Foi montado um estande com produtos de apicultura da agricultura familiar.
Estudantes do sétimo ano da Escola Estadual Gastão Valle, de Bocaiuva, trouxeram um projeto de composteira. Os alunos explicaram aos visitantes cada passo do processo de compostagem da matéria orgânica. “A presença destes alunos aqui na UFMG vai além da transmissão do conhecimento adquirido em sala de aula. Nosso objetivo principal é aproximar escola pública e universidade. Principalmente agora, vindo da pandemia, muitos alunos veem a universidade como algo distante. Estar aqui está sendo muito enriquecedor para eles”, afirmou a professora de Ciências da escola, Andreia de Almeida Ribeiro.

Ana Cláudia Mendes I UFMG
Presente na Feira de Ciências por três anos consecutivos, a Escola Estadual Mamede Pacífico de Almeida, de Engenheiro Navarro, apresentou a continuidade dos trabalhos desenvolvidos na instituição referentes à preservação do cerrado. “Em 2019, nós trouxemos uma abrangência do cerrado como um todo. Coletamos amostras de espécies mais comuns na região e fizemos exsicatas para avaliação de estruturas morfológicas. Em 2021 e 2022, avaliamos a relação da preservação destas espécies nativas com a preservação do córrego Lavagem, que está em assoreamento. Este ano, buscamos propostas de revitalização destas áreas degradadas. Temos aqui amostras de espécies nativas com sementes que podem ser usadas para produção de mudas”, explicou o estudante Vitor Gonçalves. O grupo produziu ainda “joias botânicas”, com amostras de flores em resinas.

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Alunos da Escola Estadual Presidente Tancredo Neves, de Taiobeiras, apresentaram um trabalho sobre as Agricultura Urbana. O grupo mostrou ainda uma maquete da horta montada na instituição, onde colocam em prática o conhecimento adquirido.

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Também de Taiobeiras, estudantes da Escola Estadual Oswaldo Lucas Mendes expuseram um trabalho sobre Plantas Medicinais. Para a coordenadora de Iniciação Científica da instituição, professora Márcia Lucas, o evento marca a vida dos estudantes para além da transmissão do conhecimento. “Aqui, os alunos estão tendo uma experiência maravilhosa de ver a exposição de outros grupos. Esta é a primeira vez que eles vêm à Feira, então é também uma iniciação nesse compartilhamento de ideias e saberes da nossa região. É bastante gratificante”.

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O mundo da robótica foi o destaque do Colégio Ícone. Os alunos, entre 6 e 10 anos de idade, mostraram alguns dos trabalhos desenvolvidos na escola com robôs e também algumas atividades da área da Física. Para o professor de Ciência e Tecnologia da instituição, Alexandre Ribeiro, a participação na Feira é muito importante para os alunos. “Na escola, nós trabalhamos a Iniciação Científica a partir dos 6 anos de idade, mas eles não têm noção ainda de como isso é aplicado na universidade. Na escola, eles estão aprendendo noções de Química e Física na prática. Aqui, eles começam a ver um pouco como funciona no ambiente acadêmico. É um momento importante para eles ligarem estes dois mundos”.

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Troca de conhecimento que o coordenador da Feira de Ciências vê como o incentivo para o surgimento de futuros profissionais. “Esta troca de saberes e competências constrói na mente destes jovens um mundo lúdico, da descoberta, da experimentação, das ciências. Eu acredito muito nesta juventude”, explanou.

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Alunos da Escola Estadual Antônio Figueiredo visitaram a Feira e ficaram surpresos com tudo o que viram no local. Mas não foram só os estudantes da educação básica que aprenderam coisas novas no evento. A acadêmica do sexto período de Engenharia de Alimentos, Nicoly Rodrigues, ficou impressionada com tudo o que aprendeu no estande do Herbário Norte-Mineiro da UFMG. “Eu sou de São Paulo e lá a gente não tem tanto contato com a natureza. Aqui, eu vi por exemplo como é a árvore Barriguda por dentro. Eu trabalho com Buriti, e conheci melhor a planta. A gente vê que o cerrado é realmente muito rico”, disse.
(Ana Cláudia Mendes I Cedecom UFMG Montes Claros)