Bloco Bruta Flor faz cortejo pré-carnaval com o tema “Mulheres Vivas” neste domingo
Mulher migrante e integrante do bloco Laura Queslloya destaca desfile como momento de luta por direitos básicos e pela vida
Nesta quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, a mulher migrante, indígena andina, formada em Nutrição no Peru e em Psicologia no Brasil, mestranda bolsista na PUC Minas, pesquisando gênero e migração, uma das fundadoras e atual coordenadora do Coletivo de Mulheres Migrantes Cio da Terra e integrante do Bloco Bruta Flor, Laura Queslloya, conversou com o jornalista e apresentador Hugo Rafael, no programa Conexões.
O carnaval já está chegando e antes mesmo dos dias oficiais, já temos os chamados desfiles pré-carnaval. E ressaltando que a folia também é um momento político, vamos falar de um bloco que se constrói na resistência e na força das mulheres. Em 2026, o Bruta Flor chega ao seu décimo primeiro ano de cortejo em Belo Horizonte. Com o tema “Mulheres Vivas”, o bloco se une ao Levante Nacional Mulheres Vivas, movimento criado em 2025 para articular ações públicas diante do avanço da violência de gênero e do crescimento dos casos de feminicídio no Brasil. No ano passado, os assassinatos de mulheres por serem mulheres registrou um novo recorde: foram 1.470 casos de janeiro a dezembro, conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, superando os registros de 2024. Em dez anos, isso representa um aumento de 316%.

A resposta do bloco é justamente ocupar as ruas com música para fortalecer as mulheres e combater essa realidade. O Bruta Flor é marcado pela diversidade feminina: mulheres indígenas, negras, brancas, mulheres cis, trans e travestis e mulheres imigrantes dão vida ao bloco, que entoa canções autorais e releituras de autoras brasileiras e mineiras. As letras abordam as lutas diárias das mulheres, o direito ao corpo, à vida, à liberdade e à existência plena. Neste domingo, dia primeiro de fevereiro, tem cortejo pré-carnaval delas.
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