Acesso Livre: “Estou ali para enegrecer os direitos humanos”, afirma a deputada Andréia de Jesus
Nesta segunda-feira, 1º de dezembro de 2025, a vice-presidenta da comissão de Direitos humanos e Cultura da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, no segundo mandato como deputada estadual, com atuação na defesa das comunidades tradicionais, Andréia de Jesus, conversou com a jornalista e apresentadora Alessandra Dantas.
Para aqueles que defendem os direitos humanos, mais do que coragem, é necessário que o Estado brasileiro de fato proteja adequadamente essas pessoas, comunidades e coletivos que atuam neste campo no Brasil. O Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos destaca que falta um marco legal federal. Além disso, a insuficiência de recursos e de equipe e a ineficácia das medidas protetivas dificultam o trabalho. Para quem atua na defesa desta pauta na política institucional, as pressões são ainda maiores e a luta é bastante intensa e marcada por inúmeras demandas.
“A tarefa que me cabe neste contexto social eu que vivo, de mulher negra, mãe solo, moradora de periferia, é dizer que estou ali para enegrecer os direitos humanos. A carta de direitos humanos é ainda branca, que avança nos discursos das pessoas brancas. É apropriada pela extrema direita, mas o cotidiano de quem é preto, de quem mora na favela, de quem mora na periferia é ainda de negação dos direitos humanos, como se a gente não fosse humano. O nosso papel hoje é enegrecer, é tentar humanizar o povo negro”, defendeu a deputada.
Ela apresentou um panorama das violações contra pessoas em situação de privação de liberdade em nosso estado e os desafios das povos tradicionais frente ao avanço da mineração. Em reunião com a reitora da UFMG, Sandra Regina Goulart Almeida, a parlamentar debateu a importância da elaboração de livros didáticos para a população.
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