Reunião vai discutir Plano de Salvaguarda do Samba, desdobramento de inventário produzido por pesquisadores da UFMG
No Dia Nacional do Samba, 2 de dezembro (terça-feira), a Prefeitura de Belo Horizonte vai promover a 1ª Reunião Pública para a construção do Plano de Salvaguarda do Samba de Belo Horizonte. O encontro, que será realizado no Centro Cultural Liberalino Alves de Oliveira (Rua Formiga, 140, bairro Lagoinha), das 18h30 às 21h, vai reunir sambistas com o objetivo de iniciar as discussões do plano de salvaguarda e a estruturação de instância permanente para proteger essa manifestação cultural, reconhecida como patrimônio cultural da capital mineira.
A reunião pública é destinada a sambistas, agentes culturais, grupos sociais, entidades coletivas, produtores artísticos e demais sujeitos vinculados aos diversos segmentos dessa linguagem musical e de sua cadeia produtiva. A entrada é gratuita, sem necessidade de inscrição prévia.
A elaboração do plano é desdobramento do projeto Horizontes do samba, que resultou na elaboração de inventário participativo e de dossiê que embasaram o reconhecimento do samba de Belo Horizonte como patrimônio cultural da cidade em dezembro de 2024. A pesquisa é resultado de parceria entre o Coletivo de Sambistas Mestre Conga, a Fundação Municipal de Cultura e o Projeto República: núcleo de pesquisa, documentação e memória da UFMG.
Herança cultural
A ideia do projeto Horizontes do samba surgiu em abril de 2021, após a live Memória, história e patrimônio do samba de Belo Horizonte, que estimulou o coletivo de sambistas a aprofundar os estudos sobre a história do samba e de sua importância para a vida cultural da capital mineira. A iniciativa realizou levantamentos bibliográficos, por meio de acesso a acervos públicos e privados, entrevistas e reuniões com parceiros do projeto e comunidades ligadas ao samba, além de se basear no mapeamento da capital, encontrando os pontos de encontro, diálogo e tradição que mantêm vivo o universo do samba belo-horizontino.
Essa expressão sociocultural é vivenciada, atualmente, nas dez regionais da metrópole. O samba registra, revigora e transmite às novas gerações saberes e práticas culturais de matrizes africanas, além de contribuir para o desenvolvimento social, econômico, cultural, artístico e político de Belo Horizonte.
Os sambistas de Belo Horizonte cantam a resistência e a alegria de um povo, e sua linguagem musical articula caminhos e descaminhos, memórias e desmemórias, recordações e esquecimentos que fundamentam um olhar crítico sobre a cidade do presente e do passado.
01 de dezembro, 18h30 às 21h
Evento gratuito
Rua Formiga, 140, bairro Lagoinha, Belo Horizonte (MG)