BH tem manifestação contra aumento da tarifa de ônibus na Região Metropolitana nesta sexta
Altas atingem ônibus municipais de Belo Horizonte, Contagem e outras cidades, além dos veículos do sistema metropolitano
Nesta sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, a bibliotecária, servidora do Ipsemg e integrante da Frente Popular pelo Transporte Público Marina Costa participou do programa Conexões.
O ano de 2026 começou com o reajuste das tarifas do transporte coletivo aqui em Belo Horizonte. Nas linhas convencionais, o valor passou de R$ 5,75 para R$ 6,25 , uma alta de 8,6%. Em Contagem, o valor vai de R$ 6,40 para R$ 6,75 . Já no sistema metropolitano, a partir de hoje, as passagens variam entre R$ 8,95 e R$ 30, 90. Com isso, BH passa a ter a segunda passagem mais cara do país entre as capitais, ficando atrás apenas de Florianópolis, Santa Catarina. O aumento supera em mais do que o dobro a inflação acumulada de 2025, de 3,81%, medida pelo IPCA, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo.
Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, o reajuste considera custos operacionais como combustível, pneus e despesas com pessoal, além de ser necessário para garantir investimentos e a manutenção do sistema. Porém, os passageiros dos transportes coletivos não aprovam essa justificativa e vê com maus olhos o aumento das tarifas. E nesse sentido de lutar por preços justos até que o projeto de ônibus gratuitos se torne realidade, o coletivo Tarifa Zero BH promove uma manifestação.
De acordo com o coletivo, em 2025, as empresas de ônibus já receberam mais de 700 milhões em subsídios, e para 2026, a proposta é que esse valor ultrapasse 750 milhões em BH. E hoje tem manifestação contra o aumento da tarifa e em defesa dos motoristas dos transportes públicos, que tiveram reajuste salarial de apenas 5,1% no ano passado, o que não representa um aumento real, de acordo com o Tarifa Zero BH.
Episódios
Respeito e valorização dos ambulantes no carnaval é tema de cartilha do grupo Bateria de Guerrilha
Campanha surgiu após a escuta de relatos de trabalhadores que viveram situações difíceis já nos primeiros blocos deste ano
Pacto contra o feminicídio é avanço, mas tem desafios, analisa professora do IFB Camila Galetti
Pesquisadora destaca que ações envolvem os 3 poderes, mas vão enfrentar resistência de quem nega o aspecto estrutural da violência de gênero
Adolescentes são ouvidos em pesquisa sobre IA e deepfakes sexuais da ONG SaferNet
Deepfake se tornou arma de intimidação das meninas e mulheres, destaca a Diretora de Projetos Especiais da SaferNet Brasil, Juliana Cunha