“Saga – Uma história do povo preto” volta à Campanha de Popularização do Teatro e da Dança
Diretor, autor e ator da montagem, Nathan Brits fala do surgimento da peça, inicialmente apresentada em escolas, e a conexão com o público
Nesta sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, o ator, compositor, professor de teatro e um dos diretores do espetáculo “Saga – Uma história do povo preto”, Nathan Brits, conversou com o jornalista e apresentador Hugo Rafael, no programa Conexões.
O espetáculo “Saga – Uma história do povo preto” está em cartaz na 51ª edição da Campanha de Popularização do Teatro e da Dança. A peça é da Preqaria Companhia de Teatro e apresenta uma narrativa para a trajetória do negro africano no Brasil até os dias atuais, envolvendo aspectos históricos, mitológicos e culturais. Escrito por Nathan Britz e João Valadares, o espetáculo parte da lenda de Anansi, popular nos países da África Ocidental.

Nela, Anansi, criatura metade homem e metade aranha, pede a Nyame, o Deus do Céu, que lhe desse o baú que guardava todas as histórias do mundo, pois o ser humano estava triste, sem saber contar histórias. Nyame concordou. Em contrapartida, pede um leopardo de dentes terríveis, marimbondos “que picam como fogo” e uma fada que nenhum homem viu. Anansi encontra as criaturas e traz o baú de histórias para a Terra.
Na trama, poesia e candomblé estão relacionados à redenção. Nesses espaços, o povo negro, representado pelo corpo do ator Nathan, pode defender as próprias ideias e se sentir parte de um coletivo. A apresentação conta com uma estrutura épico-dramática, explorando o teatro de máscaras, jogo de sombras, teatro de objetos e performatividade poética, entre outras linguagens. Apesar do tema sério, a proposta dos autores para a peça é trazer leveza, sem didatismo e abordar o racismo pela arte para que as crianças também entendam.
O artista destacou que o espetáculo é para todas as idades e que as primeiras apresentações, em 2022, foram feitas em escolas. De volta à Campanha, Nathan Brits destacou a liberdade em cena entre ele e João Valadares para fazer adaptações de acordo com a plateia do momento. “Saga – Uma história do povo preto” mistura passado e presente, incluindo acontecimentos da experiência pessoal do ator para abordar o racismo estrutural.
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