Instalações e fotografias de Thalita Amorim exploram a “dimensão do invisível”
O Centro Cultural UFMG abre, nesta sexta-feira, 13, às 19 horas, a exposição Vista cega, a primeira mostra individual da artista-pesquisadora Thalita Amorim. Com curadoria de Sandro Ka, o conjunto de trabalhos desenvolvidos especialmente para o espaço expositivo é composto de instalações e uma série de fotografias. As obras ficarão expostas até 23 de março, com entrada gratuita e classificação livre.
A artista explora os limites físicos e simbólicos da arquitetura com foco nas interrupções e bloqueios do dia a dia, enquanto a série fotográfica opera como um campo de observação e deslocamento do olhar. Os trabalhos, juntos, acionam as janelas não apenas como estrutura arquitetônica, mas como um “conceitual que tensiona interior e exterior, visível e invisível, presença e ausência”, destaca-se no texto de divulgação divulgado pelo Centro Cultural.
Artista visual, pesquisador e professor de Artes Visuais pelo Programa de Pós-graduação em Artes Visuais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Sandro Ka destaca o papel fundamental da janela na exposição. “Ao concentrar-se na elaboração de obras que acontecem do lado de dentro, a artista lança olhares para o lado de fora, sobre as paisagens e as memórias ao redor do equipamento cultural. Nesse sentido, a janela é objeto principal de atenção da artista, proposta como membrana porosa para se refletir sobre os limites e os desejos – sempre subversivos – de transposição”, comenta.
As obras configuram um site-especific ampliado, na qual a exposição dialoga diretamente com a sala Celso Renato de Lima e com o entorno do Centro Cultural. Vista cega explora a dimensão do invisível e propõe repensar fronteiras institucionais, articulando memória e imaginação em um jogo que se estabelece a partir da presença do público, elemento fundamental e ativador da exposição.
Thalita Amorim
Bacharel em Artes Visuais, com habilitação em Desenho, pela UFMG e mestranda no Programa de Pós-graduação em Artes da UFMG, a artista-pesquisadora atua nos campos da produção cultural, curadoria e arte-educação. Sua produção artística, desenvolvida no âmbito da pesquisa de mestrado, investiga a sinalização urbana e a crítica institucional, transitando por diferentes linguagens, como instalação, performance, fotografia e intervenção urbana.
Thalita, que vive e trabalha em Belo Horizonte, tem como destaque entre seus trabalhos e participações a Mostra Internacional de Arte, realizada no Arquipélago Casa Atelier, em Pelotas, no Rio Grande do Sul, a exposição coletiva Grassar, como curadora e artista, no Centro Cultural UFMG; O estado das coisas, de Sandro Ka, como curadora-assistente, no Museu Mineiro, em Belo Horizonte, e a exposição coletiva Buscar horizontes , na Funarte/MG, todas em 2025. Também participou da intervenção Escola de quais artes?, um outdoor expositivo instalado na Escola de Belas Artes como parte do Edital Arte aqui.
13 de fevereiro a 23 de março, 19h
Evento gratuito
Local: Sala Celso Renato de Limaa, no Centro Cultural UFMG
Endereço: Avenida Santos Dumont, 174 – Centro, Belo Horizonte