Janeiro Roxo: Hanseníase é curável, mas é importante ficar atento aos sinais, ressalta professor da UFMG
Para o professor Francisco Lana, preconceito é um dos maiores entraves no combate à doença, por isso, informação de qualidade é fundamental
Nesta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, o Professor Titular da Escola de Enfermagem da UFMG, coordenador da BVS Enfermagem, da Rede Biblioteca Virtual em Saúde, e Líder do NEPHANS, Núcleo de Estudos e Pesquisas em Hanseníase na nossa universidade, Francisco Lana, conversou com o jornalista e apresentador Hugo Rafael, no programa Conexões.
Estamos no “Janeiro Roxo”, mês de combate à hanseníase no Brasil e no mundo. A campanha é puxada pelo Dia Mundial de Enfrentamento da Hanseníase, celebrado no útlimo domingo do mês, que dessa vez cai no dia 25. Essa é uma doença infecciosa crônica, causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que sem diagnóstico e tratamento precoces, pode causar deficiências físicas permanentes, além de levar à exclusão social, fruto de diversos preconceitos associados à condição.
Ela é comumente transmitida pelas vias aéreas superiores através de espirros, tosses ou fala, normalmente após contato prolongado com pacientes não tratados na forma contagiosa. O SUS oferece tratamento gratuito com poliquimioterapia, que dura de seis a doze meses, dependendo da forma clínica, e interrompe a transmissão nos primeiros dias.
Um dos grandes desafios atuais no controle da hanseníase é o abandono do tratamento. Entre 2014 e 2023, o Brasil registrou mais de 247 mil novos casos, com taxa de 6,6% de abandono de tratamento. Esse índice passou de 4,5% em 2014 para 8% em 2023, um aumento de quase 79%. Historicamente, Minas Gerais possui uma incidência da hanseníase abaixo da média nacional, com 1.294 casos registrados em 2024 e 1.080 em 2025.
Este ano, como parte das ações do Janeiro Roxo, o Governo de Minas inicia a oferta inédita de testes moleculares na rede pública de saúde para o enfrentamento à doença, realizados pela Funed, Fundação Ezequiel Dias, vinculada à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.
Episódios
Exposição “Sobre a Terra”, da professora da UFMG Brígida Campbell, está em cartaz em Belo Horizonte
Mostra propõe uma experiência sensível que investiga as relações entre cidade, natureza e criação artística
Ações truculentas do ICE são mais um reflexo da erosão democrática nos EUA, reflete a presidenta da Comissão de Relações Internacionais da OAB/MG, Amina Guerra
Especialista ressalta que é preciso buscar soluções humanitárias para a questão da migração, e não criminalizar e desumanizar os imigrantes
Projeto Travessia, da UFMG, que propõe dança além do entretenimento, abre inscrições gratuitas
Projeto de extensão em parceria com o Curso de Graduação em Dança oferece aulas para todas as idades desde 2025