10 anos da Pampulha como Patrimônio Mundial: Marco do nascimento da arquitetura moderna brasileira, define o professor da UFMG Flávio Carsalade
Conjunto é referência mundial, tanto pela arquitetura de Niemeyer quanto pelos jardins de Burle Marx
Nesta sexta-feira, 17 de julho de 2026, o professor da Escola de Arquitetura da UFMG e presidente do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos Brasil), Flávio Carsalade, participou do programa Conexões.
O Conjunto Moderno da Pampulha completa 10 anos como Patrimônio Mundial da UNESCO, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Concebido em 1940 com projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer, paisagismo de Roberto Burle Marx e obras de Cândido Portinari durante a gestão de Juscelino Kubitschek como prefeito de Belo Horizonte. O conjunto, que é um dos principais cartões postais da cidade, é composto pelo espelho d’água da Lagoa da Pampulha, a Igreja São Francisco de Assis, a Casa do Baile e os antigos Cassino, atual MAP, Museu de Arte da Pampulha, e Iate Golfe Clube, atual Iate Tênis Clube. Além da celebração, os dez anos do reconhecimento também expõem desafios de preservação do patrimônio. O título concedido em 2016 trouxe compromissos com a UNESCO. Um dos principais é a despoluição da Lagoa da Pampulha.
O professor ressaltou a importância desses 10 anos de reconhecimento, relembrando que o Conjunto foi fruto da iniciativa visionária do então prefeito de BH, Juscelino Kubitschek. Ele também comentou o desafio ligado à qualidade da água da Lagoa da Pampulha, mas destacou o local como referência mundial, tanto pela arquitetura quanto pelos jardins de Burle Marx. “A Pampulha é um grande marco da arquitetura moderna brasileira. Na realidade, é um marco de nascimento. É um momento que nasceu a arquitetura moderna brasileira porque é também o momento em que Oscar Niemeyer conseguiu fazer a sua primeira grande obra”, definiu.
Produção: Ingrid Mensil e Isabella Ludwig, sob orientação de Alessandra Dantas e Luiza Glória