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Conexões

Paleontólogo destaca última “ave do terror”, descoberta por pesquisadores da PUC Minas e da UFBA

Fóssil do animal que viveu há 25 mil anos pode ser visto em exposição sobre o Pleistoceno, no Museu de Ciências Naturais da PUC Minas

Nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026, o biólogo, paleontólogo e professor do Museu de Ciências Naturais da PUC Minas Rodrigo Parisi Dutra participou do programa Conexões.

Pesquisadores brasileiros anunciam a descoberta de uma nova espécie de “ave do terror”, que pode ter sido a última a viver no país, há cerca de vinte e cinco mil anos. O fóssil analisado faz parte da coleção do Museu de Ciências Naturais da PUC Minas. O estudo foi conduzido pela PUC Minas e pela UFBA, Universidade Federal da Bahia, com a colaboração de outras instituições. As chamadas aves do terror eram predadores que viveram entre cinquenta milhões e vinte e cinco mil anos atrás. Carnívoras e incapazes de voar, algumas espécies chegavam a três metros de altura e ocupavam o topo da cadeia alimentar.

Ilustração: Zeinner de Paula

Descendentes diretas de dinossauros, essas aves sobreviveram à extinção em massa provocada pela queda de um asteroide e se espalharam por diferentes regiões do planeta. Diferente das gigantes já conhecidas, a nova espécie, batizada de Eschatornis aterradora, era bem menor. Tinha poucos centímetros a mais que uma seriema, seu parente vivo mais próximo, e pesava cerca de seis quilos. Por causa do porte reduzido, os pesquisadores acreditam que ela se alimentava de pequenos animais. Ainda assim, representa um dos registros mais recentes desse grupo no Brasil, já no final do período Pleistoceno.

Em março deste ano, o artigo foi publicado no periódico científico Papers in Palaeontology e pode ser acessado aqui 

Produção: Vyctória Alves e Hugo Rezende, sob orientação de Luíza Glória e Alessandra Dantas

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