1 ano de proibição do celular na escola: Professora e pesquisadora da UFG Adda Echalar traz análise
Especialista destaca que é preciso manter diálogo constante entre escola, professores, famílias e alunos para avaliar o processo
Nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, a professora da Universidade Federal de Goiás (UFG), uma das líderes do grupo de pesquisa Kadjót, que estuda as relações entre tecnologia e educação, Adda Daniela Lima Figueiredo Echalar, participou do programa Conexões.
A lei 15.100, que proíbe o uso de celulares em escolas completou um ano de vigência nesta semana. A norma tem como objetivo reduzir distrações no ambiente escolar, priorizar o engajamento em atividades pedagógicas e parar o uso inadequado de dispositivos eletrônicos por parte dos alunos. Na avaliação do Ministro da Educação, Camilo Santana, a restrição do uso de celulares tem sido benéfica para os alunos. Segundo dados do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil tem quase 90% de pessoas de 10 anos ou mais com telefone móvel para uso pessoal.
Quando se fala em tempo de tela diário para fins recreativos, o país é o segundo colocado com uma média de nove horas e treze minutos, atrás apenas do México, de acordo com estudo produzido pela Cisco e pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. E ainda, 80% dos estudantes brasileiros disseram se distrair e ter dificuldades de concentração nas aulas de matemática por causa do celular, conforme levantamento do Pisa, Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes 2022.
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