{"id":18,"date":"2019-11-19T14:13:05","date_gmt":"2019-11-19T17:13:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufmg.br\/saudemental\/?page_id=18"},"modified":"2020-05-12T12:22:02","modified_gmt":"2020-05-12T15:22:02","slug":"situacoes-de-sofrimento","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufmg.br\/saudemental\/saude-mental\/situacoes-de-sofrimento\/","title":{"rendered":"Situa\u00e7\u00f5es de sofrimento"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_479\" style=\"width: 248px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-479\" class=\"size-medium wp-image-479\" src=\"https:\/\/www.ufmg.br\/saudemental\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/ogrito-cke-238x300.jpg\" alt=\"\" width=\"238\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.ufmg.br\/saudemental\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/ogrito-cke-238x300.jpg 238w, https:\/\/www.ufmg.br\/saudemental\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/ogrito-cke.jpg 630w\" sizes=\"auto, (max-width: 238px) 100vw, 238px\" \/><p id=\"caption-attachment-479\" class=\"wp-caption-text\">&#8216;O Grito&#8217;, quadro de Edvard Munch (1893)<\/p><\/div>\n<p><em>\u201cE fique a\u00ed tranq\u00fcilo tranq\u00fcilinho bem<\/em><br \/>\n<em>tranq\u00fcil tranq\u00fcilid tranq\u00fcilase tranq\u00fcilan<\/em><br \/>\n<em>tranq\u00fcilin tranq\u00fcix tranq\u00fciex tranq\u00fcimax<\/em><br \/>\n<em>tranq\u00fcisan e mesmo tranxilene! Est\u00e1s<\/em><br \/>\n<em>p\u00edssico, talvez, de tanto desencucarem tua<\/em><br \/>\n<em>cuca? Est\u00e1s perplexo? N\u00e3o ouves o pipilar:<\/em><br \/>\n<em>psicoplex? psicodin psiquim psicobiome<\/em><br \/>\n<em>psicolatil? N\u00e3o sentes adejar: psicopax?<\/em><br \/>\n<em>Ent\u00e3o morre, amizade. Morre presto,<\/em><br \/>\n<em>morre j\u00e1, morre urgente, antes que em<\/em><br \/>\n<em>dr\u00e1gea c\u00e1psula ampola flaconete proves<\/em><br \/>\n<em>letalex mortalin obituaran homicidil<\/em><br \/>\n<em>thanatex thanatil thanatipum!\u201d<\/em><\/p>\n<p>Carlos Drummond De Andrade<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Confira, a seguir, conceitua\u00e7\u00f5es e reflex\u00f5es sobre algumas situa\u00e7\u00f5es de sofrimento mental:<\/p>\n<div class=\"accordion\"><ul class=\"accordion-items\"><li class=\"accordion-item\">\n                <h4 class=\"accordion-title\">\n                    <a href=\"#250\" data-toggle=\"collapse\" aria-expanded=\"false\">Depress\u00e3o<span class=\"icon-seta\"><\/span><\/a>\n                <\/h4>\n                <div class=\"accordion-content collapse\" id=\"250\">\n                    <div class=\"main-content\"><blockquote><p>\u201cSe s\u00f3 me faltassem os outros, v\u00e1; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. Mas falto eu mesmo, e esta lacuna \u00e9 tudo.\u201d (Machado de Assis)<\/p><\/blockquote><p><br \/>Na atualidade vivenciamos um aumento das depress\u00f5es, o que \u00e9 apontado em relat\u00f3rio da OMS (2015) pelo percentual de <strong>18,4% na d\u00e9cada 2005-2015<\/strong>. Segundo esse relat\u00f3rio, cerca de<strong> 4,4% da popula\u00e7\u00e3o mundial sofre pela depress\u00e3o<\/strong>, o que corresponde a<strong> 322 milh\u00f5es de pessoas<\/strong>. O Brasil aparece com <strong>5,8%<\/strong> de sua popula\u00e7\u00e3o afetada.<br \/><br \/>Des\u00e2nimo, aus\u00eancia de prazer na realiza\u00e7\u00e3o de atividades cotidianas, sentimento de vazio e de inutilidade e falta de sentido na vida s\u00e3o caracter\u00edsticas de quadros depressivos. Mas, para al\u00e9m de dizer respeito ao sujeito e sua hist\u00f3ria, que possui suas raz\u00f5es para estar sofrendo, o aumento das depress\u00f5es no s\u00e9culo XXI, demonstra que algo n\u00e3o vai bem na sociedade contempor\u00e2nea.<br \/><br \/>Abordar o tema da depress\u00e3o pela perspectiva de que ela \u00e9 um <strong>sintoma social<\/strong> nos leva a pens\u00e1-la como um <strong>sinalizador do mal-estar provocado pela cultura<\/strong>. Nesse sentido, Dunker (2016) defende que as nossas rela\u00e7\u00f5es com o trabalho (e podemos entender tamb\u00e9m com os estudos), as cobran\u00e7as do mundo capitalista e a forma com que vamos nos interligando ao que nos \u00e9 posto pode nos levar ao sofrimento. Para ele, o sofrimento diz respeito \u00e0s nossas rela\u00e7\u00f5es com os outros. <strong>Ele n\u00e3o \u00e9 individualizado<\/strong>, sendo uma evid\u00eancia disso o fato de que a depress\u00e3o est\u00e1 entre as principais causas de afastamento no trabalho.<br \/><br \/>S\u00e3o tamb\u00e9m indicadores do mal-estar que vivemos: a nossa rela\u00e7\u00e3o com o tempo - cada vez mais escasso para a produtividade a que nos obrigamos -; com as cobran\u00e7as sociais e familiares; as rela\u00e7\u00f5es muito competitivas; o excesso ligado ao consumo e a diminui\u00e7\u00e3o da reflex\u00e3o sobre as experi\u00eancias subjetivas. Paulinho da Viola ilustra bem esse desencontro com o tempo acelerado e impaciente em sua can\u00e7\u00e3o, \u201cSinal fechado\u201d:<\/p><blockquote><p><br \/>\u201cTudo bem, eu vou indo, correndo<br \/>Pegar meu lugar no futuro, e voc\u00ea? (...)<br \/>Me perdoe a pressa<br \/>\u00c9 a alma dos nossos neg\u00f3cios (...)<br \/>Tanta coisa que eu tinha a dizer<br \/>Mas eu sumi na poeira das ruas (...)\u201d<\/p><\/blockquote><p><br \/>Para Kehl (2009), a depress\u00e3o n\u00e3o se confunde com estados de \u00e2nimo como a tristeza, o des\u00e2nimo e a falta de desejo com a vida. Ela tamb\u00e9m n\u00e3o se confunde com ocorr\u00eancias de lutos e fracassos situacionais. Mas, sim, se configura em um profundo abatimento e sentimento de vazio e inutilidade, uma lentid\u00e3o corporal e mental, em que a falta de sentido impera, fazendo com que a vida pare\u00e7a n\u00e3o valer a pena. Tudo isso se agrava pela falta de empatia com que nossa cultura trata os depressivos, transformando a depress\u00e3o na \u201cmais inconveniente express\u00e3o do mal-estar ps\u00edquico\u201d, pois ela desafina o \u201ccoro dos contentes\u201d (KEHL, 2009, p. 23).<br \/><br \/>Al\u00e9m da acelera\u00e7\u00e3o da vida cotidiana, outra caracter\u00edstica da sociedade contempor\u00e2nea \u00e9 a <strong>imposi\u00e7\u00e3o de estados de felicidade<\/strong>. O sujeito vive uma obriga\u00e7\u00e3o de ser feliz conforme um imagin\u00e1rio social hegem\u00f4nico veiculado pela m\u00eddia e publicidade. A felicidade, sob essa \u00f3tica, passa a ser mais uma mercadoria que pode ser adquirida e, al\u00e9m disso, deve ser ostentada nas redes sociais em cenas de alegria e prazer. Quando o sujeito \u00e9 capturado por esse imagin\u00e1rio social, sua singularidade \u00e9 apagada (KEHL, 2017).<br \/><br \/>\u00c9 ao que Moretto (2016) remete ao dizer que a sociedade do consumo e a l\u00f3gica capitalista produz o apagamento do sujeito, da sua singularidade. Considerando que a subjetividade se constitui e se modifica na rela\u00e7\u00e3o com o outro, no la\u00e7o social, teremos pistas para se pensar a dor e o sofrimento que cada um sente a partir da rela\u00e7\u00e3o entre a subjetividade e as mudan\u00e7as da ordem social, pol\u00edtica e econ\u00f4mica de uma \u00e9poca.<br \/><br \/><strong>Sofrer faz parte do nosso viver e esconder o sofrimento leva ao apagamento do sujeito<\/strong>. Safatle (2015) remete a ideia de sofrimento a um impulso fundamental \u00e0 cr\u00edtica, considerando que o sofrimento \u00e9 algo que te lembra de tudo que n\u00e3o se enquadrou na forma de vida que voc\u00ea se insere. Para ele, tomar o sofrimento como patologia n\u00e3o seria uma forma adequada de trat\u00e1-lo.<br \/><br \/>Nessas perspectivas, podemos pensar que a depress\u00e3o traduz as <strong>tentativas fracassadas de atender as demandas vindas do desejo do outro<\/strong>. Ela reflete um vazio de desejo do sujeito, que vem carregado de ang\u00fastia. Diante dos apelos imperativos da sociedade, ela aparece de forma aterrorizadora, aumentando o sofrimento de quem est\u00e1 deprimido com o sentimento de culpa por n\u00e3o participar dos ideais vigentes de felicidade, compet\u00eancia e sucesso. Ideais esses que n\u00e3o comportam a tristeza e a dor do viver, e que n\u00e3o permitem abertura para pensar em delas extrair algum saber que pode nos preparar para a vida, que pode auxiliar na constru\u00e7\u00e3o de outras refer\u00eancias para viver.<br \/><br \/>Alguns ideais interpretados imperativamente, como \u201ctenha sucesso\u201d e \u201cseja feliz\u201d podem ser geradores de ang\u00fastia e depress\u00e3o. E se esses ideais n\u00e3o s\u00e3o alcan\u00e7ados? Cada um precisa inventar sa\u00eddas imaginativas para encontrar o sentido da vida.<br \/><br \/>O poema de Carlos Drummond, \u201cPassagem da noite\u201d, nos traz um alento: mesmo que \u201cem noite nos dissolvemos\u201d, ap\u00f3s um passeio pela noite chegaremos na alegria do dia que surge, onde tudo se nos confia outra vez, concluindo que <strong>\u201cO essencial \u00e9 viver\u201d<\/strong>.<br \/><br \/><br \/><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p><p>\u00a0<\/p><p>WORLD HEALTH ORGANIZATION; Mental health action plan 2015 (FALTA ESSA REFER\u00caNCIA COMPLETA)<\/p><p>\u00a0<\/p><p>DUNKER, Christian. Qual \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o da depress\u00e3o com a modernidade? Falando nisso 59, 12 out 2016. Acesso em 09 mai 2020.<\/p><p>\u00a0<\/p><p>KEHL, Maria Rita. O tempo e o c\u00e3o: a atualidade das depress\u00f5es. S\u00e3o Paulo: Editora Boitempo. 2009. 312p<\/p><p>\u00a0<\/p><p>KEHL, Maria Rita. Acelera\u00e7\u00e3o e depress\u00e3o. Instituto CPFL, 16 nov 2017. Acesso em 08 mai 2020.<\/p><p>\u00a0<\/p><p>MORETTO, Maria Livia Tourinho. \u00c9 Preciso Ser Feliz. Instituto CPFL, 10 jul 2016. Acesso em 09 mai 2020.<\/p><p>\u00a0<\/p><p>SAFATLE, Vladimir. Sobre a insatisfa\u00e7\u00e3o pessoal e depress\u00e3o na sociedade atual. Trecho do Programa \"Caf\u00e9 Filos\u00f3fico - A l\u00f3gica do condom\u00ednio com Vladimir Safatle\", 04 set 2015. Acesso em 09 mai 2020.<\/p><\/div>\n                <\/div>\n            <\/li><li class=\"accordion-item\">\n                <h4 class=\"accordion-title\">\n                    <a href=\"#251\" data-toggle=\"collapse\" aria-expanded=\"false\">Estresse<span class=\"icon-seta\"><\/span><\/a>\n                <\/h4>\n                <div class=\"accordion-content collapse\" id=\"251\">\n                    <div class=\"main-content\"><p>Muito se fala sobre rotinas estressantes e o quanto elas fazem parte do cotidiano. Entretanto, quando se aprofunda no tema, descobre-se que o estresse e a ansiedade est\u00e3o bem mais presentes na vida das pessoas do que se pode imaginar.<br \/><br \/><strong>O estresse \u00e9 um padr\u00e3o de resposta a um fator ou evento<\/strong>, seja ele f\u00edsico ou emocional, <strong>que perturba o equil\u00edbrio<\/strong> e pode estar ligado a um evento desagrad\u00e1vel, moment\u00e2neo, ou a algo cr\u00f4nico, constante.<br \/><br \/>O estresse \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o humana natural e, em grau m\u00ednimo, \u00e9 importante e necess\u00e1rio para a vida. Poder\u00edamos escutar pessoas dizendo \u201cmatar um le\u00e3o por dia\u201d. Esse grau de estresse pode possibilitar condi\u00e7\u00f5es para sobreviver, gerando a coragem para trabalhar e para enfrentar as diversas situa\u00e7\u00f5es do dia-a-dia.<br \/><br \/>Por outro lado, em condi\u00e7\u00f5es desfavor\u00e1veis, sejam no ambiente profissional, familiar ou social, podem levar a um grau \u201cnegativo\u201d de estresse, que pode causar um desequil\u00edbrio no organismo humano, causando o aparecimento de diversas doen\u00e7as.<br \/><br \/><\/p><blockquote><p>\u201cA Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade reconhece o estresse, como uma doen\u00e7a que atinge mais de 90% da popula\u00e7\u00e3o do mundo. Irrita\u00e7\u00f5es no tr\u00e2nsito, excesso de trabalho, falta de descanso e at\u00e9 mesmo falta de um ambiente familiar favor\u00e1vel. V\u00e1rios fatores podem levar ao problema, com isso pode se manifestar em graus elevados, sendo respons\u00e1vel por um desequil\u00edbrio do organismo e pelo aumento dos casos de outras patologias, inclusive fatais\u201d. (OMS, 2013)<\/p><\/blockquote><p>\u00a0<\/p><p><strong>Refer\u00eancia<\/strong><\/p><p>\u00a0<\/p><p>WORLD HEALTH ORGANIZATION; Mental health action plan 2013-2020. WHO Geneva, Switzerland ISBN: 978 92 4 150602, 2013. Acesso em: 01\/05\/2020<\/p><\/div>\n                <\/div>\n            <\/li><li class=\"accordion-item\">\n                <h4 class=\"accordion-title\">\n                    <a href=\"#252\" data-toggle=\"collapse\" aria-expanded=\"false\">Ansiedade<span class=\"icon-seta\"><\/span><\/a>\n                <\/h4>\n                <div class=\"accordion-content collapse\" id=\"252\">\n                    <div class=\"main-content\"><blockquote><p>\u201cAnsiedade \u00e9 quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja\u201d - M\u00e1rio Quintana<\/p><\/blockquote><p><strong><br \/>A ansiedade afeta 264 milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo<\/strong>, alta de 14,9% entre 2005 e 2015, segundo relat\u00f3rio da OMS publicado em 2017. <strong>No Brasil, 9,3% da popula\u00e7\u00e3o<\/strong> \u00e9 acometida por transtornos de ansiedade, taxa bem acima da m\u00e9dia mundial.<br \/><br \/>A ansiedade se caracteriza por um sentimento vago e desagrad\u00e1vel de medo, apreens\u00e3o, tens\u00e3o ou desconforto, gerando dificuldades para a pessoa relaxar e concentrar, o que, por sua vez, tende a aumentar a sensa\u00e7\u00e3o de cansa\u00e7o e ins\u00f4nia. A perman\u00eancia destes sintomas por longo per\u00edodo tendem a interferir nas fun\u00e7\u00f5es da vida cotidiana, como no trabalho, nas atividades sociais e relacionamentos.<br \/><br \/>A ansiedade pode ainda desencadear situa\u00e7\u00f5es de adoecimento como <strong>fobia<\/strong>, <strong>transtorno obsessivo-compulsivo<\/strong>, <strong>estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico<\/strong> e <strong>ataque de p\u00e2nico<\/strong> (OMS, 2013).<br \/><br \/>Mas porque estamos t\u00e3o ansiosos?<br \/><br \/>A revolu\u00e7\u00e3o industrial ocorrida no s\u00e9culo XVIII provocou significativa transforma\u00e7\u00e3o dos meios de produ\u00e7\u00e3o, mudando, desde ent\u00e3o, o modo como lidamos com o tempo. Desde 1950 vivemos o que se chama a<strong> 3\u00aa Revolu\u00e7\u00e3o Industrial<\/strong> referente \u00e0s inova\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, tecnol\u00f3gicas e da informa\u00e7\u00e3o, traduzindo-se em conforto, praticidade, aumento da expectativa e da qualidade de vida.<br \/><br \/>Hoje, com um computador ou um celular \u00e0s m\u00e3os, podemos dar in\u00edcio a uma capacita\u00e7\u00e3o profissional ou pesquisa sobre qualquer tema de nosso interesse. Isso \u00e9 verdadeiramente um avan\u00e7o! Onde est\u00e1 o problema ent\u00e3o?<br \/><br \/>O problema \u00e9 que o conhecimento que devemos buscar para sermos considerados cidad\u00e3os conscientes e produtivos s\u00e3o amplos, variados, nos levando a uma busca incessante, desgastante e sempre insuficiente de informa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o.<br \/><br \/>Assim precisamos saber sobre o mercado de trabalho, sa\u00fade, num busca alucinada para atender \u00e0s exig\u00eancias est\u00e9ticas. Tamb\u00e9m precisamos aprender sobre finan\u00e7as, pois muito comumente ganharemos menos do que nos dizem ser necess\u00e1rio para alcan\u00e7ar uma vida de sucesso!<br \/><br \/>Precisamos saber sobre economia, pol\u00edtica, literatura, ci\u00eancia, coronav\u00edrus, desmatamento e todo tipo de quest\u00e3o para n\u00e3o ser qualquer dia destes questionado: - voc\u00ea n\u00e3o soube disso? Em que mundo voc\u00ea vive? Voc\u00ea est\u00e1 atrasado! \u00c9 assim mesmo que nos sentimos, tal como diz a m\u00fasica: <em>\u201cEu sei de quase tudo um pouco, mas nada tanto assim.\u201d<br \/><br \/><\/em>N\u00e3o \u00e9 curioso que em tempo de pandemia de informa\u00e7\u00f5es o ser humano se sinta perdido e sem apoio para seguir sua vida? Essa inquieta\u00e7\u00e3o se chama \u201c<strong>ang\u00fastia existencial<\/strong>\u201d. A ang\u00fastia \u00e9 inerente \u00e0 exist\u00eancia e, portanto, n\u00e3o \u00e9 novidade dos tempos modernos. O vazio que sentimos \u00e9 doloroso, mas \u00e9 necess\u00e1rio para nos impulsionar ao desenvolvimento.<br \/><br \/>Ocorre que nesta trajet\u00f3ria o ser humano se depara com sua liberdade de escolha e a cada escolha temos que lidar com os seus resultados que, segundo Sartre, tamb\u00e9m \u00e9 gerador de ang\u00fastia. Al\u00e9m disso, tememos o julgamento, o olhar acusador direto ou indireto sobre o que n\u00e3o escolhemos. Ent\u00e3o muitas vezes desejamos n\u00e3o ter essa liberdade, mas descobrimos que n\u00e3o estamos livres para deixar de ser livre. Precisamos continuar escolhendo a cada momento, a cada situa\u00e7\u00e3o, a cada dilema. Diante desta ang\u00fastia, \u00e9 comum o desejo de fugir, mas mesmo a fuga \u00e9 uma escolha.<br \/><br \/><\/p><blockquote><p>\u201cO indiv\u00edduo possui liberdade de escolha para fazer op\u00e7\u00f5es em sua vida e, em contrapartida, esta consci\u00eancia de liberdade suscita no sujeito o aterrorizante sentimento de ang\u00fastia\u201d (SARTRE, 1997 apud Bervique).<\/p><\/blockquote><p><br \/>O psic\u00f3logo Rollo May esclarece que a ansiedade \u00e9 pr\u00f3pria do ser humano e necess\u00e1ria para que tenhamos atitudes protetivas contra amea\u00e7as \u00e0 exist\u00eancia. E acrescenta que as rea\u00e7\u00f5es que teremos com rela\u00e7\u00e3o a ansiedade podem ser patol\u00f3gicas ou n\u00e3o.<br \/><br \/>S\u00e3o patol\u00f3gicas as respostas de fuga ou evita\u00e7\u00e3o da ansiedade, tais como distra\u00e7\u00f5es que nos levam a esquecer o conflito ou a nega\u00e7\u00e3o de enfrentar a situa\u00e7\u00e3o. \u00c9 comum buscar-se o entorpecimento consciencial atrav\u00e9s de medica\u00e7\u00f5es que se far\u00e3o necess\u00e1rias por longo tempo, j\u00e1 que o conflito n\u00e3o est\u00e1 sendo enfrentado. Mello (2016) nos alerta que todos n\u00f3s poderemos fazer uso dos m\u00e9todos evitativos da ansiedade para \u201csobreviver existencialmente\u201d, mas \u00e9 a perman\u00eancia nesta atitude de fuga que provocar\u00e1 o seu estado patol\u00f3gico.<br \/><br \/>J\u00e1 uma forma saud\u00e1vel de lidar com a ansiedade \u00e9 o enfrentamento da situa\u00e7\u00e3o, buscando-se solu\u00e7\u00f5es criativas. \u201c<em>A solu\u00e7\u00e3o passa por um momento criativo, a cria\u00e7\u00e3o de um sentido, como apontam Frankl e Yalom... May aponta pesquisas emp\u00edricas que mostram o trabalho, a f\u00e9 e arte como grandes solu\u00e7\u00f5es para a ansiedade.<\/em>\u201d (Melo, 2016).<br \/><br \/>A busca de uma solu\u00e7\u00e3o criativa nos remete a autencidade. Ser aut\u00eantico \u00e9 ser fiel, verdadeiro, sincero. A qu\u00ea ou a quem? \u00c0 ess\u00eancia de cada um, ao que nos traz prazer, aquilo pelo qual nos atra\u00edmos naturalmente e promove aquela sensa\u00e7\u00e3o de estar em casa.<br \/><br \/>Em outras palavras, antes de buscar o que est\u00e1 fora, \u00e9 preciso conhecer o que est\u00e1 dentro, para melhor orientar nossas escolhas.<br \/><br \/>\u00c9 preciso lembrar que sendo a ang\u00fastia existencial inerente ao ser humano dado o seu estado de liberdade, ela jamais acabar\u00e1, pois \u00e9 ela que nos move na busca de significa\u00e7\u00e3o e ressignifica\u00e7\u00e3o da vida. Tentar silenci\u00e1-la ou entregar-se em busca de perfei\u00e7\u00e3o termina por potencializar a ang\u00fastia.<br \/><br \/>\u00c9 preciso, portanto, saber conviver com ela, buscar os recursos necess\u00e1rios para com ela dialogar. \u00c9 importante saber que essa \u00e9 uma das formas de se falar, pensar e abordar a ansiedade. Existem diferentes teorias que pensam a ansiedade de forma diferente. Entretanto, pode-se afirmar que, independente da abordagem, a ansiedade \u00e9 uma experi\u00eancia humana, que pode em maior ou menor grau, significar sofrimento ou interferir com a vida da pessoa.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p><p>\u00a0<\/p><p>BERVIQUE, Janete de Aguirre (Orientadora); PEREIRA, Everly Fernanda; MELLO, Tamyris Villela. O homem e a ang\u00fastia existencial em Jean Paul Sartre. Acesso em 30\/04\/2020.<\/p><p>\u00a0<\/p><p>MELO, Roberto da Silva. A Ansiedade: o Olhar Existencial-Humanista. Psicologado , [S.l.]. (2016). Acesso em 27 Abr 2020.<\/p><p>\u00a0<\/p><p>WORLD HEALTH ORGANIZATION. Depression and order common mental disorders. (2017). Acesso em 29\/04\/2020<\/p><p>\u00a0<\/p><p>WORLD HEALTH ORGANIZATION; Mental health action plan 2013-2020. WHO Geneva, Switzerland ISBN: 978 92 4 150602, 2013. Acesso em: 01\/05\/2020<\/p><\/div>\n                <\/div>\n            <\/li><li class=\"accordion-item\">\n                <h4 class=\"accordion-title\">\n                    <a href=\"#253\" data-toggle=\"collapse\" aria-expanded=\"false\">Loucura e psicoses<span class=\"icon-seta\"><\/span><\/a>\n                <\/h4>\n                <div class=\"accordion-content collapse\" id=\"253\">\n                    <div class=\"main-content\"><p><strong>Loucura<\/strong> \u00e9 um termo bastante conhecido fora do contexto da ci\u00eancia. Ao longo das \u00e9pocas, o conceito de loucura foi sendo modificado de acordo com cada contexto. O que sabemos atualmente sobre a loucura recebe influ\u00eancias de formas muito antigas de se compreender o louco e suas experi\u00eancias, as quais podem ser organizadas em tr\u00eas enfoques:<br \/><br \/><strong>1) Enfoque mitol\u00f3gico-religioso da loucura:<\/strong> a loucura \u00e9 entendida como uma experi\u00eancia influenciada por for\u00e7as n\u00e3o humanas, sendo o louco um privilegiado por possuir saberes, ora compreendidos como divinos, ora demon\u00edacos. Independente da origem do saber, os loucos eram escutados pela sociedade na qual viviam. Isso se deu desde a Idade M\u00e9dia at\u00e9 o per\u00edodo do Renascimento.<br \/><br \/><strong>2) Enfoque passional ou psicol\u00f3gico:<\/strong> no Renascimento, observa-se uma ruptura em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 compreens\u00e3o da loucura. Ela passa a ser considerada como experi\u00eancia de aus\u00eancia da raz\u00e3o (desraz\u00e3o) ou excesso de paix\u00f5es. Nesse contexto, os loucos perdem o lugar social de sabedoria e, juntamente com todos os demais da sociedade que tamb\u00e9m \u2018n\u00e3o faziam uso da raz\u00e3o\u2019 (todos os que afrontam os valores morais vigentes), s\u00e3o confinados em espa\u00e7os espec\u00edficos, chamados asilos. As ideias e palavras dos loucos n\u00e3o s\u00e3o mais ouvidas pela sociedade. Os tratamentos propostos s\u00e3o de ordem moral: excesso de disciplina, rigor, silenciamento.<br \/><br \/><strong>3) Enfoque organicista:<\/strong> \u00e9 no s\u00e9culo XIX que a loucura passa a ser alvo do interesse da ci\u00eancia m\u00e9dica. Tal ideia remonta ao Enfoque organicista presente desde muito antes. Os loucos s\u00e3o levados para espa\u00e7os pr\u00f3prios (manic\u00f4mios) e passam a ser estudados. Institu\u00edda a doen\u00e7a mental, vemos uma nova redu\u00e7\u00e3o: a loucura torna-se um transtorno mental produzido por disfun\u00e7\u00f5es cerebrais.<br \/><br \/><\/p><blockquote><p>\u201c... a loucura passa para o dom\u00ednio da ci\u00eancia, deixando de ser uma quest\u00e3o social, moral e jur\u00eddica de exclus\u00e3o para ser uma quest\u00e3o m\u00e9dica de exclus\u00e3o. \u2018Cria-se\u2019a doen\u00e7a mental\u201d (Providello e Yasui, 2013: p.1520).<\/p><\/blockquote><p><br \/>A loucura \u00e9 novamente silenciada.<br \/><br \/>Na virada do s\u00e9culo XIX para XX, Freud, como cientista e m\u00e9dico, identifica e localiza que a experi\u00eancia humana \u00e9 influenciada pelo inconsciente e que <strong>a loucura \u00e9 uma forma que o sujeito encontra de lidar com o outro e consigo mesmo<\/strong>.<br \/><br \/>No Brasil, na d\u00e9cada de 80, inicia um grande movimento de se repensar a loucura e a fun\u00e7\u00e3o dos manic\u00f4mios. Trata-se do movimento da<strong> Luta Antimanicomial<\/strong> que instaura a <strong>Reforma Psiqui\u00e1trica Brasileira<\/strong>. A delimita\u00e7\u00e3o do que \u00e9 normal e anormal \u00e9 imensamente questionada. A cidadania da pessoa com sofrimento ps\u00edquico torna-se uma pauta central. A proposta de um cuidado psicossocial ganha for\u00e7a em v\u00e1rios pa\u00edses do mundo e, de modo especial, no Brasil.<br \/><br \/><\/p><blockquote><p>\u201cTodo fato ps\u00edquico \u00e9 um fato social. N\u00e3o existe fato ps\u00edquico que n\u00e3o se inscreva como fato social. N\u00e3o existe fato social que n\u00e3o se inscreva como psiquismo. A \u2018loucura\u2019 ou a \u2018psicose\u2019 como fato ps\u00edquico encontra-se marcada pela condi\u00e7\u00e3o de ser um fato social estridente e significativo. Somente quando os sintomas interferem na ordem social de forma relevante, o sujeito ser\u00e1 inscrito no quadro do desvio psiqui\u00e1trico, sobretudo quando afetadas as suas qualidades de autorregula\u00e7\u00e3o, autonomia pessoal e\/ou econ\u00f4mica ou de perturba\u00e7\u00e3o da ordem\u201d (Oliveira Silva, 2007: p. 41).<\/p><\/blockquote><p>\u00a0<\/p><p><strong>Psicose<br \/><br \/><\/strong>Significa um dos nomes da loucura; nome cient\u00edfico que define as experi\u00eancias estranhas e incompreens\u00edveis que algumas pessoas (<strong>1 a 3% da popula\u00e7\u00e3o<\/strong>) possuem.<br \/><br \/>Assim, as psicoses s\u00e3o transtornos mentais em que a pessoa \u00e9 acometida por del\u00edrios (altera\u00e7\u00f5es do pensamento), alucina\u00e7\u00f5es (altera\u00e7\u00f5es da percep\u00e7\u00e3o) e altera\u00e7\u00f5es da consci\u00eancia do eu (Secretaria Estadual de Sa\u00fade de Minas Gerais, 2006).<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p><p>\u00a0<\/p><p>OLIVEIRA SILVA, MV. In-tensaEx-tensa. A cl\u00ednica psicossocial das psicoses. Salvador: Editora da Universidade Federal da Bahia. 2007: 260p.<\/p><p>\u00a0<\/p><p>PROVIDELLO GGD e YASUI S. A loucura em Foucault: arte e loucura, loucura e desraz\u00e3o. Revista Hist\u00f3ria, Ci\u00eancias, Sa\u00fade \u2013 Manguinhos, v. 20, n. 4, p. 1515-1529, 2013.<\/p><p>\u00a0<\/p><p>MINAS GERAIS, Secretaria Estadual de Sa\u00fade. Aten\u00e7\u00e3o em sa\u00fade mental: Linha Guia da Sa\u00fade Mental. Belo Horizonte, 2006. 238 p.<\/p><\/div>\n                <\/div>\n            <\/li><li class=\"accordion-item\">\n                <h4 class=\"accordion-title\">\n                    <a href=\"#254\" data-toggle=\"collapse\" aria-expanded=\"false\">Esquizofrenia<span class=\"icon-seta\"><\/span><\/a>\n                <\/h4>\n                <div class=\"accordion-content collapse\" id=\"254\">\n                    <div class=\"main-content\"><p>A<strong> forma cl\u00ednica da psicose<\/strong>, da qual sabemos que:<br \/><br \/><\/p><blockquote><p>\u201cDentre as Psicoses, incluindo a esquizofrenia, s\u00e3o caracterizadas por distor\u00e7\u00f5es no pensamento, percep\u00e7\u00e3o, emo\u00e7\u00f5es, linguagem, consci\u00eancia do \u201ceu\u201d e comportamento. As experi\u00eancias psic\u00f3ticas comuns incluem alucina\u00e7\u00f5es (ouvir, ver ou sentir coisas que n\u00e3o existem) e del\u00edrios (falsas cren\u00e7as ou suspeitas firmemente mantidas mesmo quando h\u00e1 provas que mostram o contr\u00e1rio).\u201d (OMS, 2013).<\/p><\/blockquote><p><br \/>Sabemos que as pessoas que recebem esse diagn\u00f3stico sofrem por serem alvo de estigma e de discrimina\u00e7\u00e3o, tendo um alto risco de exposi\u00e7\u00e3o a viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos, como o confinamento de longo prazo em institui\u00e7\u00f5es.<br \/><br \/>Em geral, em situa\u00e7\u00f5es de crise, as pessoas nesta condi\u00e7\u00e3o experimentam uma situa\u00e7\u00e3o de grande sofrimento proveniente da dificuldade de lidar com del\u00edrios e alucina\u00e7\u00f5es, que se apresentam de forma muito concreta e real.<br \/><br \/>\u00c9 comum que nessa situa\u00e7\u00e3o de crise a pessoa sinta-se perdida, com medo do que ela experimenta em si mesma sem entender o que est\u00e1 acontecendo, por vezes, ficando bastante agitada. Essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 chamada de desorganiza\u00e7\u00e3o ps\u00edquica, que pode acontecer em graus variados.<br \/><br \/>Diante de algu\u00e9m em crise, \u00e9 importante que todos tentem permanecer calmos e busquem conversar com a pessoa, no sentido de tamb\u00e9m acalm\u00e1-la. O ideal \u00e9 que a abordagem seja feita por algu\u00e9m com quem a pessoa em crise j\u00e1 tem v\u00ednculo.<br \/><br \/>Embora esteja em crise, n\u00e3o se pode perder de vista que a pessoa sabe o que quer ou n\u00e3o quer. Ent\u00e3o, \u00e9 importante conversar com ela para saber como, onde e por que profissional ela quer ser cuidada. Nesses casos, recomenda-se encaminhar a pessoa em crise para os servi\u00e7os abertos, denominados Centros de Aten\u00e7\u00e3o Psicossocial (CAPS) que aqui em Belo Horizonte s\u00e3o chamados Centro de Refer\u00eancia em Sa\u00fade Mental (CERSAM).<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Refer\u00eancia<\/strong><\/p><p>\u00a0<\/p><p>WORLD HEALTH ORGANIZATION; Mental health action plan 2013-2020. WHO Geneva, Switzerland ISBN: 978 92 4 150602, 2013. Acesso em: 01\/05\/2020<\/p><\/div>\n                <\/div>\n            <\/li><li class=\"accordion-item\">\n                <h4 class=\"accordion-title\">\n                    <a href=\"#255\" data-toggle=\"collapse\" aria-expanded=\"false\">S\u00edndrome de Burnout<span class=\"icon-seta\"><\/span><\/a>\n                <\/h4>\n                <div class=\"accordion-content collapse\" id=\"255\">\n                    <div class=\"main-content\"><p>Voc\u00ea j\u00e1 sentiu ou ouviu algu\u00e9m se queixar de exaust\u00e3o extrema, esgotamento f\u00edsico, falta de energia, dist\u00farbios de sono? E quando esses sintomas v\u00eam acompanhados de uma sensa\u00e7\u00e3o de incapacidade de cumprir com as demandas da sua fun\u00e7\u00e3o, devido \u00e0s situa\u00e7\u00f5es de estresse cont\u00ednuo no ambiente de trabalho? Infelizmente, este mal estar e queixas tem se tornado muito frequente na atualidade.<br \/><br \/>Freudenberger, psicanalista alem\u00e3o, no in\u00edcio da d\u00e9cada de 70 denominou de <strong>S\u00edndrome de Burnout<\/strong> (do ingl\u00eas to burn out, como queimar por completo) ou <strong>S\u00edndrome do esgotamento Profissional<\/strong>. Esta S\u00edndrome apresenta um conceito multidimensional que envolve <strong>tr\u00eas dimens\u00f5es<\/strong>:<br \/><br \/><strong>1) exaust\u00e3o emocional<\/strong>, que se caracteriza pela falta ou car\u00eancia de energia e um sentimento de esgotamento emocional, ocorrido quando o indiv\u00edduo percebe que n\u00e3o pode dar mais de si mesmo em n\u00edvel afetivo, bem como sente que sua energia e recursos emocionais est\u00e3o esgotados, em decorr\u00eancia do contato di\u00e1rio com seus pr\u00f3prios problemas e os de outras pessoas; <br \/><br \/><strong>2) despersonaliza\u00e7\u00e3o<\/strong>, caracterizada pelo desenvolvimento de uma insensibilidade emocional, que faz com que o profissional trate clientes, colegas e a organiza\u00e7\u00e3o de maneira fria e impessoal. Essa \u00e9 uma forma de o profissional defender-se perante a carga emocional proveniente do contato direto com o outro; e<br \/><br \/><strong>3) a baixa realiza\u00e7\u00e3o profissional<\/strong>, na qual ocorre uma tend\u00eancia de o profissional avaliar-se negativamente, causando-lhe um sentimento de insatisfa\u00e7\u00e3o com a realiza\u00e7\u00e3o do seu trabalho e originando a sensa\u00e7\u00e3o de incompet\u00eancia e de baixa autoestima (Maslach, Schaufeli e Leiter, 2001).<br \/><br \/>A S\u00edndrome de Burnout \u00e9 uma importante quest\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica, sendo um dos agravos ocupacionais de car\u00e1ter psicossocial mais importantes na sociedade atual. Burnout \u00e9 considerado um s\u00e9rio processo de deteriora\u00e7\u00e3o da qualidade de vida do trabalhador, tendo em vista suas graves implica\u00e7\u00f5es para a sa\u00fade f\u00edsica e mental (Batista, Carlotto, Coutinho, Augusto 2010).<br \/><br \/>\u00c9 um processo que se desenvolve na intera\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas do ambiente de trabalho e caracter\u00edsticas pessoais, no qual o trabalho passa exigir mais do que o indiv\u00edduo pode dar e proporcionar menos do que ele precisa.<br \/><br \/>Essa S\u00edndrome apresenta um tipo de estresse relacionado a situa\u00e7\u00f5es de trabalho, resultante da constante e repetitiva press\u00e3o emocional associada ao intenso envolvimento com pessoas por longos per\u00edodos de tempo. Ao vivenciar este quadro, o sujeito passa por uma experi\u00eancia subjetiva , que gera sentimentos e atitudes negativas no relacionamento deste com o seu trabalho (insatisfa\u00e7\u00e3o, desgaste, perda de comprometimento), comprometendo o seu desempenho profissional e trazendo consequ\u00eancias indesej\u00e1veis \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o, como o absente\u00edsmo, abandono desemprego, baixa produtividade (Tamayo, Tr\u00f3ccoli, 2002).<br \/><br \/>Podemos compreender o quanto o ambiente de trabalho pode ser fonte de suporte ou de estresse, minimizando ou maximizando condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis ao alcance das metas de cada sujeito. Dessa forma, a probabilidade de apari\u00e7\u00e3o do Burnout ir\u00e1 depender da exist\u00eancia - ou n\u00e3o - de um equil\u00edbrio entre os fatores de suporte e de estresse.<br \/><br \/>Como pensar, ent\u00e3o, em uma abordagem para este sujeito que experimenta sentimentos de fracasso, mostrando-se ap\u00e1tico e desinteressado, impossibilitando-o de alcan\u00e7ar seus objetivos? Devemos reconhecer que h\u00e1 necessidade da organiza\u00e7\u00e3o do trabalho oferecer espa\u00e7o para express\u00e3o das individualidades, n\u00e3o impondo a todos o mesmo caminho para a busca da satisfa\u00e7\u00e3o no trabalho e para a prote\u00e7\u00e3o contra o estresse.<br \/><br \/>Dessa maneira, \u00e9 recomend\u00e1vel promover mudan\u00e7as no ambiente de trabalho e sensibilizar gestores e interessados quanto \u00e0 possibilidade de realizar a\u00e7\u00f5es preventivas. Para al\u00e9m da mobiliza\u00e7\u00e3o institucional, pr\u00e1ticas de autocuidado, como atividade f\u00edsica, lazer e, a reformula\u00e7\u00e3o dos objetivos pessoais e profissionais, dentre outras, contribuem sempre para melhora na qualidade de vida e consequentemente melhora dos sintomas.<br \/><br \/>Fique atento aos sintomas, procure ajuda profissional o quanto antes e pratique o autocuidado!<br \/><br \/><\/p><p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p><p>\u00a0<\/p><p>BATISTA, JBV; CARLOTTO, MS; COUTINHO, AS; AUGUSTO, LGS. Preval\u00eancia da S\u00edndrome de burnout e fatores sociodemogr\u00e1ficos e laborais em professores de escolas municipais da cidade de Jo\u00e3o Pessoa, PB. Rev Bras Epidemiol. 13(3):502-12. 2010.<\/p><p>\u00a0<\/p><p>MASLACH C., SCHAUFELI, W. B., LEITER, M. P. Job burnout. Annual Review Psychology, 52, 397-422 2001.<\/p><p>\u00a0<\/p><p>TAMAYO, M. R. & Troccoli, B. T. Exaust\u00e3o emocional: Rela\u00e7\u00f5es com a percep\u00e7\u00e3o de suporte organizacional e com as estrat\u00e9gias de coping no trabalho. Estudos de Psicologia, 7, 1,37-46. 2002.<\/p><\/div>\n                <\/div>\n            <\/li><li class=\"accordion-item\">\n                <h4 class=\"accordion-title\">\n                    <a href=\"#256\" data-toggle=\"collapse\" aria-expanded=\"false\">Quer saber mais?<span class=\"icon-seta\"><\/span><\/a>\n                <\/h4>\n                <div class=\"accordion-content collapse\" id=\"256\">\n                    <div class=\"main-content\"><p>Para al\u00e9m das refer\u00eancias te\u00f3ricas, diversas obras, sejam v\u00eddeos ou filmes, abordam tem\u00e1ticas relacionadas \u00e0s situa\u00e7\u00f5es de sofrimento mental de forma criativa e sens\u00edvel.<\/p><p>\u00a0<\/p><p>Nesta aba, recomendamos algumas:<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>1) Fine lune \u2022 Michel Charron e Anamaria Fernandes (EBA\/UFMG)<br \/><br \/><\/strong>V\u00eddeo produzido pela Associa\u00e7\u00e3o Dana, DRAC d\u2019Ille et Vilaine, CHGR \u2013 Rennes, Fran\u00e7a. Projeto coreogr\u00e1fico criado com usu\u00e1rios do Centro Hospitalr Guilhaume R\u00e9gnier (Rennes, Fran\u00e7a) em 2010. A cria\u00e7\u00e3o \u00e9 guiada pelos passos, inven\u00e7\u00f5es, desejos de todos e de cada um e revela o acolhimento da diferen\u00e7a. Dispon\u00edvel <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=9n3nFH7h1Wc&t=76s\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">no YouTube<\/a>.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>2) Un pas de c\u00f4t\u00e9 (Um passo de lado) Sobre dan\u00e7a e autismo \u2022 Michel Charron e Anamaria Fernandes (EBA\/UFMG)<br \/><br \/><\/strong>Document\u00e1rio produzido pela Associa\u00e7\u00e3o Dana, DRAC d\u2019Ille et Vilaine, CHGR \u2013 Rennes, Fran\u00e7a. A obra retrata ateli\u00eas de dan\u00e7a realizados com jovens autistas na cidade de Thorign\u00e9 Fouillard, Fran\u00e7a. Esse filme \u00e9 um suporte para questionarmos a nossa capacidade de aceitar e de construir com o que nos \u00e9 desconhecido, a nos desfazermos do que pretendemos ou supomos saber, para em seguida abrirmos novos espa\u00e7os de troca, de partilha, de aprendizado e de constru\u00e7\u00e3o. <br \/><br \/>Dispon\u00edvel <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=_L4L2f2lY7g\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">no YouTube<\/a>.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>3) D\u00e1 pra fazer (Si puo fare), dirigido por Giulio Manfredonia (2008).<br \/><br \/><\/strong>Retrata parte da hist\u00f3ria das cooperativas que surgiram na It\u00e1lia ap\u00f3s o movimento da luta anti-manicomial iniciado por Franco Basaglia e do fechamento dos hospitais psiqui\u00e1tricos.\u00a0 <br \/><br \/>Dispon\u00edvel no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=x7rV__SKuL0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">YouTube<\/a>.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>4) Garota Interrompida<br \/><br \/><\/strong>Final dos anos 60: enquanto alguns jovens norte-americanos v\u00e3o para Woodstock e outros v\u00e3o para a guerra, uma jovem, em d\u00favida sobre o seu pr\u00f3prio futuro, \u00e9 internada em um hospital psiqui\u00e1trico para mulheres. L\u00e1 ela conhece uma diversidade de mulheres com fragilidades que apontam para uma g\u00eanese comum: o patriarcado. Hist\u00f3ria baseada em fatos reais.<br \/><br \/>Clique <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=9mt3ZDfg6-w\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a> para assistir ao trailer.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>5) As horas<br \/><br \/><\/strong>Filme dirigido por Stephen Daldry e baseado no livro \u201cAs Horas\u201d, de Michael Cunningham. O filme narra a hist\u00f3ria de tr\u00eas mulheres separadas pelo tempo, mas conectadas por uma hist\u00f3ria de sufoco, melancolia e depress\u00e3o junto a presen\u00e7a de outros homens em suas vidas.<br \/><br \/>Clique <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=he8cR7skklA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>\u00a0para assistir ao trailer.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>6) Cisne Negro\u00a0<br \/><br \/><\/strong>Filme dirigido por Darren Aronofsky. Conta a hist\u00f3ria de Nina, uma bailarina compromissada com a perfei\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica do bal\u00e9 cl\u00e1ssico. Aqui, acompanhamos a imers\u00e3o, com tons obscuros e perigosos, de um trabalho criativo que acirra disputas, rivalidades e distor\u00e7\u00f5es desorganizadoras da subjetividade de Nina.<br \/><br \/>Clique\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=t-weIgpXS6g\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a> para assistir ao trailer.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>7) Sa\u00fade Mental e Dignidade Humana<br \/><br \/><\/strong>Document\u00e1rio produzido pelo Centro de Mem\u00f3ria da OAB (Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil) resgata a hist\u00f3ria do tratamento dispensado aos doentes mentais pelo sistema judici\u00e1rio no Brasil. Al\u00e9m de apresentar um panorama hist\u00f3rico da loucura, apresenta projetos de lei que tratam do assunto, bem como debate o tema da inimputabilidade e o problema da pris\u00e3o perp\u00e9tua dos \u201cloucos infratores\u201d.\u00a0<br \/><br \/>Assista <a href=\"https:\/\/youtu.be\/Ult9ePwpvEY\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>8) \u00d4nibus 174\u00a0<br \/><br \/><\/strong>O document\u00e1rio \u201c\u00d4nibus 174\u201d, do diretor Jos\u00e9 Padilha, produzido a partir de um sequestro real de um coletivo da cidade do Rio de Janeiro, traz reflex\u00f5es importantes sobre as quest\u00f5es sociais. Al\u00e9m de elucidar pontos consider\u00e1veis no que se refere a invisibilidade social, aponta tamb\u00e9m para a falta de pol\u00edticas p\u00fablicas para aqueles que est\u00e3o \u00e0 margem da sociedade e a (falta de) atua\u00e7\u00e3o do Estado na assist\u00eancia, seguran\u00e7a p\u00fablica e educa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<br \/><br \/>Assista a um trecho do document\u00e1rio <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=pon5rStMP70\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>9) Precisamos falar sobre o Kevin<br \/><br \/><\/strong>Neste filme dirigido por Lynne Ramsay, acompanhamos a narrativa da hist\u00f3ria da rela\u00e7\u00e3o complicada de uma m\u00e3e com o seu primog\u00eanito. Um filme sobre culpas, responsabiliza\u00e7\u00f5es e a maternidade real. Por que a culpa \u00e9 sempre da m\u00e3e?<br \/><br \/>Clique <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=37Hwj5j6z3Y\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a> para assistir ao trailer.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>10) Estamira<br \/><br \/><\/strong>Com roteiro de Marcos Prado e Produ\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Padilha, esse document\u00e1rio traz um olhar questionador\u00a0 sobre o sofrimento da mulher negra, pobre e perif\u00e9rica, a partir do caso de Estamira. Pensemos sobre a explora\u00e7\u00e3o da mulher e as interse\u00e7\u00f5es entre\u00a0 g\u00eanero, ra\u00e7a, classe, sexualidade, territ\u00f3rio e sa\u00fade mental.\u00a0\u00a0<br \/><br \/>Por que as Estamiras demoram tanto a serem ouvidas? Assista <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ibuo079DGF8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>11) Bicho de Sete Cabe\u00e7as<br \/><br \/><\/strong>Dirigido por La\u00eds Bodanzky, esse filme narra a trajet\u00f3ria de interna\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria de um jovem paulista, usu\u00e1rio de maconha, em v\u00e1rios hospitais psiqui\u00e1tricos do Brasil. Acompanhamos a hist\u00f3ria de um pai e de um filho com um relacionamento dif\u00edcil e as agruras de um jovem que parece ser exterminado pelo saber patologizante da loucura. Filme baseado no livro <em>Canto dos Malditos de Austreg\u00e9silo Carrano Bueno: um texto autobiogr\u00e1fico<\/em>. Qual a rela\u00e7\u00e3o entre usos de subst\u00e2ncias e loucura? Qual o limite do v\u00edcio? Quem \u00e9 que define o que \u00e9 droga? Quais drogas podem ser utilizadas?<br \/><br \/>Clique <a href=\"https:\/\/youtu.be\/lBbSQU7mmGA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui <\/a>para assistir ao trailer.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>12) Nise \u2013 O Cora\u00e7\u00e3o da Loucura\u00a0<br \/><br \/><\/strong>Dirigido por Roberto Berliner, o filme retrata a hist\u00f3ria de Nise da Silveira, m\u00e9dica psiqui\u00e1trica que revolucionou os tratamentos da psiquiatria no Brasil, abordando seu m\u00e9todo inovador e art\u00edstico, assim como suas influ\u00eancias diretas na revitaliza\u00e7\u00e3o do Setor de Terapia Ocupacional do Centro Psiqui\u00e1trico Pedro II, no Rio de Janeiro. Qual a for\u00e7a por tr\u00e1s do tratamento humanizado?\u00a0\u00a0<br \/><br \/>Clique\u00a0<a href=\"https:\/\/youtu.be\/UeAUNvcM_xk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>\u00a0para assistir ao trailer.<\/p><\/div>\n                <\/div>\n            <\/li><\/ul><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cE fique a\u00ed tranq\u00fcilo tranq\u00fcilinho bem tranq\u00fcil tranq\u00fcilid tranq\u00fcilase tranq\u00fcilan tranq\u00fcilin tranq\u00fcix tranq\u00fciex tranq\u00fcimax tranq\u00fcisan e mesmo tranxilene! Est\u00e1s p\u00edssico, talvez, de tanto desencucarem tua cuca? Est\u00e1s perplexo? 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