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Conexões

Dever de proteger crianças no carnaval é de todos, ressalta professora da UFMG Cassandra França

Pesquisadora do CAVAS UFMG destaca consequências psicológicas do abuso e exploração infantil

Nesta sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, a professora do Departamento de Psicologia da UFMG e coordenadora do Núcleo de Pesquisas CAVAS UFMG, Estudos Psicanalíticos sobre Violência Sexual contra Criancas e Adolescentes, Cassandra Pereira França participou do programa Conexões.

O carnaval é tempo de festa, alegria e cores, mas também exige atenção redobrada para garantir a segurança das crianças e adolescentes. Por isso, neste período festivo, proteja a infância da violência e da exploração sexual. Segundo a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, o Disque 100 recebeu, no carnaval de 2025, mais de 26 mil denúncias de violações ou crimes contra menores de idade. Esses crimes se manifestam principalmente nas formas de abuso sexual, geralmente cometido por alguém da confiança da vítima, e exploração sexual, quando crianças e adolescentes são submetidos a atividades sexuais em troca de lucro, objetos de valor ou outras formas de recompensa.

É fundamental reforçar que meninos e meninas não se prostituem, eles são explorados e exploradas, muitas vezes sem compreender a verdadeira dimensão da agressão à qual são submetidos. A proteção do público infantojuvenil durante os dias de folia deve ser absoluta. Por isso, é recomendado que os adultos conversem com as crianças e os adolescentes antes de saírem de casa, explicando, de forma simples, como agir caso se percam ou se sintam inseguros.

Faça parte do “Bloco da Proteção” e diga não à violência e exploração sexual de crianças e adolescentes. Se presenciar um ato de violência ou qualquer situação suspeita, denuncie. Ao identificar qualquer criança desacompanhada, em situação de trabalho infantil ou com sinais de violência física ou sexual, acione o Disque 100. Em Belo Horizonte, o Conselho Tutelar vai funcionar em regime de plantão centralizado 24 horas durante o carnaval. O órgão de proteção à infância está localizado na Rua Rio de Janeiro, 1.187, oitavo andar, no Centro. O telefone de contato é 31 3277-1912.

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