Presidente da Abafro aborda denúncia de falta de apoio do poder público aos blocos de rua de BH
Para Zulú de Obá, Prefeitura se omite ao regulamentar patrocínios, o que favorece megaeventos e dificulta o trabalho dos cortejos locais
Nesta sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, o candomblecista do Ilé Axé Omorodé L’oni Omorodé de Santo Amaro da Purificação, gestor Público pela UFMG, presidente e fundador da ABAFRO MG, Associação de Blocos Afro de Minas Gerais, fundador do Bloco Arrasta Bloco de Favela, pós-graduando em Política e Gestão Cultural pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, militante político e panafricanista, Zulú de Obá, conversou com o jornalista e apresentador Hugo Rafael, no programa Conexões.
A programação de carnaval movimenta a cidade, por meio do trabalho de coletivos e sem grande apoio do poder público, de acordo com grupos ligados aos cortejos de rua. Na nota pública “Pelo Carnaval de BH feito por quem faz”, associações denunciam que a prefeitura tem priorizado megaeventos e dado pouco apoio aos grupos e artistas locais. A nota é assinada pelas ligas Belorizontina, Si Liga – Santa Tereza Independente, BRUTA BH, que é a Liga dos Blocos de Rua e de Luta de Belo Horizonte, pela ABRA – Associação do Blocos de Rua de BH e pela Abafro, Associação dos Blocos Afro de Minas Gerais.
Antes de a programação começar, a Prefeitura trabalhava com a estimativa de seis milhões e meio de foliões nas ruas entre 31 de janeiro e 22 de fevereiro. A denúncia dos blocos de rua é que: “Enquanto os cortejos de rua, diversificados e espalhados por todas as regionais, seguem com apoio escasso e sem políticas permanentes de fomento, assistimos ao anúncio de artistas de projeção nacional na programação oficial, a maioria sem qualquer ligação orgânica com a cena carnavalesca local”. Entre os artistas que se apresentam na cidade neste carnaval, estão Marina Sena, Luísa Sonza, Xamã, Zé Felipe, Pedro Sampaio, Nattan e Michel Teló.
O fundador e presidente da Associação de Blocos Afro de Minas Gerais, Zulú de Obá, explica que a prefeitura se omite ao regulamentar patrocínios, o que favorece megaeventos e dificulta o trabalho dos cortejos locais. Ele ressaltou que os blocos que fizeram da folia de BH ter o tamanho que tem hoje, lotando hotéis como nem a Copa do Mundo fez, são negligenciados ao longo do ano pelo poder público. Mais informações no Instagram da Associação.
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