“A umbanda é a cara do Brasil”, afirma Makota Celinha Gonçalves, na véspera do dia dessa religião
Nesta sexta-feira, 14 de novembro de 2025, a Coordenadora Geral do CENARAB, Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira, Makota Celinha Gonçalves, conversou com o jornalista e apresentador Hugo Rafael.
No Brasil, o dia 15 de novembro é lembrado pelo feriado da Proclamação da República. Mas, para os umbandistas, a data tem outro significado expressivo, porque a data também é o dia nacional dedicado à essa religião. A Umbanda nasceu aqui no país e, na origem, une características de religiões como o catolicismo e o espiritismo e outras crenças de matriz africana e indígena. Apesar de ser criado em 15 de Novembro de 1908, só foi oficializada no dia 18 de Maio de 2012 pela lei federal 12.644 na Federação Espírita de Niterói, através do médium Zélio Ferdinando de Moraes. No Brasil, a matriz africana deu origem a diversas manifestações sagradas, além do Candomblé e Umbanda, existem adeptos de tradições como jarê, terecô e xangô de Pernambuco, o Batuque, do Rio Grande do Sul e o Tambor de Mina, variação do candomblé no Maranhão. Essas tradições e religiões podem ser diferenciadas pelos seus rituais e história, possuindo diversas especificidades, ainda que compartilhem filosofias e influências similares advindas do continente africano. Nos últimos anos, segundo dados do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o número de seguidores de religiões afro-brasileiras, como umbanda e candomblé, deu um salto e mais que triplicou em dez anos: de 0,3% para 1% da população religiosa, totalizando mais de um milhão e oitocentas mil pessoas. Entretanto, religiões de matriz africana continuam sendo alvo de racismo religioso.
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