Análise: Programa Gás do Povo, aprovado pelo Senado, traz dignidade às famílias de baixa renda, diz professor da UFMG
O professor do Departamento de Economia Mário Rodarte destacou que o programa vai beneficiar cerca de um quarto da população brasileira na fase final de implementação
Nesta terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, o professor do Departamento de Economia da UFMG Mário Rodarte participou do programa Conexões.
O Senado Federal aprovou a medida provisória que cria o programa Gás do Povo. O texto assegura gratuidade no botijão de gás de cozinha de treze quilos a famílias inscritas no CadÚnico, Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, desde que tenham renda per capita de até meio salário mínimo. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome, o projeto deve estar em pleno funcionamento em março, quando mais de 15 milhões de famílias vão ser beneficiadas, atendendo cerca de 50 mihões de pessoas.
De acordo com a pasta, o foco é combater a pobreza energética, definida como a dificuldade de uma família em ter acesso a serviços de energia essenciais e modernos, como iluminação, aquecimento, refrigeração e energia para cozinhar. O programa Gás do Povo substitui o Auxílio Gás, benefício criado no governo passado e, conforme o regulamento, a quantidade de recargas gratuitas de treze quilos vai ser de quatro por ano para famílias de duas a três pessoas; para as famílias com quatro ou mais pessoas, vai ser de seis ao ano. O texto aprovado pela Câmara e agora confirmado no Senado, segue para sanção presidencial.
O professor destacou que o programa vai beneficiar cerca de um quarto da população brasileira na fase final de implementação, trazendo dignidade e aumento de qualidade de vida às famílias de baixa renda. Ele ressaltou que diversos estudos mostram que, na falta de gás, muitas vezes, essas pessoas cozinham usando álcool, lenha e outros materiais que trazem grandes riscos à saúde e causam acidentes.
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