UFMG tem nove propostas aprovadas pela Capes para o combate a pandemias

Imagem do Sars-CoV-2, o novo coronavírus, obtida por microscópio eletrônico de varredura
Imagem do Sars-CoV-2, o novo coronavírus, obtida por microscópio eletrônico de varredura NIAID Rocky Mountain Laboratories (RML), U.S. NIH / Domínio Público

Foi divulgado o resultado de três editais emergenciais da Capes para ações de prevenção e combate a surtos, endemias, epidemias e pandemias. Entre 92 projetos contemplados, nove foram apresentados por pesquisadores da UFMG. No total, serão concedidas 2,6 mil bolsas, com investimento de R$ 200 milhões ao longo de quatro anos. As atividades terão início no mês de julho.

“Considerando o tamanho do país e o número de universidades que enviaram propostas, o resultado da UFMG é muito expressivo, já que receberá cerca de 10% dos recursos disponibilizados pela Capes”, avalia o pró-reitor de Pós-graduação da UFMG, professor Fábio Alves.

O Programa Estratégico Emergencial de Combate a Surtos, Endemias, Epidemias e Pandemias tem o objetivo de apoiar projetos de pesquisa e formação de recursos humanos altamente qualificados, no âmbito dos Programas de Pós-Graduação stricto sensu, voltados ao enfrentamento da Covid-19 e em temas relacionados a endemias e epidemias típicas do país.

O programa está estruturado em duas dimensões: Ações estratégicas emergenciais imediatas e Ações estratégicas emergenciais induzidas em áreas específicas. A primeira consiste na concessão de bolsas de mestrado e doutorado para programas de pós-graduação stricto sensu com potencial para desenvolver pesquisa e formar recursos humanos na área-objeto do programa. A outra consiste no lançamento de três editais para a submissão de projetos temáticos por docentes vinculados a programas de pós-graduação stricto sensu.

Conheça as propostas aprovadas pela UFMG

Psiquiatria, bioengenharia e impactos sociais
Dos 31 projetos selecionados no Edital de Seleção Emergencial nº 09/2020 – Epidemias, três são da UFMG. O estudo sobre Manifestações e sequelas neuropsiquiátricas da Covid-19: aspectos clínicos e moleculares é conduzido por Marco Aurélio Romano Silva, docente do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina.

Já o projeto Nanobiossensores óticos e eletroquímicos com sistemas sintéticos de reconhecimento de bioengenharia integrados em smartphones para imunodiagnóstico rápido de Covid-19 e monitoramento remoto foi apresentado pelo professor Rodrigo Lambert Orefice, do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais, da Escola de Engenharia.

O estudo Análise espacial de surto de Covid-19 no Estado de Minas Gerais, considerando aspectos de saúde, ambientais e sociais foi proposto pela professora Úrsula Ruchkys de Azevedo, do Departamento de Cartografia do Instituto de Geociências (IGC).

ICB em quatro frentes
Edital 11/2020 – Fármacos e Imunologia aprovou 38 projetos, quatro deles apresentados pela UFMG, oriundos de diferentes departamentos do Instituto de Ciências Biológias (ICB). A professora Daniella Castanheira Bartholomeu, da Parasitologia, coordena a pesquisa sobre Desenvolvimento de protocolos de acompanhamento georreferenciado da prevalência de SARS-CoV-2 em animais domésticos e no homem e sua associação com infecções pré-existentes.

Mauro Martins Teixeira, da área de Bioquímica e Imunologia, é o responsável pela proposta Estabelecimento de um “Núcleo de Estudos Transdisciplinares em Terapias Antivirais e Imunomoduladoras para Covid-19”.

Miriam Teresa Paz Lopes, também da Farmacologia, propôs o projeto Uma abordagem farmacológica multialvo para o tratamento da infecção causada por coronavírus e a prevenção de suas complicações.

Vasco Ariston de Carvalho Azevedo, docente do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução, é o proponente da Abordagem integrada de combate à Covid-19: desenvolvimento de formulações vacinais, avaliação de imunobiológicos e compostos imunomoduladores.

Telessaúde e gestão de dados
Edital 12/2020 – Telemedicina teve 23 propostas aprovadas, sendo duas no âmbito da UFMG. O projeto Telecovid-19: intervenção multifacetada usando ferramentas de telessaúde para enfrentamento da Covid-19 foi proposto pelo professor Antônio Luiz Pinho Ribeiro, do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina.

Por fim, a proposta Medcon, telemedicina plena através do registro e acompanhamento de dados médicos específicos de Covid-19 e outras doenças, é liderada por Sérgio Vale Aguiar Campos, docente do Departamento de Ciência da Computação.