Nova molécula descoberta na UFMG pode revolucionar combate à hipertensão e infarto do miocárdio
A proteína Alamandina (1-5) foi identificada pelo Laboratório de Hipertensão da UFMG, fundado há 40 anos
Nesta terça-feira, 16 de dezembro de 2025, o professor emérito da UFMG e coordenador do Laboratório de Hipertensão do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade, Robson Santos, conversou com a jornalista e apresentadora Luiza Glória, no programa Conexões.
Pesquisadores da UFMG descobrem uma nova molécula que pode ajudar a proteger o coração. O Laboratório de Hipertensão, vinculado ao Instituto de Ciências Biológicas da Universidade, celebra 40 anos em 2025. Ao longo desse tempo, acumulou outras descobertas importantes até chegar à atual, que foi publicada na Circulation Research, revista oficial da American Heart Association. O estudo traz um achado que pode abrir caminho para tratamentos inovadores contra doenças cardiovasculares, principal causa de morte no mundo. Os cientistas identificaram a Alamandina-(1-5), uma pequena proteína natural do corpo com ação protetora sobre o coração e os vasos sanguíneos.
Segundo a pesquisa, entender como essa molécula atua pode permitir o desenvolvimento de medicamentos mais eficazes para a hipertensão e a insuficiência cardíaca, condições que afetam milhões de pessoas e representam um desafio global de saúde pública. Criado em 1985, o Laboratório de Hipertensão da UFMG se tornou referência internacional ao descrever cinco novas moléculas que participam do controle da pressão arterial, entre elas a Angiotensina-(1-7) e a própria Alamandina. O laboratório que começou com apenas um pesquisador e duas pesquisadoras tornou-se um centro de impacto global que formou pesquisadores espalhados por universidades e institutos de pesquisa na Alemanha, Suíça, Estados Unidos e Canadá.
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