Resumos da XI Semana de Iniciação Científica
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CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA

A Caverna da Ossada e a Caverna À-toa, Lassance (MG).

Autor: MORATO, L.

Orientador:

Outros autores: ZENHA, E; CARVALHO, A; MASCARENHAS, T;;

Linhas de pesquisa no CNPq: CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA / GEOMORFOLOGIA

Unidade: INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS
Departamento: GEOLOGIA

Palavras-Chave: ESPELEOLOGIA - ESPELEOGÊNESE - CARTOGRAFIA SUBTERRÂNEA

O Distrito Espeleológico Carbonático do município de Lassance é alvo dos mais recentes trabalhos de investigação espeleológica realizados pelo grupo Guano Speleo - IGC/UFMG. São poucas as cavernas registradas, e este trabalho visa descrever duas recentemente mapeadas, que possuem comunicação mútua, mas em condutos impenetráveis. A Caverna da Ossada foi assim batizada devido à presença de um esqueleto quase completo de felino próximo à entrada, com tecidos moles ainda preservados por processo de mumificação. Ela possui desenvolvimento total de 81m e desnível de 6m, e passagens angulosas que aproveitam o sistema de diáclases local (de atitudes aproximadas N-S e E-W). A Caverna À-toa se desenvolve em meio a blocos abatidos, em um conduto com poucas ramificações que, como o nome procura indicar, pelo que se observa a partir de sua entrada, não parece se desenvolver além do que os olhos alcançam. Mas o conduto faz curva, levando a cavidade a um desenvolvimento de 53m e desnível de 5m. Em conjunto, estas cavernas apresentam uma morfologia em trama (network), com condutos formando canyons de gênese vadosa. A Caverna da Ossada apresenta um nível superior, possível graças aos remanescentes de paleossolo que formam o início deste pavimento. Este nível deve ter ficado isolado enquanto a parte inferior se encontrava entulhada de sedimentos, o que propiciou a formação de espeleotemas de certa raridade, especialmente helictites, além de confeitos de Tívoli, represas de travertinos, cortinas tipo bacon e serrilhadas (incluindo uma com aparente "estratificação cruzada" incoerente com a laminação que lhe dá o aspecto bacon), e estalactites tipo canudo-de-refresco. Quanto à Bioespeleologia, há morcegos hematófagos, sapos, insetos (mariposas, grilos), aracnídeos (carrapatos) e diplópodes.

Apoio: Grupo de Extensão e Pesquisas Espeleológicas Guano Speleo - IGC/UFMGp>

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
25 a 29 de Novembro de 2002
PRÓ-REITORIA DE PESQUISA
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