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Institucional

Equipe da UFMG em Montes Claros vence Desafio das Universidades – Mata Nativa

Grupo do curso de Engenharia Florestal ficou em primeiro lugar na competição nacional

Por: Ana Cláudia Mendes I Cedecom UFMG Montes Claros

A equipe Trena et al, formada pelos estudantes do curso de Engenharia Florestal Brenda Gusmão, Jaqueline Bastos, Mateus Martins, Christ Ferdane e Marco Antônio Couto e orientada pela professora Adriana Assis, foi a campeã do Desafio Universidades – Mata Nativa 2026. A competição nacional teve duração de 52 dias. Durante este período, os grupos participantes tiveram que cumprir tarefas estabelecidas pela organização. As atividades foram divididas em dois eixos principais: técnico e de mercado. 

A revelação dos vencedores foi realizada durante o Remote Forest Brazil — 2º International Seminar on Remote Sensing Applied to Forest Mensuration (2º Seminário Internacional sobre Sensoriamento Remoto Aplicado à Mensuração Florestal). O grupo da UFMG Montes Claros ficou em primeiro lugar. Os estudantes receberam a premiação presencialmente. 

“A premiação é a resposta de todo o nosso trabalho, da nossa dedicação e da nossa persistência enquanto estudantes. É a confirmação de que todo o esforço investido valeu a pena. Estou muito feliz, realizada e extremamente grata por representar a UFMG em um evento tão importante como o Remote Forest Brasil, em Vitória, no Espírito Santo. Mais do que uma classificação, representa aprendizado, crescimento, troca de experiências e a certeza de que estamos nos preparando para contribuir cada vez mais com o setor florestal brasileiro. É um reconhecimento que levaremos para toda a nossa trajetória profissional”, afirmou a estudante e líder da equipe, Jaqueline Bastos.

A professora Adriana Assis, responsável por orientar o grupo, confirma o envolvimento da equipe no Desafio. “O grupo se empenhou muito, desde o início. O desafio envolvia uma parte técnica, no início teve campo, treinamento e uso de um software que era novo para eles, o que exigiu dedicação e muito aprendizado. E teve também uma outra forma de aprendizado envolvendo comunicação com profissionais, escrita de artigos e engajamento em redes sociais, que foi super importante”, contou.

Conhecimento em prática
Durante o desafio, os participantes tiveram que cumprir tarefas que envolviam interpretação, organização e comunicação técnica — competências essenciais para o profissional no mercado.

Entre as atividades estavam executar um levantamento florístico com 100 árvores, organizar e analisar dados coletados, identificar inconsistências em bases fornecidas, aplicar métodos de amostragem, trabalhar com estrutura horizontal, vertical e diamétrica e produzir artigos técnicos. Além da parte técnica, os alunos também mapearam profissionais da área florestal e realizaram entrevistas com empresas que executam inventários.

Atividades que, para a orientadora do grupo, contribuíram para a formação profissional dos estudantes. “Eu não consigo nem mensurar a importância deste Desafio, porque vai muito além do estímulo pela busca de um prêmio. Tem a questão da liderança para organizar uma equipe, da exposição ao se inscrever num Desafio de proporção nacional, de se organizarem numa estrutura muito diferente do que estão acostumados na rotina acadêmica. Tudo muito novo, muito diferente, realmente desafiador”, analisa a professora Adriana Assis.

Para a líder da equipe, o Desafio foi um marco em sua formação. “Essa experiência mostrou a importância da união entre a formação acadêmica e as ferramentas tecnológicas utilizadas no mercado. O Mata Nativa foi fundamental nesse processo, porque nos permitiu transformar os conhecimentos aprendidos em sala de aula em soluções práticas, rápidas e eficientes. É um software que aproxima os estudantes da realidade profissional, tornando atividades complexas mais acessíveis e permitindo análises de alta qualidade. Acredito que iniciativas como essa valorizam não apenas os estudantes, mas também as instituições de ensino e as empresas que investem na formação das futuras gerações de profissionais do setor florestal. Ver tantas universidades reunidas, compartilhando conhecimento e buscando inovação, é algo inspirador”, destaca Jaqueline Bastos.

Sobre o Desafio Mata Nativa
O Desafio Universidades – Mata Nativa é uma iniciativa voltada a turmas e grupos vinculados a atividades de Inventário Florestal. O objetivo é estimular a aplicação prática de técnicas de inventário, o uso do Mata Nativa e do Mata Nativa Coletor, a produção de conteúdo técnico e a conexão com o mercado. O Mata Nativa é o software que realiza todos os cálculos de inventário florestal e análise fitossociológica, com aplicação efetiva em todos os biomas brasileiros. Além do software ele possui uma versão para dispositivos móveis, que agiliza a coleta de dados em campo e elimina o processo de digitação das fichas de campo, diminuindo o tempo de elaboração do projeto e, consequentemente, reduzindo o custo do inventário florestal. Em 2026, o Mata Nativa completou 25 anos. A iniciativa conta com a colaboração de docentes de diversas universidades federais brasileiras.

Fonte

Centro de Comunicação do campus regional de Montes Claros

comunica@ica.ufmg.br

https://www.ufmg.br/montesclaros/