Atuando nos movimentos sociais desde os anos 70, Heloísa Greco aborda os desafios para os direitos humanos, considerados “espanta voto” para muitos candidatos
Doutora em História pela UFMG atua no Instituto Helena Greco e no Memorial Ocupado, no prédio do antigo DOPS e DOI-CODI no Centro de BH
Nesta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, a membra do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania em Belo Horizonte desde a fundação, em 2003, e integrante da Comissão Independente do Memorial Ocupado, no prédio do antigo DOPS e DOI-CODI, doutora em História pela UFMG e professora aposentada da Rede Municipal de Belo Horizonte, Heloisa Greco, a Bizoca, conversou com a jornalista e apresentadora Alessandra Dantas, no programa Acesso Livre.
Bizoca lutou contra a ditadura no movimento estudantil de 1970 a 1975, no Movimento Feminino pela Anistia de Minas Gerais a partir de 1977, no Comitê Brasileiro pela Anistia a partir de 1978, na imprensa alternativa e no movimento das e dos Trabalhadores em Educação. Participou do Movimento Tortura Nunca Mais – MG, fundado em 1985, e da Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça, fundada em 2012, também aqui no estado.

Foto: Breno Rodrigues
Acabamos de sair de um ano marcado por um contexto de ameaças à democracia, violência institucional persistente e agravamento da emergência climática. Chegamos em 2026, ano eleitoral aqui no Brasil em que não podemos negar o papel central dos direitos humanos para o fortalecimento da nossa democracia e a busca incansável pela justiça social. A defesa da democracia deve ser um eixo central neste ano assim como o combate à violência policial e ao racismo estrutural. Não podemos esquecer o Massacre da Penha, no Rio de Janeiro, considerada a maior chacina policial da história do estado, que mobilizou articulações nacionais e internacionais.
No campo global, a Organização das Nações Unidas chamou a atenção que vivemos em um mundo repleto de conflitos, impunidade, desigualdade e imprevisibilidade, um mundo marcado por divisões geopolíticas autodestrutivas, violações descaradas do direito internacional e cortes generalizados no desenvolvimento e na ajuda humanitária. Para a entidade, tudo isso são forças que estão abalando os alicerces da cooperação global.
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