{"id":72,"date":"2019-11-19T14:21:59","date_gmt":"2019-11-19T17:21:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufmg.br\/saudemental\/?page_id=72"},"modified":"2020-08-07T17:03:04","modified_gmt":"2020-08-07T20:03:04","slug":"promovendo-a-diversidade","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufmg.br\/saudemental\/para-servidores\/promovendo-a-diversidade\/","title":{"rendered":"Promovendo a diversidade"},"content":{"rendered":"<p>Uma s\u00e9rie de estudos vem delineando, da d\u00e9cada de 1990 para c\u00e1, uma teoria que ajuda a compreender as situa\u00e7\u00f5es de adoecimento mental vivenciadas por pessoas que sofrem constante opress\u00e3o. A \u201cteoria do estresse de minoria\u201d (no original, <em>minority stress theory<\/em>) representou um passo importante para se pensar a sa\u00fade mental de grupos geralmente estigmatizados.<\/p>\n<p>Basicamente, a teoria evidencia as consequ\u00eancias do conflito que ocorre quando formas de exist\u00eancia diversas n\u00e3o seguem os valores sociais dominantes de um grupo. Ao serem colocados \u00e0 margem, esses grupos minorit\u00e1rios podem ter sua sa\u00fade mental afetada a partir de viol\u00eancias direcionadas, como o preconceito e a discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora o estudo tenha sido inicialmente pensado a partir das situa\u00e7\u00f5es vivenciadas por homossexuais nos Estados Unidos, \u00e9 f\u00e1cil estender a sua abrang\u00eancia para grupos minorit\u00e1rios como um todo \u2013 seja no caso dos pr\u00f3prios membros da comunidade LGBTI+, <a href=\"https:\/\/www.ufmg.br\/saudemental\/para-servidores\/universidade-inclusiva\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">das pessoas com defici\u00eancia<\/a>, de ind\u00edgenas, e de negros e negras que vivenciam recorrentes situa\u00e7\u00f5es de racismo e discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"video-container\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Como grupos socialmente discriminados promovem sua sa\u00fade mental?\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/U6S6H_NSv5E?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pessoas LGBTI+, em muitos casos, crescem internalizando uma viol\u00eancia para preservarem seus relacionamentos e seu bem-estar: a de n\u00e3o poderem mostrar-se como s\u00e3o. Afinal, como sociedade, ainda engatinhamos para efetivar o respeito e a possibilidade de exist\u00eancia para a comunidade LGBTI+; gays, l\u00e9sbicas, transsexuais e travestis vivem epis\u00f3dios cotidianos que podem provocar ou intensificar situa\u00e7\u00f5es de sofrimento ps\u00edquico.<\/p>\n<blockquote><p><em>Segundo dados da organiza\u00e7\u00e3o norte-americana\u00a0<a href=\"https:\/\/www.thetrevorproject.org\/survey-2019\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">The Trevor Project<\/a>, de 2019, 39% das pessoas LGBTQ nos EUA consideraram seriamente o <a href=\"https:\/\/www.ufmg.br\/saudemental\/suicidio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">suic\u00eddio<\/a>\u00a0no \u00faltimo ano. Entre as pessoas transg\u00eaneras ou n\u00e3o-bin\u00e1rias, essa taxa sobe para alarmantes 54%.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Outro s\u00e9rio exemplo de viol\u00eancia tamb\u00e9m se imp\u00f5e a negros e negras, casos onde o racismo estrutural brasileiro atingem os mais variados campos da vida de um indiv\u00edduo. A forma de viol\u00eancia atua como um dos fatores que explicam a distribui\u00e7\u00e3o desigual de recursos, destinando o pior acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e oportunidades de trabalho a pessoas negras.<\/p>\n<p>O racismo tamb\u00e9m incide na concep\u00e7\u00e3o de modelos de porte e beleza, tra\u00e7ando padr\u00f5es que dificilmente incluem a pele e os tra\u00e7os negros. A isso se acrescentam as efetivas situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia f\u00edsica, j\u00e1 que jovens negros est\u00e3o, frequentemente, no topo dos \u00edndices de mortes e encarceramentos no pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Espa\u00e7os para encontro e afirma\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Diante de tais situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia e discrimina\u00e7\u00e3o, surgem estrat\u00e9gias para promover a sa\u00fade nesses grupos. Vide o pr\u00f3prio exerc\u00edcio de aquilombamento defendido como possibilidade de exist\u00eancia para negros e negras. A estrat\u00e9gia atualiza o ato de resist\u00eancia de \u201creunir em quilombos\u201d, criando pontes e espa\u00e7os para possibilitar a troca de experi\u00eancias, viv\u00eancias e hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>Na UFMG, o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ccnufmg\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Centro de Conviv\u00eancia Negra (CCN)<\/a>\u00a0representa uma das iniciativas para o encontro e a valoriza\u00e7\u00e3o da pessoa negra, abrigando reuni\u00f5es, eventos e propostas para fortalecer um movimento negro dentro da pr\u00f3pria UFMG. Atualmente localizado no primeiro andar da Faculdade de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas (Fafich), entre a cantina da Faculdade de Letras e o D.A. da Fafich, o Centro \u00e9 tamb\u00e9m aberto \u00e0 participa\u00e7\u00e3o da comunidade externa.<\/p>\n<p>Numa perspectiva semelhante, estudantes e servidores LGBTI+ podem procurar o N\u00facleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT da UFMG (NUH), o Colar UFMG, Coletivo LGBT de Acolhimento e Resist\u00eancia do Campus Sa\u00fade (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ufmgcolar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Facebook<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/colarufmg\/?hl=pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Instagram<\/a> dispon\u00edveis), e a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/FrenteAutonomaLGBT\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Frente Aut\u00f4noma LGBT de Belo Horizonte<\/a>, espa\u00e7o que busca facilitar a comunica\u00e7\u00e3o e fortalecer as milit\u00e2ncias LGBT em BH e em Minas Gerais. \u00c9 a Frente quem organiza a Parada do Orgulho LGBTI da UFMG, evento criado para fortalecer o \u201csentimento de pertencimento ao espa\u00e7o universit\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_252\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-252\" class=\"wp-image-252 size-large\" src=\"https:\/\/www.ufmg.br\/saudemental\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/FOTO-FOCA-LISBOA-2-scaled-e1576090568675-1024x530.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"530\" srcset=\"https:\/\/www.ufmg.br\/saudemental\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/FOTO-FOCA-LISBOA-2-scaled-e1576090568675-1024x530.jpg 1024w, https:\/\/www.ufmg.br\/saudemental\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/FOTO-FOCA-LISBOA-2-scaled-e1576090568675-300x155.jpg 300w, https:\/\/www.ufmg.br\/saudemental\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/FOTO-FOCA-LISBOA-2-scaled-e1576090568675-768x397.jpg 768w, https:\/\/www.ufmg.br\/saudemental\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/FOTO-FOCA-LISBOA-2-scaled-e1576090568675-1536x794.jpg 1536w, https:\/\/www.ufmg.br\/saudemental\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/FOTO-FOCA-LISBOA-2-scaled-e1576090568675-2048x1059.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-252\" class=\"wp-caption-text\">Cadeiras de praia do \u201cViver UFMG\u201d. Foto: Foca Lisboa | UFMG<\/p><\/div>\n<p>Lembre-se sempre que,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ufmg.br\/prae\/acoes-afirmativas\/resolucoes\/resolucao-dos-direitos-humanos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">de acordo com a resolu\u00e7\u00e3o dos direitos humanos da UFMG<\/a>, qualquer ato discriminat\u00f3rio no \u00e2mbito da Universidade ser\u00e1 submetido a devida penalidade de acordo com as normas vigentes. Racismo, inj\u00faria racial e discrimina\u00e7\u00e3o por orienta\u00e7\u00e3o sexual e identidade de g\u00eanero s\u00e3o crimes previstos em lei.<\/p>\n<p>Den\u00fancias podem ser feitas por meio da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ufmg.br\/dgi\/ouvidoria\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ouvidoria da UFMG<\/a>, pelo telefone (31) 3409-6466 ou pelo e-mail\u00a0<em>ouvidoria@ufmg.br<\/em>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma s\u00e9rie de estudos vem delineando, da d\u00e9cada de 1990 para c\u00e1, uma teoria que ajuda a compreender as situa\u00e7\u00f5es de adoecimento mental vivenciadas por pessoas que sofrem constante opress\u00e3o. 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