Após 20 anos do assassinato da liderança Galdino de Jesus Santos, a comunidade indígena Caramuru Catarina Paraguaçu, localizada no sul da Bahia, no município de Pau Brasil, relembra a história da luta e resistência deste bravo líder, bem como de seu povo Pataxó Hãhãhãe.

Galdino Pataxó Hã Hã Hãe foi brutalmente assinado, em Brasília, por 5 jovens de alta classe. Os assassinos atualmente ocupam altos cargos políticos. Na ocasião, Galdino, juntamente com outras lideranças, estava em Brasília para reivindicar junto ao Supremo Tribunal Federal a anulação dos títulos das terras de fazendeiros que ocupavam o território já demarcado do Pataxó Hã hã Hãe, no Sul da Bahia. Galdino morreu em um cenário de luta pela demarcação das terras de vários povos indígenas, por isso torna-se necessário trazer à tona a memória da luta e resistência do povo Pataxó Hã Hã Hãe, representada por seu líder.

Alunos do curso de Formação Intercultural de Educadores Indígenas, oferecido pela Faculdade de Educação da UFMG, entendem que, preservar a memória de uma de suas maiores lideranças é dar força à toda a comunidade indígena brasileira, que luta e resiste em seus territórios.

 

 

O coordenador da Exposição, o Estudante do FIEI/FAE/UFMG, Hirã Sousa Nunes, reconhece nesta ação e no apoio dado pela Pró-reitoria de Assuntos Estudantis ao Projeto, a valorização de todos os povos Indígenas representados pela causa de Galdino. Ele disse com orgulho “que este é um dos projetos indígenas pioneiros apoiados pela PRAE nos 90 anos de história da UFMG. Este projeto é de extrema importância e sua repercussão acontece dentro e fora da comunidade dos Pataxós. É importante que a comunidade tenha sua própria visão da realidade, além da visão da mídia, e por isso escolhemos contar a nossa própria história”.

A exposição, com diferentes fotos sobre a vida e morte de Galdino, além de materiais da cultura Pataxó Hã Hã Hãe, está aberta a visitação no Hall da Faculdade de Educação durante o mês de setembro.