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Nanotecnologia

CTNano desenvolve placas inovadoras usadas na transferência de minério

Criado em parceria com a Vale, o material, um polietileno aditivado com óxido de grafeno, tem vida útil mais longa, característica que minimiza custos de manutenção e aumenta a segurança operacional

Por CT Nano

Placa baseada em polietileno de ultra-alta massa molar é mais resistente ao desgaste e mais hidrofóbica, o que reduz a frequência de entupimentos
Foto: CT Nano

A indústria da mineração utiliza um equipamento para transferência de minério conhecido como chute, revestido por placas (metálicas, cerâmicas ou poliméricas) que precisam ser substituídas periodicamente devido ao desgaste intenso – paradas para desobstrução ou substituição das placas são complexas e onerosas.

Uma solução para o problema pode estar na parceria entre o CTNano e a Vale, que acabam de desenvolver uma placa baseada em polietileno de ultra-alta massa molar (UHMWPE) aditivado com nanomateriais de carbono, mais resistente ao desgaste e também mais hidrofóbico – propriedade que reduz a aderência do minério e, consequentemente, a frequência de entupimentos e intervenções operacionais.

De acordo com a coordenadora do projeto, a professora Glaura Goulart Silva, do Departamento de Química do Instituto de Ciências Exatas (ICEx), foi desenvolvido um nanocompósito de UHMWPE aditivado com óxido de grafeno reduzido em baixas concentrações, o que resultou em placas com elevada resistência à abrasão e acentuada hidrofobicidade. “Essa tecnologia é um exemplo de sucesso de parceria universidade-empresa, que foi objeto de dois acordos: o primeiro para desenvolver a prova de conceito laboratorial, e o segundo para promover o aumento de escala e os testes em campo”, detalha Glaura.

Menos custos, mais segurança
Segundo a física e engenheira química Luciana Cambraia, doutora em Engenharia de Materiais pela UFMG, as placas de nanocompósitos contribuem para a redução dos esforços de manutenção do sistema, minimizando custos financeiros e aumentando a segurança operacional.

A patente, de propriedade da empresa e da universidade, encontra-se em processo de licenciamento, com o objetivo de viabilizar a produção em escala e a comercialização do produto.

O CTNano é pioneiro na síntese de nanotubos de carbono no Brasil e, nos últimos anos, ampliou seu portfólio para uma dezena de nanomateriais produzidos em escala piloto. A equipe reúne especialistas de diferentes áreas, como Física, Química, Biologia e Engenharia. Até o momento, já foram depositadas mais de 40 patentes na área de nanomateriais e publicados centenas de artigos científicos. Mais informações estão disponíveis no perfil do centro no Instagram.

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