Ipead UFMG: Confiança do consumidor de BH teve leve alta em fevereiro
Por: Assessoria de Imprensa UFMG
O Índice de Confiança do Consumidor de Belo Horizonte (ICC-BH) de fevereiro de 2026, subiu 0,60% em relação a janeiro de 2026, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead/UFMG). O índice marcou 42,53 pontos, em uma escala que varia de 0 a 100. O ICC-BH acumula alta de 2,89% em 2026.
Três dos seis componentes do ICC-BH tiveram alta na confiança em fevereiro. O destaque foi a Situação Econômica do País (5,33%) (Tabela 1). Cinco dos seis componentes estão abaixo de 50 pontos, o que configura pessimismo dos consumidores. O único componente acima de 50 pontos é a Situação Financeira da Família Atual.
O Índice de Expectativa Econômica do País (IEE) subiu 1,91% em fevereiro. O principal destaque positivo foi a Situação Econômica do País (5,33%). O Índice de Expectativa Financeira da Família (IEF) caiu 0,47% em relação a janeiro. Essa queda foi impulsionada pela Situação Financeira da Família em Relação ao Passado (-2,81%). No ano, quatro dos seis componentes apresentaram recuo, com destaque para Pretensão de Compra (-7,38%) e Inflação (-1,20%).
A pesquisa também apresenta os grupos de bens e serviços que os consumidores planejam adquirir nos próximos três meses. Vestuário e calçados (17,26%), veículos (9,73%) e eletrônicos (9,73%) foram os mais citados (Gráfico 2).
A pesquisa revela que a proporção de mulheres com intenção de compra é maior que a dos homens, 79,15% e 74,78%, respectivamente. As mulheres entrevistadas mencionaram, especialmente, os segmentos de vestuário e calçados, móveis e eletrodomésticos (Gráfico 3). Já os itens mais citados pelos homens foram veículos, vestuário e calçados e eletrônicos.
Como o Índice de Confiança do Consumidor de BH é calculado? Desenvolvido pela Fundação Ipead, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de Belo Horizonte é um indicador calculado mensalmente que reúne a perspectiva dos consumidores em relação a diversos aspectos econômicos conjunturais que têm o potencial de influenciar suas decisões de consumo em curto, médio e longo prazo.
O ICC permite que os empresários do comércio varejista de Minas Gerais avaliem em tempo real as opiniões e expectativas dos consumidores, o que por sua vez os auxilia na melhor formulação de estratégias de negócios, como planejamento de estoque, contratações e investimentos. O ICC se divide em duas categorias, o Índice de Expectativa Econômica (IEE) e o Índice de Expectativa Financeira (IEF), cada um subdividido em três elementos. Cada um destes elementos é atribuído com um grau de importância (peso), e o índice geral (ICC) é a média ponderada destes componentes, a saber: Situação Econômica do País (peso=18,21%), Inflação (peso=15,69%), Emprego (peso=20,79%), Situação Financeira Atual da Família (peso=25,12%), Situação Financeira da Família em Comparação ao Passado (peso=9,19%) e Pretensão de Compra (peso=11,00%).
Todos os elementos que constituem o ICC, assim como o índice geral, são apresentados em uma escala de 0 a 100, onde 0 denota um sentimento de pessimismo total e 100 simboliza um sentimento de otimismo total. O valor intermediário de 50 marca o limiar entre pessimismo e otimismo.
O processo de coleta de dados envolveu entrevistas com 226 consumidores que realizam compras com frequência em Belo Horizonte. O ICC-BH para o mês de fevereiro é derivado de entrevistas conduzidas entre os dias 3 e 20 de fevereiro. Essa amostra é acompanhada por uma margem de erro de 1,56 pontos no valor do índice geral. As pesquisas são conduzidas de forma presencial.
Fonte
Assessoria de Comunicação da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead)
ipead@ipead.face.ufmg.br