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RECURSOS INFORMACIONAIS

Sistema de Bibliotecas institui política de indexação

Documento reúne diretrizes que aprimoram a organização, a recuperação e a visibilidade da informação

Por Assessoria de Comunicação da Biblioteca Universitária

Foto: Lucas Braga | UFMG

Instituída pela Portaria nº 5.676/2026, a Política de Indexação da UFMG entrou em vigor no segundo semestre deste ano, estabelecendo princípios e diretrizes para a representação temática dos recursos informacionais da Universidade. A iniciativa fortalece a organização dos acervos, a recuperação da informação e a visibilidade da produção científica.

Desenvolvido pelos bibliotecários Aline Almeida, Hugo Avelar Cardoso Pires, Leonardo Borges Rodrigues Chagas, Izabel Antonina de Araujo e Wellington Marçal de Carvalho, sob orientação da professora Mariângela Spotti Lopes Fujita, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o documento foi validado pelo Conselho Diretor da Biblioteca Universitária (BU) e pela equipe do Sistema de Bibliotecas. O objetivo é assegurar a qualidade, a consistência e a padronização dos processos de representação temática dos itens do acervo, de modo que a informação seja recuperada de forma mais precisa e eficiente por toda a comunidade acadêmica.

Segundo a diretora da BU, Izabel Araújo, a efetiva aplicação das diretrizes publicadas na política de indexação dará sustentação às próximas etapas do trabalho, como a elaboração do Manual de Indexação e Catalogação e do Vocabulário Controlado. Os dois instrumentos já estão em desenvolvimento por grupos de trabalho formados por bibliotecários do Sistema de Bibliotecas da UFMG com experiência no assunto, sob orientação da professora Mariângela Fujita.

“Construídos de forma coletiva e fundamentados em critérios técnicos, esses instrumentos estabelecerão procedimentos operacionais, orientações para a prática profissional e mecanismos de controle terminológico, contribuindo para a consistência e a qualidade dos processos de representação e recuperação da informação”, afirma.

Etapas de elaboração
Levantamento das práticas adotadas nas diferentes unidades, reuniões, estudos, discussões técnicas e capacitações foram alguns dos procedimentos adotados durante a elaboração da política. “Foi uma construção coletiva e de aprendizado, que nos possibilitou refletir sobre práticas do cotidiano das bibliotecas que precisavam ser sistematizadas, documentadas e compartilhadas”, destaca a bibliotecária Aline Alves, que participou de todas as etapas do trabalho.

Lidar com a diversidade de acervos, áreas do conhecimento e experiências profissionais foi o principal desafio ao longo do percurso. Aline acrescenta que o diálogo entre os profissionais foi e continuará sendo fundamental para dar continuidade ao processo. “A política de indexação não deve ser vista como um documento estático. Ela precisa ser entendida como instrumento de orientação que poderá ser avaliado, atualizado e aprimorado continuamente”, conclui.

As diretrizes para o processo de indexação previstas no documento, incluindo a adoção de linguagem controlada, serão aplicadas em todas as bibliotecas da UFMG, abrangendo acervos físicos e virtuais, como livros, teses, dissertações e artigos científicos.

Baseada em princípios como transparência, respeito à diversidade, atualização contínua e integração entre diferentes linguagens e sistemas de indexação, a política também prevê a criação de uma comissão permanente responsável por acompanhar a implementação e promover atualizações do documento.

Manual de indexação e Vocabulário Controlado
A professora Mariângela Fujita, bibliotecária especialista em linguagens de indexação que acompanha a construção da política e seus desdobramentos, explica que o manual deverá orientar os bibliotecários na análise de assunto e na representação temática dos diferentes materiais que integram os acervos. “Os principais desafios na elaboração deste documento são referentes à compreensão e incorporação dos procedimentos de indexação – sobretudo os de análise de assunto – na prática profissional”, diz.

O manual também se relaciona diretamente à construção e ao aprimoramento da linguagem de indexação, ao auxiliar na transformação dos termos encontrados em descritores adequados e controlados. “Esse procedimento é similar a uma tradução da linguagem natural utilizada no documento analisado para uma linguagem controlada conforme a área de conhecimento”, esclarece Fujita. A identificação de novos termos poderá, ainda, contribuir para o desenvolvimento contínuo do Vocabulário Controlado.

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