{"id":547,"date":"2016-12-13T10:39:35","date_gmt":"2016-12-13T12:39:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufmg.br\/pos\/ecologia\/?p=547"},"modified":"2016-12-16T13:17:29","modified_gmt":"2016-12-16T15:17:29","slug":"massara2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufmg.br\/pos\/ecologia\/massara2016\/","title":{"rendered":"Felinos e suas intera\u00e7\u00f5es na Mata Atl\u00e2ntica"},"content":{"rendered":"<p>Inaugurando a divulga\u00e7\u00e3o das publica\u00e7\u00f5es dos nossos professores, t\u00e9cnicos, alunos e egressos, divulgamos aqui dois estudos de <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/2361576691365978\">Rodrigo Massara<\/a>, que concluiu o doutorado no ECMVS agora em 2016 e atualmente est\u00e1 como <em>postdoc<\/em>, ainda vinculado ao nosso programa. Al\u00e9m dos links para os artigos nas revistas, inclu\u00edmos aqui resumos escritos em portugu\u00eas pelo pr\u00f3prio autor.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Ocelot population status in protected Brazilian Atlantic Forest<\/strong><\/p>\n<p>Massara, R. L., Paschoal, A. M. O., Doherty, P. F., Jr., Hirsch, A., &amp; Chiarello, A. G.<\/p>\n<p>PLoS One, 2016, DOI: <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1371\/journal.pone.0141333\" target=\"_blank\">http:\/\/dx.doi.org\/10.1371\/journal.pone.0141333<\/a><\/p>\n<p>A perda de habitat \u00e9 prejudicial aos carn\u00edvoros de topo, como a on\u00e7a-pintada e a on\u00e7a-parda, mas os efeitos sobre a jaguatirica s\u00e3o menos claros. A jaguatirica possui afinidade por floresta nativa, mas tamb\u00e9m pode se beneficiar da extin\u00e7\u00e3o local das on\u00e7as (libera\u00e7\u00e3o do mesopredador). Utilizamos armadilhas fotogr\u00e1ficas para avaliar as popula\u00e7\u00f5es de jaguatiricas em seis reservas da Mata Atl\u00e2ntica no sudeste do Brasil, onde mais de 80% dos remanescentes s\u00e3o &lt; 50 ha. N\u00f3s testamos se a varia\u00e7\u00e3o na abund\u00e2ncia de jaguatirica entre \u00e1reas poderia ser explicada pelo tamanho, pela cobertura florestal, pelo n\u00famero de c\u00e3es dom\u00e9sticos e pela presen\u00e7a de predadores de topo em cada reserva. A abund\u00e2ncia de jaguatirica foi positivamente correlacionada com o tamanho da reserva e a presen\u00e7a das on\u00e7as e negativamente correlacionados com o n\u00famero de c\u00e3es. N\u00f3s tamb\u00e9m encontramos maiores probabilidades de detec\u00e7\u00e3o em \u00e1reas menos florestadas, sugerindo que as jaguatiricas possuam uma menor \u00e1rea de vida em \u00e1reas menos florestadas, aumentando assim a probabilidade de detec\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie pelas c\u00e2meras. Nossos resultados n\u00e3o suportam a hip\u00f3tese da libera\u00e7\u00e3o do mesopredador, indicando que a esp\u00e9cie \u00e9 sens\u00edvel \u00e0 perda de habitat e mais abundante em grandes \u00e1reas protegidas habitadas por predadores de topo.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Ecological interactions between ocelots and sympatric mesocarnivores in protected areas of the Atlantic Forest, southeastern Brazil<\/strong><\/p>\n<p>Massara, R. L., Paschoal, A. M. O., Bailey, L. L., Doherty, P. F., Jr., &amp; Chiarello, A. G.<\/p>\n<p>Journal of Mammalogy, 2016, DOI:\u00a0<a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1093\/jmammal\/gyw129\" target=\"_blank\">http:\/\/dx.doi.org\/10.1093\/jmammal\/gyw129<\/a><\/p>\n<p>A maioria dos remanescentes de Mata Atl\u00e2ntica n\u00e3o t\u00eam popula\u00e7\u00f5es residentes de on\u00e7as-pintadas e on\u00e7as-pardas. Uma hip\u00f3tese atual indica que a jaguatirica seria o competidor dominante neste sistema, afetando negativamente a distribui\u00e7\u00e3o espacial ou temporal de outros mesocarn\u00edvoros. Utilizamos armadilhas fotogr\u00e1ficas, modelos de ocupa\u00e7\u00e3o e \u00edndices de sobreposi\u00e7\u00e3o temporal para explorar se a ocorr\u00eancia da jaguatirica influenciaria o uso do habitat ou o padr\u00e3o de atividade de 6 mesocarn\u00edvoros em reservas da Mata Atl\u00e2ntica brasileira. A ocorr\u00eancia da jaguatirica n\u00e3o influenciou o uso do habitat por estes mesocarn\u00edvoros. Al\u00e9m disso, a capacidade de algumas esp\u00e9cies de mesocarn\u00edvoros (ex., gato-do-mato) ajustar os seus padr\u00f5es de atividade para evitar um contato direto com as jaguatiricas, pode facilitar a coexist\u00eancia destas esp\u00e9cies. A ocorr\u00eancia da jaguatirica n\u00e3o influenciou o padr\u00e3o de atividade de 2 esp\u00e9cies noturnas (o cachorro-do-mato e o m\u00e3o-pelada), sugerindo que estas esp\u00e9cies s\u00e3o mais tolerantes \u00e0 jaguatirica que outros mesocarn\u00edvoros. A probabilidade de ocupa\u00e7\u00e3o variou entre as esp\u00e9cies e, no geral, correlacionou negativamente com o tamanho da reserva. Como os mesocarn\u00edvoros podem ocupar pap\u00e9is \u00fanicos que n\u00e3o podem ser preenchidos por carn\u00edvoros maiores, estudos futuros devem avaliar os fatores ambientais que est\u00e3o influenciando o uso destes remanescentes por cada mesocarn\u00edvoro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inaugurando a divulga\u00e7\u00e3o das publica\u00e7\u00f5es dos nossos professores, t\u00e9cnicos, alunos e egressos, divulgamos aqui dois estudos de Rodrigo Massara, que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":548,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[39,38,41,32,40,37],"class_list":["post-547","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-alunos","tag-artigos","tag-doutorado","tag-ecmvs","tag-egressos","tag-publicacoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/pos\/ecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/547","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/pos\/ecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/pos\/ecologia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/pos\/ecologia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/pos\/ecologia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=547"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/pos\/ecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/547\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":612,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/pos\/ecologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/547\/revisions\/612"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/pos\/ecologia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/548"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/pos\/ecologia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=547"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/pos\/ecologia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=547"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/pos\/ecologia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=547"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}