Universidade Federal de Minas Gerais

Fundação Hemominas premia pesquisadora da UFMG

segunda-feira, 30 de maio de 2011, às 10h16

Pesquisa na área de hemoglobinopatias foi a vencedora de premiação em seminário de iniciação científica da Fundação Hemominas na última sexta-feira, 27.

A autora do trabalho é a farmacêutica bioquímica Flávia Campos Lucena, que desenvolveu o estudo durante sua graduação na UFMG, como bolsista de iniciação cientifica da Hemominas. Segundo ela, o prêmio é um incentivo aos pesquisadores bolsistas. “Aprendi muito durante o encontro e agradeço aos orientadores da Hemominas”, afirma.

A pesquisa Estimativa de miscigenação em doadores de sangue e pacientes com doença falciforme da Fundação Hemominas utilizando Marcadores Informativos de Ancestralidade (MIAs) foi orientada na Fundação Hemominas por Maria Clara Fernandes da Silva, que defendeu, no Programa de Pós-Graduação em Genética da UFMG, tese sobre padrões geográficos de ancestralidade genômica em Minas Gerais para o caso da doença falciforme.

A tese, desenvolvida sob a orientação do professor Eduardo Tarazona, do Departamento de Biologia Geral do ICB, revelou que embora historicamente associada a pacientes negros, a anemia falciforme atinge no Brasil indivíduos altamente miscigenados, 15% dos quais com componente europeu de ancestralidade superior a 85%.

“Esses dados demonstram que, em um país miscigenado como o nosso, a noção de doenças étnicas ou raciais não é cientificamente adequada”, afirma Maria Clara Fernandes da Silva (leia mais no Boletim UFMG).

Os estudos abrem perspectiva para o emprego da técnica Mapeamento por Miscigenação na investigação de polimorfismos genéticos associados às diferentes manifestações clínicas da doença falciforme.

A orientadora explica que Flávia Lucena realizou a genotipagem de 40 marcadores de inserção-deleção (Indels) para os pacientes com doença falciforme, com o intuito melhorar as estimativas de miscigenação para esses pacientes.

Segundo Maria Clara Fernandes da Silva, a pesquisa sobre MIAs já tem aprovação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e aguarda financiamento para o envio de um milhão de marcadores genéticos para análise em instituições de pesquisa dos Estados Unidos.

(Com Agência Minas)