Mudança no Ministério da Justiça é analisada pelo professor da PUC Minas Luis Flávio Sapori
Especialista faz avaliação da gestão de Ricardo Lewandowski e comenta estratégia do governo ao escolher o discreto Wellington Lima e Silva
Nesta terça-feira, 20 de janeiro de 2026, doutor em Sociologia e coordenador do Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais da PUC Minas, Luis Flávio Sapori, participou do programa Conexões.
Wellington César Lima e Silva assumiu a chefia do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O mais novo ministro tomou posse na última quinta-feira, em uma cerimônia discreta e restrita a autoridades no Palácio do Planalto. Lima e Silva é o sucessor do ex-ministro Ricardo Lewandowski, que entregou carta de demissão ao presidente Lula, afirmando que a sua saída da pasta se deu por “razões de caráter pessoal e familiar”. Na sessão de posse, Lewandowski disse que Wellington César Lima e Silva é o “homem certo, no lugar certo, no momento certo”.
Por um breve período, o baiano foi ministro da Justiça de Dilma Rousseff, além de secretário de Assuntos Jurídicos da Presidência da República, entre 2023 e julho do ano passado, quando assumiu a advocacia-geral da Petrobras. Lima e Silva também já foi indicado procurador-geral da Justiça na Bahia pelo ex-governador Jaques Wagner. Em seu primeiro pronunciamento como ministro, disse que o enfrentamento ao crime vai ser uma “ação de Estado”, tendo como prioridade o combate ao crime organizado e ao feminicídio. Com a sua chegada, o presidente Lula descartou a ideia de desmembrar o Ministério da Justiça para criar o Ministério da Segurança Pública.
O doutor em Sociologia comentou que a gestão de Lewandowski não teve maiores destaques e não entregou da maneira planejada a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública. Para a atuação de Lima e Silva, o professor aposta na visibilidade publica das operações da Polícia Federal contra o crime organizado e um ministro sem grande protagonismo.
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