{"id":1765,"date":"2025-04-08T10:22:54","date_gmt":"2025-04-08T13:22:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufmg.br\/sustentabilidade\/?page_id=1765"},"modified":"2025-04-15T12:03:45","modified_gmt":"2025-04-15T15:03:45","slug":"edumite-educacao-mineracao-e-territorio","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufmg.br\/sustentabilidade\/projetos\/edumite-educacao-mineracao-e-territorio\/","title":{"rendered":"EduMiTe (Educa\u00e7\u00e3o, Minera\u00e7\u00e3o e Territ\u00f3rio)"},"content":{"rendered":"\n<p>O Projeto \u201cRede de Monitoramento Geoparticipativo: Que lama \u00e9 essa?\u201d&nbsp; surgiu de uma demanda espont\u00e2nea de comunidades que vivem \u00e0s margens de rios situados abaixo de dezenas de barragens de minera\u00e7\u00e3o e, que em 2022, se depararam com a lama de aspecto at\u00edpico, advinda de enchentes. Moradores de cidades cortadas pelo Rio das Velhas e Rio Doce, importantes rios para o abastecimento, servi\u00e7os ambientais e economia no estado de Minas Gerais, tiveram suas casas, quintais e vias p\u00fablicas invadidas pela lama de enchentes que ocorreram em janeiro de 2022. Al\u00e9m do transtorno causado pelas perdas materiais, a lama trouxe tamb\u00e9m incerteza. O aspecto bem distinto do que seria a lama comumente de enchentes em que parte das margens e fundo do rio \u00e9 remexido e deslocado para \u00e1reas de v\u00e1rzeas fez com que moradores procurassem pesquisadores do Grupo de Pesquisa e Extens\u00e3o Minera\u00e7\u00e3o, Educa\u00e7\u00e3o e Territ\u00f3rio (EduMiTe), vinculado a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para responder ao questionamento dos moradores que foi o mesmo em todos os pedidos: que lama \u00e9 essa?<br>No intuito de buscar responder a esta pergunta, pesquisadores ativistas do EduMiTe, criaram um protocolo de coleta da lama orientando a rede que se formava espontaneamente. Sem nenhum financiamento pr\u00e9vio, os pesquisadores iniciaram a busca de valores para fazerem as an\u00e1lises de lama, \u00e1gua e solo coletadas. Por meio de parcerias entre o Laborat\u00f3rio de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental e Pesquisa: Arquitetura, Urbanismo, Engenharias e Processos para Sustentabilidade da Universidade Federal de Ouro Preto (LEA: AUEPAS\/UFOP), o Laborat\u00f3rio de Solos e Meio Ambiente do Instituto de Geoci\u00eancias (IGC) da UFMG, o N\u00facleo de An\u00e1lises de Res\u00edduos e Pesticidas da Universidade Federal do Maranh\u00e3o e o Projeto Manuelz\u00e3o\/UFMG, foi poss\u00edvel realizar coleta de solo e \u00e1gua. Mas, devido \u00e0 situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica, tamb\u00e9m quanto \u00e0 falta de verbas nas universidades, foi poss\u00edvel realizar apenas algumas an\u00e1lises de \u00e1gua. Foram gerados mapas e os resultados foram publicados no site do EduMiTe <a href=\"https:\/\/www.edumite.net\/que-lama-e-essa-resultados\/resultado-das-amostras-de-agua-coletadas-apos-enchentes-nas-bacias-do-paraopeba-e-velhas-em-janeiro-de-2022\"><strong>Resultado das amostras de \u00e1gua coletadas ap\u00f3s enchentes nas bacias do Paraopeba e Velhas em janeiro de 2022 (edumite.net)<br><\/strong><\/a>Os resultados das an\u00e1lises da \u00e1gua indicaram metais em valores acima dos par\u00e2metros estabelecidos como aceit\u00e1veis pela legisla\u00e7\u00e3o brasileira. Dentre eles ars\u00eanio, ferro, mangan\u00eas e chumbo. Os pontos em que foram realizadas as coletas situam-se em sua maioria, no Quadril\u00e1tero Ferr\u00edfero-Aqu\u00edfero de MG. Local em que h\u00e1 maior concentra\u00e7\u00e3o de barragens de minera\u00e7\u00e3o no estado e no Brasil. Alguns pontos de coleta foram \u00e0s margens do rio Paraopeba em locais afetados pelo rompimento da barragem da Vale, em 2019, em Brumadinho, que atingiu centenas de quil\u00f4metros do rio. Mas, a maioria dos pontos de coleta concentravam-se no Rio das Velhas, <em>onde ainda n\u00e3o ocorreram rompimentos de barragens em grande escala<\/em>. Situa\u00e7\u00e3o esta que fez com que o aspecto informado pelos moradores da lama oleosa, densa, mal-cheirosa e brilhante, fosse questionado pela popula\u00e7\u00e3o e pelos pesquisadores. Mas, h\u00e1 em torno de 70 barragens de rejeitos na parte alta deste rio e acima da capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua do mesmo Rio das Velhas <em>que abastece 70% da capital Belo Horizonte e 40% da regi\u00e3o metropolitana.<\/em> O projeto tem, ent\u00e3o, o objetivo geral de informar a sociedade sobre as coletas e an\u00e1lises de amostragem de \u00e1guas, sedimentos, solos e lamas dos territ\u00f3rios atingidos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Respons\u00e1vel:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Profa. Lussandra Martins Gianasi e Profa. Daniela Campolina<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ODS Relacionados:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"151\" height=\"151\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXfLa81sZ12c3jp4EsTeg2wc0otLCPO_e2RGKfszPat8byU-DDlZ1OjR6WhLuL8lQP2igmwaFd23irtlIKI5knDiXyokheCH-ZJTHdVfJEioEmRswNZPIDwGaOLyawslg6pA0pyA?key=vBoj-53Tv1siE7mgN3cXbz9L\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"151\" height=\"151\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXcKlgScQa9waSH4oNsyen_yjH1bhb9PJK6Aj1MXTP7Jjjl-Pe9JkfSc7Hb58oCdHVZw7ag8YzsILHHu3zZB_pgKnyBCmrIsewCCdMLE5Nz9O_Kt2ccdTzVlmTBXMmBroOzWrlEgpQ?key=vBoj-53Tv1siE7mgN3cXbz9L\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"151\" height=\"151\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXcCwCuEsujYDBnIPcBoqj4sKmpTyRxIvGDKOu3e5oka26lcf2kiFJS69etMFQPRmvbWRtH2wNaVruLrImtGjuG5e_ai9WqbDPMxScC7_fzvUvwCKq9Ql91RPHWK7YgN-SCr-NlQag?key=vBoj-53Tv1siE7mgN3cXbz9L\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXdfV8RTCoW5pb-y87xIEn7HOl1JX5GFIU5eXcebnbNpN3_wT91PKWU5_sZNvy448rCLSZykj6Uf-1Rt-XejKKTulZsHdcotinqyuQApvmw4rW6oIgOdX1hoQBQHJ0Vc2J_MewZUcw?key=vBoj-53Tv1siE7mgN3cXbz9L\" width=\"151\" height=\"151\"><\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Projeto \u201cRede de Monitoramento Geoparticipativo: Que lama \u00e9 essa?\u201d&nbsp; surgiu de uma demanda espont\u00e2nea de comunidades que vivem \u00e0s margens de rios situados abaixo de dezenas de barragens de minera\u00e7\u00e3o e, que em 2022, se depararam com a lama de aspecto at\u00edpico, advinda de enchentes. Moradores de cidades cortadas pelo Rio das Velhas e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"parent":835,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"class_list":["post-1765","page","type-page","status-publish","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/sustentabilidade\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1765"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/sustentabilidade\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/sustentabilidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/sustentabilidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/sustentabilidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1765"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/sustentabilidade\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1765\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1831,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/sustentabilidade\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1765\/revisions\/1831"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/sustentabilidade\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/835"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/sustentabilidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1765"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}