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Conexões

Adolescentes são ouvidos em pesquisa sobre IA e deepfakes sexuais da ONG SaferNet

Deepfake se tornou arma de intimidação das meninas e mulheres, destaca a Diretora de Projetos Especiais da SaferNet Brasil, Juliana Cunha

Nesta quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, a psicóloga e Diretora de Projetos Especiais da SaferNet Brasil, Juliana Cunha, conversou com a jornalista e apresentadora Luiza Glória, no programa Conexões.

Os chamados deepfakes, vídeos, áudios ou imagens manipuladas com o uso de inteligência artificial para simular rostos, falas ou movimentos de pessoas reais, têm se tornado cada vez mais comuns. Apesar de serem, em alguns casos, utilizadas em contextos legítimos, essa tecnologia vem sendo apropriada, com frequência, para fins de violência, extorsão e exposição pública, especialmente contra mulheres, meninas e adolescentes.

De acordo com um estudo produzido pela SaferNet, somente entre primeiro de janeiro e 31 de julho do ano passado, a organização recebeu quase setenta e sete mil denúncias de crimes digitais. 64% delas, quase 50 mil denúncias envolviam abuso e exploração sexual infantil. O fenômeno que tem se tornado cada vez mais perigoso por criar imagens com teor sexual, também acende um alerta grave nas escolas do Brasil.

Segundo um monitoramento realizado também pela SaferNet, em 2025, a imprensa havia registrado dezesseis casos do uso de deepfakes sexuais em escolas de dez dos vinte e sete estados brasileiros, alcançando as cinco regiões do país. E pensando nesse contexto, a ONG brasileira lançou uma enquete para ouvir jovens do país, sobre o que eles pensam do uso de inteligência artificial para criação de imagens sexuais.

O questionário faz parte da pesquisa “Uso indevido de IA generativa: perspectivas sobre riscos e danos centrados em adolescentes”. O foco do estudo é entender qual o grau de conhecimento que os jovens têm sobre o uso de IA generativa para criação de imagens sexuais, se conhecem vítimas ou se já geraram esse tipo de imagem, questionando se eles sabem que a criação desse tipo de conteúdo é crime.

Jovens de 16 a 21 anos podem participar da pesquisa clicando aqui.

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