Comissão realiza consulta para subsidiar construção do novo Plano Diretor do campus Pampulha
Formulário pode ser respondido pela comunidade universitária até o fim do semestre letivo, em meados de julho
Por Luana Macieira
A Comissão instituída para coordenar as discussões acerca da revisão do Plano Diretor do campus Pampulha da UFMG lançou pesquisa on-line para entender como a comunidade universitária vivencia o local em suas práticas cotidianas. A pesquisa fornecerá subsídios para a elaboração do novo Plano, contendo as diretrizes fundamentais de ordenamento e ocupação dos espaços da Universidade para o melhor cumprimento de sua missão social e institucional.
O formulário pode ser acessado pela internet e respondido por estudantes, professores, servidores técnico-administrativos e profissionais terceirizados até 12 de julho, quando se encerra o semestre letivo. O presidente da Comissão, professor Maurício Campomori, do Departamento de Projetos da Escola de Arquitetura da UFMG, conta que o atual Plano Diretor do campus foi elaborado em 1999, mas só começou a vigorar em 2009, após aprovação do Conselho Universitário.
Naquela época, os problemas do campus eram outros, afirma Campomori, o que exemplifica a necessidade de atualização do Plano Diretor. “Em 2009, por exemplo, o campus Pampulha tinha um problema de estacionamento, uma vez que eram escassas as vagas. Hoje, esta não é mais uma questão. Então, o novo Plano deve ir ao encontro das novas necessidades de quem frequenta o campus”, conta.
Campomori acrescenta que muitas demandas atuais estão relacionadas a questões ambientais, como o uso e a conservação de energia e o reúso de água, preocupações que não eram tão fortes no passado. Outra questão premente para o espaço do maior campus da UFMG é a acessibilidade.
“Houve muitas transformações culturais e sociais ao longo do tempo, por isso o processo de revisão do Plano Diretor do campus Pampulha exige um olhar para o futuro, de modo que possamos estabelecer diretrizes que façam sentido nos próximos 10, 15 anos. A realidade muda de forma muito dinâmica, e a Universidade funciona como espaço exemplar para a sociedade. As questões ambientais são muito importantes nos dias de hoje.”
“Como toda instituição de ensino superior que se quer inserida em seu próprio tempo, a UFMG é uma Universidade em constante mutação. Ao mesmo tempo, passamos por uma mudança de perfil e por uma expansão muito significativas nas últimas duas décadas, em razão de políticas como a do Reuni. Nesse contexto, nada mais natural que façamos uma revisão do Plano Diretor do nosso principal campus para que suas estruturas e modos de uso pela comunidade estejam à altura da nova realidade da Universidade”, avalia a reitora Sandra Regina Goulart Almeida.
A reitora destaca que a consulta sobre o Plano Diretor se insere em uma tradição da UFMG de buscar ouvir sua comunidade quanto às questões mais estruturantes de sua realidade. “Nos últimos anos, realizamos diferentes consultas à comunidade, relativas à construção de nosso Plano de Desenvolvimento Institucional, nossas Políticas de Comunicação, de Cultura e de Inteligência Artificial, para ficar apenas em exemplos recentes. A consulta relativa ao Plano Diretor do campus Pampulha se insere nessa tradição de escuta e diálogo”, pontua.
Construção coletiva
Maurício Campomori explica que cada campus da UFMG conta com um Plano Diretor próprio, que considera as especificidades da sua localização e dos usos que as comunidades fazem de seus espaços. No momento, a Comissão atua para a revisão do plano do campus Pampulha, mas, no futuro, os planos dos demais campi, como o regional de Montes Claros, também serão revistos, em consonância com o objetivo de aprimoramento constante explicitado pela reitora da UFMG.
Para que o novo Plano atenda às necessidades de quem frequenta o campus Pampulha, Campomori destaca a importância de a comunidade universitária responder ao questionário. A participação é anônima, e podem responder estudantes, professores, servidores técnico-administrativos e profissionais terceirizados. “É impossível concebermos a construção de um Plano Diretor sem ouvir a comunidade. Optamos pelo questionário como substituto às audiências públicas porque acreditamos que, dessa maneira, mais pessoas terão a chance de participar e de contribuir com a construção do Plano”, enfatiza.
O formulário conta com três grupos de questões. Inicialmente, é feita a caracterização do participante, sem a sua identificação. O segundo grupo de questões aborda a visão que o participante tem do campus Pampulha, e o terceiro, as necessidades de mudança que ele vê no espaço. “Temos uma gestão democrática na Universidade, que baseia suas ações na interlocução com a comunidade. Dentro da UFMG, temos domínio técnico avançado sobre as questões contemporâneas, mas a comunidade é a detentora desse saber e desse poder. O Plano Diretor é feito com a comunidade e para ela”, conclui Maurício Campomori.
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