Deborah Malta é uma das vencedoras do Prêmio Mulheres e Ciência
Trajetória da professora da Escola de Enfermagem, uma das cientistas mais produtivas do Brasil, foi reconhecida pelo CNPq
Com CNPq
A professora Deborah Carvalho Malta, do Departamento de Enfermagem Materno-infantil e Saúde Pública da Escola de Enfermagem, foi uma das vencedoras do 2º Prêmio Mulheres e Ciência, na categoria Trajetória. O resultado preliminar foi divulgado nesta segunda-feira, dia 9, pelo CNPq. A premiação é organizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, pelo Ministério das Mulheres, pelo British Council Brasil e pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe.
Deborah Malta interpreta a indicação do CNPq como um reconhecimento de sua extensa atuação profissional. “Muitos participaram dessa construção: familiares, amigos, alunos, docentes, direções dos órgãos de que participei, agências de apoio de fomento e, em especial, o Ministério da Saúde e a UFMG”, avaliou a professora, citando em seguida os temas aos quais se dedica. “Essa premiação também remete à construção de melhoria da informação em saúde, do enfrentamento das DCNTs [Doenças Crônicas não Transmissíveis] e seus fatores de risco, de construção de políticas públicas de promoção da saúde, de enfrentamento de desigualdades sociais e da violência de gênero e das ações em prol da melhoria do SUS”, enumerou.
Uma das mais produtivas cientistas do Brasil, a professora da Escola de Enfermagem registra, em seu currículo na Plataforma Lattes, mais de 880 publicações relacionadas a DCNTs, inquéritos populacionais, análises de fatores de risco, estudos em mortalidade, carga global de doenças, Inteligência Artificial, avaliação em saúde, entre outros temas.
Essa trajetória acadêmica, agora reconhecida pelo CNPq, já havia lhe rendido o posto de pesquisadora brasileira mais bem classificada no portal acadêmico Research.com, entre as mil cientistas mulheres do mundo, nos anos de 2022, 2023, 2024 e 2025. Além disso, é a cientista da UFMG mais citada – e a 20ª do Brasil – na edição 2025 do ranking da Stanford University. Ela também ocupa a 28ª posição, entre as pesquisadoras brasileiras, no ranking AD Cientifics Index da América Latina de 2026 e está entre os cientistas brasileiros que mais influenciam políticas públicas no mundo, segundo levantamento inédito da Agência Bori divulgado no ano passado. Em 2023, ela foi agraciada pela Câmara dos Deputados do Brasil com o Prêmio Mulheres na Ciência Amélia Império Hamburger.
Saúde coletiva
Em entrevista concedida ao Portal UFMG em 2023, Deborah Malta contou que o seu desejo de atuar na saúde pública surgiu logo depois que se graduou em Medicina, ainda nos anos 1980. “Foi quando descobri a epidemiologia e percebi que minha maior vontade não era trabalhar com clínica e cuidar de cada um dos pacientes individualmente, mas, sim, contribuir para a solução dos problemas de saúde da coletividade”, afirmou. “O que me instiga até hoje é entender como as políticas públicas na área de saúde podem transformar a vida das pessoas”, declarou.
A segunda edição do Prêmio Mulheres e Ciência recebeu 684 inscrições e contemplou quatro categorias dedicadas ao incentivo de jovens mulheres, ao reconhecimento de pesquisadoras em diferentes estágios da carreira científica e à valorização de instituições comprometidas com a promoção da igualdade de gênero no sistema nacional de ciência e tecnologia. Na categoria Trajetória, a que reconheceu a carreira de Deborah Malta, também foram agraciadas as professoras Teresa Bernarda Ludermir, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e Liliam Cristina Barros Cohen, da Universidade Federla do Pará (UFPA).
De acordo com o edital do prêmio, as candidaturas inscritas poderão recorrer do resultado e apresentar recurso até 18 de fevereiro. O resultado definitivo será publicado após a análise dos recursos, e a cerimônia de premiação está agendada para 5 de março, na sede do CNPq em Brasília.
A relação dos premiados nas quatro categorias está disponível no site do CNPq.
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