{"id":571,"date":"2020-08-07T16:43:09","date_gmt":"2020-08-07T19:43:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufmg.br\/saudemental\/?page_id=571"},"modified":"2020-08-13T16:12:49","modified_gmt":"2020-08-13T19:12:49","slug":"relacoes-interpessoais-e-saude-mental","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufmg.br\/saudemental\/para-estudantes\/relacoes-interpessoais-e-saude-mental\/","title":{"rendered":"Rela\u00e7\u00f5es interpessoais e sa\u00fade mental"},"content":{"rendered":"<p>Rela\u00e7\u00f5es interpessoais no ambiente de trabalho e de estudo podem ser t\u00e3o intensas quanto relacionamentos familiares, contribuindo, de diversas formas, para o equil\u00edbrio ou desequil\u00edbrio mental e para a sa\u00fade do pr\u00f3prio corpo. Por isso, s\u00e3o importantes iniciativas como as adotadas pela Escola de Veterin\u00e1ria que, por meio do <strong>Encontro de Ideias<\/strong> e de <strong>oficinas de lazer comunit\u00e1rias<\/strong>, oferece espa\u00e7os para o solucionamento de conflitos interpessoais e a constru\u00e7\u00e3o de la\u00e7os poss\u00edveis na comunidade acad\u00eamica.<\/p>\n<p>Vivemos em uma sociedade que naturaliza certas <a href=\"https:\/\/www.ufmg.br\/saudemental\/para-estudantes\/por-uma-cultura-de-paz\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia<\/a>. Comportamentos de desqualifica\u00e7\u00e3o, humilha\u00e7\u00e3o e constrangimento ainda s\u00e3o comuns no ambiente de trabalho e nas salas de aula, sob uma l\u00f3gica perversa e equivocada de \u201csofrer para ent\u00e3o aprender ou melhorar\u201d.<\/p>\n<p>Essas agress\u00f5es, muitas vezes disfar\u00e7adas de brincadeiras, t\u00eam nome e representam um assunto s\u00e9rio para a institui\u00e7\u00e3o: <strong>ass\u00e9dio<\/strong>. Comportamento que, a partir de diversas formas, \u201cprejudica a autoimagem e a seguran\u00e7a da v\u00edtima, compromete o clima institucional e perpetua desigualdades e injusti\u00e7as sociais\u201d, como conceitua a <a href=\"https:\/\/site.medicina.ufmg.br\/assedio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">cartilha elaborada pela Faculdade de Medicina da UFMG<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Para se pensar um recorte de g\u00eanero<\/h3>\n<p>Diversas publica\u00e7\u00f5es j\u00e1 ressaltaram como o ass\u00e9dio, seja ele moral ou sexual, afeta as mulheres em particular &#8211; como aponta a <a href=\"https:\/\/azmina.com.br\/reportagens\/como-sair-de-uma-situacao-de-assedio-no-ambiente-de-trabalho\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">reportagem \u201c<em>Como sair de uma situa\u00e7\u00e3o de ass\u00e9dio no ambiente de trabalho<\/em>\u201d<\/a>, publicada pelo instituto AzMina. Al\u00e9m do g\u00eanero, existe ainda um marcador racial: mulheres negras s\u00e3o as principais v\u00edtimas de ass\u00e9dio moral.<\/p>\n<p>Aqui, vale diferenciar <strong>ass\u00e9dio moral<\/strong> de <strong>ass\u00e9dio sexual<\/strong>. Enquanto o primeiro se caracteriza por um comportamento repetitivo de perturba\u00e7\u00e3o e humilha\u00e7\u00e3o direcionada, o <strong>ass\u00e9dio sexual \u00e9 crime<\/strong> e est\u00e1 relacionado a qualquer constrangimento de conota\u00e7\u00e3o sexual no trabalho ou no ambiente profissionalizante. Em ambos os casos, \u00e9 sempre importante reafirmar que a culpa nunca \u00e9 da v\u00edtima.<\/p>\n<div class=\"video-container\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Saiba como identificar e denunciar situa\u00e7\u00f5es de ass\u00e9dio\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6sRNf3POfjE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gestores, professores e colegas t\u00eam um papel fundamental para evitar essas situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia na comunidade universit\u00e1ria. Primeiro, em constituir um ambiente onde a cultura da paz e o bem-estar sejam efetivamente valorizados. E, segundo, em criar uma rede de apoio e solidariedade para as v\u00edtimas, para que elas se sintam confort\u00e1veis o suficiente para pedir ajuda.<\/p>\n<p>Na UFMG, a Ouvidoria \u00e9 o caminho para uma den\u00fancia institucional, seja identificada ou an\u00f4nima. Para isso, recomenda-se reunir o m\u00e1ximo de informa\u00e7\u00f5es ou ind\u00edcios que indiquem o ass\u00e9dio para que ent\u00e3o seja aberta uma sindic\u00e2ncia e apurada a queixa. Caso seja provado a culpa, agressores responder\u00e3o por processo disciplinar e ser\u00e3o punidos administrativamente.<\/p>\n<blockquote><p><a href=\"https:\/\/www.ufmg.br\/dgi\/ouvidoria\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ouvidoria da UFMG<\/a><br \/>\n<strong>Contatos:<\/strong> 3409-6466 \/ <em>ouvidoria@ufmg.br<\/em><br \/>\n<strong>Hor\u00e1rio:<\/strong> 7h30 \u00e0s 19h<br \/>\n<strong>Local:<\/strong> Biblioteca Central, 3\u00ba andar, sala 302 &#8211; Campus Pampulha da UFMG<\/p><\/blockquote>\n<p>Entretanto, \u00e9 importante ressaltar que a v\u00edtima tem total autonomia para procurar os canais criminais de den\u00fancia, via delegacias de pol\u00edcia (190 para casos gerais ou 180 para casos de viol\u00eancia contra a mulher) ou pelas ouvidorias do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado de Minas Gerais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rela\u00e7\u00f5es interpessoais no ambiente de trabalho e de estudo podem ser t\u00e3o intensas quanto relacionamentos familiares, contribuindo, de diversas formas, para o equil\u00edbrio ou desequil\u00edbrio mental e para a sa\u00fade do pr\u00f3prio corpo. 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