Dezembrite: Doutoranda em Psicologia Social pela UFMG Liliane Martins aborda cobranças de fim de ano
Especialista abordou como as desigualdades estruturais fazem dezembro pesar ainda mais para mulheres, mães e pessoas negras
Nesta sexta-feira, 19 de dezembro de 2025, a mulher negra, mestra em Psicologia Social pela UFMG, doutoranda em Psicologia Social também pela Universidade e atualmente Conselheira Federal no Conselho de Psicologia, Liliane Martins.
A ansiedade, tristeza e o estresse que aumentam no fim do ano geram um quadro que tem sido chamado de dezembrite. Segundo especialistas, o termo é um conceito que não existe na psicologia, na psiquiatria ou na psicanálise, mas os sentimentos e sintomas associados a essa “síndrome do fim de ano” são reais. Para quem tem quadros de saúde mental, os sintomas dessas doenças pré-existentes podem ser agravados neste ciclo final. E mesmo quem não tem questões como depressão, transtornos de ansiedade e outros pode se sentir afetado.
Dezembro é visto como o mês de despedida, renovação, celebrações e reavaliação do ano que passou. Se por um lado, existe uma imagem de felicidade geral, nem todo mundo se identifica com esse sentimento. Quando fazemos um recorte racial, o índice de suicídio entre adolescentes e jovens negros no Brasil é 45% maior do que entre brancos. Os dados são do Ministério da Saúde e mostram ainda que o risco aumentou 12% entre a população negra, nos últimos anos e permaneceu estável entre brancos.
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