Autor: VARGAS, F.R.
Orientador: VASCONCELOS, A . C.
Outros autores: LANA, A M A;;
Linhas de pesquisa no CNPq: PATOLOGIA / CITOPATOLOGIA
Unidade: INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
Departamento: PATOLOGIA GERAL
Palavras-Chave: APOPTOSE - PLACENTA - CROMOSSOMOPATIAS
A apoptose é um mecanismo de eliminação controlada de células. Trata-se de um fenômeno ativo, naturalmente controlado, iniciado ou inibido por vários estímulos, fisiológicos ou patológicos (Kerr, 1993). Tem sido descrita em várias situações e tecidos e, inclusive, na placenta humana, onde vem sendo relacionada ao seu processo de maturação. A placenta é um órgão formado, principalmente, por tecidos fetais, com a função de troca fisiológica entre mãe e feto. Esta ocorre ao nível dos vilos coriônicos, que são revestidos por um epitélio de duas camadas, formado por dois tipos celulares: o citotrofoblasto (a camada interna) e o sinciciotrofoblasto (a camada externa). Ao longo da gestação os vilos coriônicos e o trofoblasto sofrem alterações morfológicas que visam a optimização das trocas de nutrientes entre mãe e feto. O retardo dessas alterações compromete a fisiologia e a morfologia do órgão, e está presente em placentas de fetos portadores de cromossomopatias. A fim de esclarecer o papel da apoptose no processo de maturação placentária, analisamos a morfologia de placentas normais a termo e de placentas de fetos com as cromossomopatias mais frequentes: trissomia do 21, do 13 e do 18. Os vilos das placentas trissômicas apresentam padrão morfológico imaturo (menor vascularização, epitélio trofoblástico espesso), enquanto que os das placentas normais a termo apresentam vilos com epitélio mais delgado e maior perfusão. Além disso, em cada corte do tecido pode-se evidenciar duas áreas morfologicamente distintas: uma mais imatura e mais perfundida, outra mais madura com menor perfusão. A apoptose existe no sinciciotrofoblasto do epitélio trofoblástico e, aparentemente, é mais evidente nos vilos mais maduros e nas placentas trissômicas. Estudos quantitativos através da análise morfométrica estão em andamento.
Apoio: Departamento de Anatomia Patológica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Geraisp>
|