{"id":44,"date":"2019-11-19T14:17:04","date_gmt":"2019-11-19T17:17:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufmg.br\/saudemental\/?page_id=44"},"modified":"2020-08-07T17:19:43","modified_gmt":"2020-08-07T20:19:43","slug":"para-estudantes","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufmg.br\/saudemental\/para-estudantes\/","title":{"rendered":"Para Estudantes"},"content":{"rendered":"<p>O per\u00edodo em que voc\u00ea \u00e9 universit\u00e1rio pode ser a promessa de um tempo de liberdade, novas amizades, crescimento e aprendizagem, com muitas possibilidades e expectativas.<\/p>\n<p>A vida universit\u00e1ria tamb\u00e9m tem seus desafios, tais como ir mal em um exame, n\u00e3o se adaptar \u00e0 metodologia do ensino superior, ter dificuldade de intera\u00e7\u00e3o com os colegas e professores, precisar se adaptar em uma nova cidade, entre outros. Estes eventos novos podem gerar algumas d\u00favidas e sentimentos menos agrad\u00e1veis: solid\u00e3o, tristeza, raiva, opress\u00e3o, medo, desamparo.<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo de mudan\u00e7as, nem sempre voc\u00ea est\u00e1 ciente da import\u00e2ncia e veracidade de suas d\u00favidas e sentimentos: \u201cAcho que \u00e9 bobagem\u201d. Pedir ajuda \u00e0s vezes n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Se voc\u00ea se v\u00ea perdido, enfrentando um conflito, tendo que resolver um problema com o qual n\u00e3o sabe lidar ou gostaria de falar com algu\u00e9m em um lugar seguro: calma\u2026 Voc\u00ea est\u00e1 na UFMG! Esta Universidade se prop\u00f5e a ser acess\u00edvel, inclusiva, solid\u00e1ria e acolhedora. Voc\u00ea pode contar conosco! Conhe\u00e7a aqui alguns <a href=\"https:\/\/www.ufmg.br\/saudemental\/rede-de-apoio\/canais-de-acolhimento-internos-e-escutas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">espa\u00e7os onde voc\u00ea pode ser acolhido<\/a>.<\/p>\n<p>\u00c9 bom lembrar que nos momentos de desafios \u00e9 comum descobrirmos talentos e habilidades que desconhec\u00edamos possuir e que podemos desenvolver: resili\u00eancia; empatia; lideran\u00e7a; assertividade; respeito, escuta, negocia\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o, autocontrole, lidar com conflitos.<\/p>\n<div class=\"accordion\"><ul class=\"accordion-items\"><li class=\"accordion-item\">\n                <h4 class=\"accordion-title\">\n                    <a href=\"#261\" data-toggle=\"collapse\" aria-expanded=\"false\">Resili\u00eancia<span class=\"icon-seta\"><\/span><\/a>\n                <\/h4>\n                <div class=\"accordion-content collapse\" id=\"261\">\n                    <div class=\"main-content\"><p>Ser\u00e1 que sou resiliente? Tem como aprender a me tornar resiliente? Afinal, o que \u00e9 resili\u00eancia?<br \/><br \/>Come\u00e7ando pelo conceito, podemos observar v\u00e1rias perspectivas do que seja uma pessoa resiliente: aquela que se adapta com facilidade \u00e0s diferentes situa\u00e7\u00f5es da vida, consegue superar obst\u00e1culos, sofre um abalo e segue em frente, dentre outros.<br \/><br \/>Inicialmente, o conceito de resili\u00eancia, foi inspirado nas ci\u00eancias exatas, referindo-se \u00e0 capacidade da pessoa em suportar o estresse sem adoecer, tra\u00e7ando-se um paralelo ao uso na f\u00edsica, em que se mede a capacidade dos diferentes materiais de voltar as suas propriedades anteriores, ap\u00f3s passar um estresse\/press\u00e3o sem se romper (Yunes 2003). Os trabalhos, que t\u00eam como base esta defini\u00e7\u00e3o, priorizam pesquisar as caracter\u00edsticas das pessoas que n\u00e3o se abalam frente \u00e0s adversidades, com um enfoque nos fatores de risco e prote\u00e7\u00e3o. Com o avan\u00e7ar das pesquisas, ocorreu a transforma\u00e7\u00e3o do conceito e come\u00e7ou-se a focar, principalmente, em pessoas que se fragilizam frente a situa\u00e7\u00f5es adversas, mas conseguem superar traumas e press\u00f5es (Brand\u00e3o, Mahfoud, Gianordoli-Nascimento, 2011). Atualmente, o conceito de resili\u00eancia avan\u00e7a para al\u00e9m da supera\u00e7\u00e3o, compreendendo-a como a capacidade de conseguir se beneficiar nas adversidades e construir novas habilidades frente \u00e0s experi\u00eancias (GROTBERG, 2005). Ampliando ainda mais o conceito, numa perspectiva ecol\u00f3gica social, Ungar (2015) define:<\/p><blockquote><p><br \/>[...] a resili\u00eancia \u00e9 a capacidade dos indiv\u00edduos (pr\u00f3prias e coletivas) mobilizarem os recursos culturalmente relevantes de que precisam para se sa\u00edrem bem diante das adversidades, bem como sua capacidade de negociar para que esses recursos sejam fornecidos de forma significativa. (UNGAR apud Silva 2019, p. 89)<\/p><\/blockquote><p><br \/>Desta forma, entende-se que n\u00e3o nascemos resilientes, podemos construir posturas resilientes ao longo da vida. Nessa perspectiva, a vida universit\u00e1ria pode ser uma oportunidade para se aprender a ser resiliente. Podemos aprender n\u00e3o s\u00f3 conceitos, teorias, pr\u00e1ticas, mas tamb\u00e9m novas formas de se relacionar com o outro e consigo. Assim, podemos adquirir novas habilidades, tais como:empatia, assertividade, respeito, escuta ativa, negocia\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e express\u00e3o, autocontrole, resolu\u00e7\u00e3o de conflitos, entre outras. Ent\u00e3o, aproveite a jornada!<br \/><br \/><strong>Refer\u00eancias<br \/><br \/><\/strong>Brand\u00e3o JM, Mahfoud M, Gianordoli-Nascimento. A constru\u00e7\u00e3o do conceito de resili\u00eancia em psicologia: discutindo as origens. Paid\u00e9ia. 2011 maio\/ago. 21(49): 263-271.<br \/><br \/>GROTBERG, E. H. Introdu\u00e7\u00e3o: novas tend\u00eancias em resili\u00eancia. In: MELILO, A.; OJEDA, E. N. S. e cols. Resili\u00eancia: descobrindo as pr\u00f3prias fortalezas. Porto Alegre: Artmed, 2005.<br \/><br \/>SILVA, Maria L\u00facia Ferreira da. Resili\u00eancia integral e juventudes perif\u00e9ricas: an\u00e1lise de uma experi\u00eancia formativa no campo educacional \u2013 Recife, 2019.<br \/><br \/>YUNES, Maria Angela Mattar. Psicologia positiva e resili\u00eancia: o foco no indiv\u00edduo e na fam\u00edlia. Psicol. estud. [conectados]. 2003, vol.8, n. spe [citado 2020-04-28], pp.75-84.<\/p><\/div>\n                <\/div>\n            <\/li><li class=\"accordion-item\">\n                <h4 class=\"accordion-title\">\n                    <a href=\"#262\" data-toggle=\"collapse\" aria-expanded=\"false\">Assertividade<span class=\"icon-seta\"><\/span><\/a>\n                <\/h4>\n                <div class=\"accordion-content collapse\" id=\"262\">\n                    <div class=\"main-content\"><p>A Universidade se constitui um cen\u00e1rio de participa\u00e7\u00e3o social e de conviv\u00eancia multivariada. Participamos, al\u00e9m das redes sociais virtuais, de diferentes redes sociais presenciais, que nos proporcionam um sistema de rela\u00e7\u00f5es: entre os colegas, entre os docentes e discentes, entre docentes e demais trabalhadores da Universidade, desses \u00faltimos e os discentes e tantas outras.<br \/><br \/>Essas rela\u00e7\u00f5es geram em n\u00f3s v\u00e1rios sentimentos, pois queremos evitar rea\u00e7\u00f5es indesej\u00e1veis de nosso interlocutor e buscamos a aceita\u00e7\u00e3o e respeito a nossas necessidades, desejos e opini\u00f5es. Mas como conseguir este objetivo?<br \/><br \/>Frente a algumas situa\u00e7\u00f5es em que nos sentimos desrespeitados ou n\u00e3o considerados reagimos de forma a responder agressivamente, o que nos gera muito trabalho para reestabelecer as rela\u00e7\u00f5es. Em outros momentos n\u00e3o temos rea\u00e7\u00e3o, agimos passivamente e n\u00e3o expressamos nosso ponto de vista. Ambas causam sofrimento, nos fazem sentir mal. Mas, o que a maioria de n\u00f3s gostaria era de \u201cdefender os pr\u00f3prios direitos e de expressar sentimentos e cren\u00e7as, de forma honesta, direta e apropriada, sem violar os diretos das outras pessoas\u201d (Bortolini e Maia, 2012: p. 381). Em suma, conseguirmos nos expressar de forma assertiva, mas esta forma de express\u00e3o tamb\u00e9m pode causar desconforto, pois muitas vezes o interlocutor n\u00e3o reage da forma que gostar\u00edamos.<br \/><br \/>A assertividade, segundo Pasquali e Gouveia (1990: p.235), \u00e9 uma capacidade do indiv\u00edduo que pode ser aprendida. Ela se fundamenta nos seguintes comportamentos, 1) discordar de outrem (dizer n\u00e3o); 2) autoafirmar-se; 3) pedir e fazer exig\u00eancias, sem constrangimentos; 4) expressar livremente qualquer sentimento, seja positivo ou negativo. <br \/><br \/>Mas, convenhamos entre o nunca conseguir dizer o que se sente ou pensa e conseguir dizer tudo sempre, h\u00e1 uma gama de possibilidades que v\u00e3o mudando a todo momento. Assim, podemos pensar a assertividade como uma proposta que pode ter lugar, em maior ou menor intensidade, em alguns momentos de nossa vida. N\u00e3o h\u00e1 problemas em n\u00e3o sermos assertivos o tempo todo.<br \/><br \/>Al\u00e9m disso, n\u00e3o podemos perder de vista a import\u00e2ncia da empatia e respeito em nossas rela\u00e7\u00f5es. Na medida em que todos devem ter a possibilidade de se expressar assertivamente, temos que estar dispostos a fazer uma escuta ativa para compreender o outro em sua diversidade. Conforme salientam Del Prette e Del Prette (2005: p.175), na \u201cbase do conceito de assertividade encontra-se a no\u00e7\u00e3o de igualdade de direito e deveres, de legitimidade dos comportamentos voltados para a reivindica\u00e7\u00e3o e defesa desses direitos, de respeito e dignidade da pessoa humana\".<br \/><br \/><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p><p>\u00a0<\/p><p>Bortolini, M. & Maia, D. S. (2012). O desenvolvimento da habilidade de assertividade e a conviv\u00eancia na escola: relato de experi\u00eancia. Psicologia em Revista, 18(3), 373-388. doi: 10.5752\/P.1678-9563.2012v18n3p373.<br \/><br \/>Del Prette, Z. A. P. & Del Prette, A. (2005). Psicologia das habilidades sociais na inf\u00e2ncia: Teoria e pr\u00e1tica. Petr\u00f3polis, RJ: Vozes.<br \/><br \/>Pasquali, L. & Gouveia, V. V. (1990). Escala de Assertividade de Rathus RAS: adapta\u00e7\u00e3o brasileira. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 6, 233-249.<\/p><\/div>\n                <\/div>\n            <\/li><li class=\"accordion-item\">\n                <h4 class=\"accordion-title\">\n                    <a href=\"#263\" data-toggle=\"collapse\" aria-expanded=\"false\">Respeito<span class=\"icon-seta\"><\/span><\/a>\n                <\/h4>\n                <div class=\"accordion-content collapse\" id=\"263\">\n                    <div class=\"main-content\"><p>A maior parte da nossa vida \u00e9 na intera\u00e7\u00e3o com o outro. A qualidade da conviv\u00eancia entre as pessoas afeta diretamente a vida particular de cada um. Por isso \u00e9 t\u00e3o importante pensarmos nas consequ\u00eancias que nossas a\u00e7\u00f5es t\u00eam sobre o outro e sobre n\u00f3s mesmos. Nesse sentido, cabe a reflex\u00e3o sobre a import\u00e2ncia do respeito m\u00fatuo para a constru\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es mais harmoniosas e \u00e9ticas.<br \/><br \/>Maturana (2009, p. 31), ao fazer reflex\u00f5es sobre a linguagem, as emo\u00e7\u00f5es e a \u00e9tica, aponta que \u201csem aceita\u00e7\u00e3o de si mesmo n\u00e3o se pode aceitar o outro, e sem aceitar o outro como leg\u00edtimo outro na conviv\u00eancia, n\u00e3o h\u00e1 fen\u00f4meno social\u201d. \u00c9 a aceita\u00e7\u00e3o que constitui uma conduta de respeito.<br \/><br \/>Cada sujeito tem suas caracter\u00edsticas pr\u00f3prias, que marcam sua identidade, tem seus valores e interesses, seu jeito de ser, de posicionar-se politicamente, de viver seus afetos. \u00c9 preciso compreender que essa singularidade n\u00e3o torna algu\u00e9m melhor ou pior, mas o torna diferente. E o respeito consiste em acolher a diversidade do outro. A rejei\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a nega o conv\u00edvio social e traz consigo o sofrimento.<br \/><br \/>A Universidade vem se tornando um espa\u00e7o cada vez mais plural e multicultural. O Brasil \u00e9 um pa\u00eds formado por diferentes etnias, com in\u00fameras express\u00f5es religiosas, com realidades regionais e manifesta\u00e7\u00f5es culturais muito variadas. E o ambiente universit\u00e1rio \u00e9 prop\u00edcio para vivermos esse encontro com as diferen\u00e7as, exercitarmos o respeito com o outro e criarmos oportunidades de di\u00e1logo, trocas e aprendizagem.<br \/><br \/>Nossos atos cotidianos nos revelam e constroem a sociedade em que vivemos. A pergunta sobre que mundo desejamos deve pautar nossas a\u00e7\u00f5es. \u00c9 fundamental o respeito m\u00fatuo para alcan\u00e7armos o bem-estar em uma sociedade que se configure, de fato, como inclusiva.<br \/><br \/><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p><p><br \/>MATURANA, Humberto. Emo\u00e7\u00f5es e linguagem na educa\u00e7\u00e3o e na pol\u00edtica. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2009.<\/p><\/div>\n                <\/div>\n            <\/li><li class=\"accordion-item\">\n                <h4 class=\"accordion-title\">\n                    <a href=\"#264\" data-toggle=\"collapse\" aria-expanded=\"false\">Comunica\u00e7\u00e3o<span class=\"icon-seta\"><\/span><\/a>\n                <\/h4>\n                <div class=\"accordion-content collapse\" id=\"264\">\n                    <div class=\"main-content\"><p><strong>Comunica\u00e7\u00e3o: um constante aprendizado<br \/><br \/><\/strong>A comunica\u00e7\u00e3o pode ser compreendida como um dos maiores desafios da atualidade - \u00e9 uma habilidade fundamental para as rela\u00e7\u00f5es. Pode-se consider\u00e1-la a base da vida social, meio pelo qual trocamos afetos e constru\u00edmos saberes. A palavra, os gestos e o tom de voz possibilitam que as pessoas partilhem significados quando escutam umas \u00e0s outras. O modo como nos comunicamos afeta as rela\u00e7\u00f5es interpessoais de forma significativa, podendo aproximar ou afastar as pessoas do nosso conv\u00edvio.<br \/><br \/>As condi\u00e7\u00f5es para que um verdadeiro di\u00e1logo possa acontecer relacionam-se com uma postura de respeito e aceita\u00e7\u00e3o do outro, que implica uma disposi\u00e7\u00e3o para compreend\u00ea-lo. Mas o que permite uma pessoa ter mais respeito e aceita\u00e7\u00e3o pelos outros? As respostas para essa quest\u00e3o podem ser dadas de diferentes formas, com base nos diversos modos de compreender a comunica\u00e7\u00e3o. Abordaremos ideias a partir de Rogers e Rosenberg.<br \/><br \/>Para Rogers (1992: p.604), \u00e9 necess\u00e1rio ter respeito pelos seus pr\u00f3prios valores, pois somente assim \u00e9 poss\u00edvel demonstrar respeito e validade da posi\u00e7\u00e3o do outro. Quem demonstra mais aceita\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a outras pessoas, \u201cseria mais capaz de compreend\u00ea-las como pessoas singulares e diferenciadas porque teria menos necessidade de se manter na defensiva\u201d. Assim, estar em paz com voc\u00ea mesmo e com o que voc\u00ea acredita \u00e9 fundamental para que possamos nos abrir \u00e0s experi\u00eancias e aprendizagens de comunica\u00e7\u00e3o mais atenciosa, respeitosa e \u00e9tica em nossas rela\u00e7\u00f5es.<br \/><br \/>Em uma sociedade que se constitui cada vez mais plural, a universidade pode ser um espa\u00e7o que promove o encontro entre as diversidades \u00e9tnico-racial, de orienta\u00e7\u00f5es sexuais e identidades de g\u00eanero, de experi\u00eancias religiosas, de nacionalidades, de condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, de condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas, dentre outras.<br \/><br \/>Quando n\u00e3o se encontram dispositivos institucionais e postura aberta para conhecer e aceitar a diversidade dos modos de exist\u00eancia, podem surgir conflitos e dificuldades de relacionamento que perpetuem todo tipo de situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia, preconceito, discrimina\u00e7\u00e3o e exclus\u00e3o. Cabe pensarmos como a comunica\u00e7\u00e3o pode promover rela\u00e7\u00f5es mais respeitosas e \u00e9ticas e potencializar o bem-estar entre as pessoas, bem como as rela\u00e7\u00f5es respeitosas podem gerar formas mais potentes de comunica\u00e7\u00e3o.<br \/><br \/>Um caminho para reflex\u00e3o pode ser a \u201cComunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta\u201d (ROSENBERG, 2019). Ela se baseia no entendimento de que qualquer coisa que os outros ou\u00e7am de n\u00f3s, que soe como uma an\u00e1lise ou cr\u00edtica, pode torn\u00e1-los resistentes ao que \u00e9 dito. Com isso, acabam n\u00e3o conseguindo nos ouvir e a possibilidade de uma comunica\u00e7\u00e3o se quebra. A \u201cComunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta\u201d prop\u00f5e, ent\u00e3o, um espa\u00e7o de di\u00e1logo onde todos os envolvidos expressem seus sentimentos e necessidades, o que favorece a compreens\u00e3o m\u00fatua.<br \/><br \/>A abordagem da \u201cComunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta\u201d nos mostra a import\u00e2ncia de refletirmos sobre como cada um de n\u00f3s \u00e9 correspons\u00e1vel na constru\u00e7\u00e3o da realidade que deseja viver. Essa perspectiva nos convida a pensar como estamos nos comunicando em nosso dia a dia e qu\u00e3o capacitados estamos para ver o mundo atrav\u00e9s dos olhos do outro, levando em considera\u00e7\u00e3o seus pensamentos, sentimentos e emo\u00e7\u00f5es.<br \/><br \/>Escutamos de modo emp\u00e1tico o outro? Recebemos com empatia as mensagens de outras pessoas sem interpret\u00e1-las como censura ou cr\u00edtica? Identificamos nossas necessidades e reconhecemos nossos sentimentos? Procuramos enxergar as necessidades dos outros? Procuramos resolver situa\u00e7\u00f5es adversas, usando linguagem clara e sem julgamentos?<br \/><br \/>Cabe a cada um de n\u00f3s o trabalho de se perguntar sobre as suas pr\u00f3prias pr\u00e1ticas de comunica\u00e7\u00e3o e as pr\u00e1ticas constru\u00eddas nas engrenagens coletivas. A reflex\u00e3o implica estar aberto a um encontro consigo mesmo.<br \/><br \/><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p><p><br \/>ROGERS, Carl. Terapia Centrada no Cliente. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes,1992.\u00a0<br \/><br \/>ROSENBERG, Marshall. Vivendo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta. Rio de Janeiro: Sextante, 2019.<br \/><br \/>Ciclo de Palestras 2019: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=-NNBejzdRH\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta<\/a>. CAC UFMG, 18 Jun 2019.<\/p><\/div>\n                <\/div>\n            <\/li><\/ul><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O per\u00edodo em que voc\u00ea \u00e9 universit\u00e1rio pode ser a promessa de um tempo de liberdade, novas amizades, crescimento e aprendizagem, com muitas possibilidades e expectativas. 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