‘Sim! Podemos acabar com a tuberculose!’
Apesar de a doença ainda ser uma das infecções que mais mata no Brasil, professora Silvana Spíndola defende que cabem ainda ação e otimismo para sua erradicação
O 24 de março é marcado pelo Dia Mundial de Combate à Tuberculose. Criada em 1982 pela Organização Mundial da Saúde, a data tem o objetivo de promover a conscientização sobre a doença que atinge milhares de pessoas em todo o mundo. Apenas em 2024, segundo o Relatório Global Tuberculose 2025 da OMS, quase 11 milhões de pessoas foram diagnosticadas com a infecção pulmonar e mais de um milhão morreram. No Brasil, foram registrados 85 mil casos, além de seis mil mortes, sendo essa uma das doenças infecciosas que mais mata no país. Outro alerta é que, em 2025, o Brasil não atingiu a meta da OMS de reduzir em 50% a incidência da doença e em 75% a mortalidade.
Para abordar o assunto, o Conexões desta terça-feira (24) convidou a professora Silvana Spíndola, Professora Titular do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, Pneumologista e Tisiologista, Coordenadora do Ambulatório de Referência Secundária e do Laboratório de Pesquisa em Micobactérias do Hospital das Clínicas da UFMG. Em entrevista à jornalista Luiza Glória, a médica e pesquisadora falou sobre a tuberculose ser uma doença fortemente influenciada pela determinação social, apresentando uma relação direta com a pobreza e a exclusão social, refletindo desigualdades estruturais que afetam especialmente populações em contextos de maior vulnerabilidade. Apesar dos desafios, Silvana Spíndola defende que cabe ainda ação e otimismo para sua erradicação.
Ouça a conversa na íntegra.
Episódios
Coral Ars Nova UFMG apresenta hoje concerto anual da Semana Santa, “Jesus, Minha Alegria”
O maestro Lincoln Andrade apresenta o programa da tradicional apresentação do Ars Nova
Declaração da escravidão como crime mais grave contra a humanidade reafirma importância de enfrentar legado histórico dessa exploração, afirma professora da UFMG
Decisão da ONU busca ampliar ações para fortalecimento de políticas de promoção da igualdade e equidade racial
Ato celebra 1 ano da ocupação do antigo prédio do Dops em BH e repudia golpe de 64 neste 1º de abril
Membro da comissão permanente do Memorial Ocupado Renato Amaral fala do período de ocupação, que já recebeu mais de 10 mil visitas mediadas