“Sem CEP, não há cidadania”, reflete o membro da coordenação do Movimento Nacional da População em Situação de Rua Samuel Rodrigues
Ativista destaca que o crescimento do racismo e da aporofobia tem contribuído para a violação de direitos dessa população
Nesta segunda-feira, 4 de agosto de 2026, o membro da coordenação do Movimento Nacional da População em Situação de Rua Samuel Rodrigues conversou com a jornalista e apresentadora Alessandra Dantas.
Presente na maioria dos estados brasileiros, o Movimento Nacional da População em Situação de Rua, tem atuado pelos direitos desse público e principalmente por sua inclusão social de fato. Nos estados e capitais, a entidade está nos conselhos de políticas de Assistência Social, Saúde e Direitos Humanos, Comitês Locais, em Frentes Parlamentares locais, Fóruns de usuários do SUAS, que é o Sistema Único de Assistência Social, e Fóruns de População de Rua.
Em um Brasil ainda marcado por profundas desigualdades e recorrentes violações de direitos humanos, há um contexto em que a violência contra essa população cresce a cada ano ao mesmo tempo em que pautas higienistas se fazem valer na política institucional.
Samuel enfatizou como a cidadania e os direitos básicos são negados à população em situação de rua. “A gente costuma dizer que sem CEP não há cidadania”, ilustrou. Para ele, a violação de direitos é favorecida pelo aumento do racismo e da aporofobia, que é o preconceito contra os pobres. O convidado também comentou sobre o estigma nas situações mais básicas, como o acesso à água para beber e para higiene pessoal.
O membro da coordenação abordou os 21 anos de mobilização do Movimento Nacional da População em Situação de Rua, que serão celebrados neste mês, relembrando que a dignidade virá através de moradia, trabalho e renda.