A 4ª edição da Competição de Robôs Autônomos – CoRA – está sendo organizada por iniciativa do grupo Programa de Educação Tutorial do curso de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Minas Gerais – PETEE UFMG. O PETEE se organiza sob três pilares que são o ensino, a pesquisa e a extensão. O programa é composto por alunos de engenharia elétrica com a tutoria do Professor Victor Flores Mendes.

O CoRA é um evento anual que desafia os participantes de ensino superior ou ensino médio-técnico  que devem projetar e construir um robô capaz de seguir uma linha branca em uma pista preta, superando o maior número possível de obstáculos sem interferência humana, ou qualquer tipo de controle, que não seja o próprio sistema incorporado a ele.

Um dos organizadores do Projeto, Luiz Bastos, estudante de Engenharia Elétrica da UFMG, esclarece que “as taxas de desistência de estudantes no seu curso são grandes, principalmente no início do curso, quando o aluno estuda muita matemática e física e não consegue visualizar como esse conhecimento base de todo o curso será efetivamente aplicado. Assim, uma das alternativas encontradas pelos alunos e professores foi criar essa competição para motivar os alunos e fazer com que eles percebam, desde o começo, as aplicações práticas no campo da Engenharia Elétrica.”

No CORA, cada equipe é composta por até 3 competidores. Essa equipe fica responsável por construir um robô que consiga fazer um trajeto, com diferentes obstáculos a serem transpostos.  Esse ano a competição contou com 18 equipes formadas por 54 competidores vindos de Belo Horizonte e de outros lugares do Brasil.

Luiz Bastos explica a inteligência embutida nos robôs para funcionarem de forma autônoma: “Basicamente os robôs são dotados de micro controladores. Esses micros controladores são responsáveis por toda inteligência dos robôs. Eles são formados por sensores que captam a linha branca da pista e informam ao micro controlador como o carro deve se comportar no trajeto. Nesse trajeto são encontrados vários obstáculos, como por exemplo, uma faixa de pedestre, onde o carrinho tem que parar por 5 segundos para depois continuar. Esse tipo de competição é famosa em todo o mundo e é conhecida como Competição de Robôs Seguidores de Linha.”

Para se construir o robô seguem-se as seguintes etapas: A primeira coisa que se faz é construir a placa de sensores, em seguida, escolhe-se o chassi que será utilizado, que é na verdade o corpo do robô, depois define-se o tipo de micro controlador que será utilizado e os motores, se serão mais baratos ou mais potentes. Por último, como será a alimentação do robô, de onde virá a energia do robô.

Para dar conta de toda a complexidade do Projeto, o grupo de alunos se divide em 5 equipes, responsáveis por áreas vitais dentro projeto, entre elas estão: Grupo de Gestão, Grupo Técnico, Grupo de Logística, Grupo Financeiro e um Grupo de Comunicação.

Luiz conclui que “a importância do projeto está em criar incentivo para os alunos a continuarem no curso de engenharia e também conhecerem o que é a engenharia elétrica e suas aplicações”.

O evento conta com apoio de empresas parceiras, entre eles, DTI – Digital Technologies, Curso de Inglês CNA, Sempra – Educação Tecnológica.

Esse é um dos projetos financiados pela Pró-reitoria de Assuntos Estudantis, através das CHAMADAS PRAE – Apoio a Projetos Acadêmicos.

Para saber mais detalhes, acesse http://cora.cpdee.ufmg.br/