7/6 – Dia da Liberdade de Imprensa: “Repórter tem que tem que ter coragem porque se está na rua, é para perguntar”, defende a jornalista Eneida da Costa, no Acesso Livre
Ex-diretora e ex-presidenta do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais resgata importância das perguntas inconvenientes
Nesta segunda-feira, 8 de junho de 2026, a jornalista desde 1979, sindicalizada desde 1981, quando foi emitido seu diploma pela UFMG, diretora do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais de 1993 a 1999, presidenta do Sindicato de 2011 a 2014, e servidora concursada da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, atuando na TV ALMG, Eneida da Costa, conversou com a jornalista e apresentadora Alessandra Dantas, no programa Acesso Livre.
A liberdade de imprensa é considerada um dos principais eixos de sustentação da democracia e dos direitos humanos. Isso porque sem informação não há cidadania plena. Quando uma sociedade tem a garantia do direito de estar bem informada pode monitorar o poder público e exigir direitos. No último domingo, 7 de junho, foi celebrado o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa. Defendê-la é um dever inegociável em um país como o Brasil, em que jornalistas e comunicadores sofrem ameaças e perseguições. O Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil, elaborado pela FENAJ, Federação Nacional dos Jornalistas, registrou 144 casos de agressões, intimidações e de censura contra os profissionais da imprensa, em 2024.
“A liberdade de expressão é um suporte para a liberdade de imprensa. Se o repórter vai para a rua e faz perguntas inconvenientes, vamos ver se as empresas vão ter coragem de colocar a pergunta e a resposta no ar. O jornalista não pode ter medo de exercer a liberdade dele de perguntar. O repórter tem que ter coragem porque está rua é para perguntar”, defendeu Eneida da Costa. Ela ressaltou que o trabalho jornalístico deve sempre trazer o contraditório, e não se contentar com uma narrativa única, mesmo com os percalços da profissão.