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Evento Cultural

UFMG promove Semana do Orgulho LGBTQIA+

Programação prevê conferência da ativista Bruna Benevides, reflexões sobre permanência e projeções na fachada do Espaço do Conhecimento

Por: Assessoria de Imprensa UFMG

Mesas-redondas, conferência e atividades culturais destinadas ao acolhimento e à promoção de direitos marcam a primeira edição da Semana do Orgulho LGBTQIA+ da UFMG, que será realizada de 23 a 26 de junho. O evento é gratuito e aberto ao público amplo.

A abertura ocorre na terça-feira, 23, às 10h, no auditório da Reitoria, com a presença da  vice-reitora Alamanda Kfoury e da presidenta da Comissão de Diversidade de Gênero e Sexualidade da UFMG, professora Joana Ziller. “O objetivo é reiterar que a UFMG se orgulha de sua comunidade LGBTQIA+ e deve atuar para seu acolhimento e para a promoção de seus direitos”, pontua Ziller.

Logo após a abertura, às 10h, será realizada a mesa-redonda Servidores e políticas institucionais LGBTQIA+. O debate terá como participantes o servidor Samuel Moreira Marques, do Centro Pedagógico, a coordenadora geral do Sindifes, Cristina del Papa, o vice-presidente da Apubh, Jezulino Lúcio Mendes Braga, a pró-reitora de Recursos Humanos, Carla Spagnol, e a pró-reitora adjunta de RH, Leonor Gonçalves. A atividade visa discutir os desafios atuais na garantia de direitos e no acolhimento de servidores docentes e técnico-administrativos.

No dia 24, às 11h, a programação continua na sala multimeios da Faculdade de Educação (FaE) com a mesa Estudantes e políticas institucionais LGBTQIA+. O encontro, que discutirá o cenário atual de permanência e integração dos alunos, terá a participação de Hiris Pereira, do coletivo Cintura Fina, e de Licínia Maria Correa, pró-reitora de Assuntos Estudantis.

A conferência de Bruna Benevides, presidenta da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), será um dos destaques da programação no dia 25, às 11h, no auditório da Reitoria. Intitulada Universidade e democracia: acesso e permanência trans, a atividade integra o ciclo de conferências do centenário da UFMG.

Batalhas da sociedade
Para Joana Ziller, as discussões sobre inclusão estão alinhadas a recentes movimentos institucionais. “A Universidade avançou bastante nos últimos anos, tanto no que diz respeito a pessoas servidoras, quanto a estudantes, que ganharam direito ao nome social, às vagas trans e ao uso dos banheiros de acordo com a identidade de gênero. A política de enfrentamento ao assédio, por sinal, tem um capítulo que trata especificamente de violências relacionadas ao gênero e à sexualidade. Mas há muito ainda no que caminhar”, pontua.

Segundo a professora, as ações internas dialogam diretamente com o panorama externo da sociedade civil. “Vivemos em um momento em que mesmo os direitos que julgávamos garantidos socialmente estão em disputa no mundo, com o crescimento da extrema direita. Basta ver nossos vizinhos na América Latina e nos Estados Unidos. A Universidade não está fora desse contexto, as batalhas da sociedade também são as nossas”, adverte.

Transformações estruturais
O histórico de atuação da Comissão de Diversidade de Gênero e Sexualidade da UFMG iniciou-se com um mapeamento das prioridades de ação locais, resultando na elaboração da resolução das vagas trans. Após a viabilização desta primeira Semana do Orgulho, as metas do grupo concentram-se, segundo Joana Ziller, em promover transformações estruturais na universidade. “O plano é propor uma política de gênero e sexualidade para a universidade: algo que possa guiar as ações da UFMG em longo prazo, como já temos em outras áreas”, projeta a professora.

Entre as atrações fora do campus, destaca-se a mostra de vídeos LGBTQIA+ na fachada digital do Espaço do Conhecimento, na Praça da Liberdade. O encerramento da semana será no dia 26, às 19h, no campo de futebol da Assufemg, no campus Pampulha, com show do artista Rafael Ventura.

Fonte

Assessoria de Imprensa da UFMG

assessoriadeimprensa@ufmg.br

https://www.ufmg.br/comunicacao/assessoria-de-imprensa