Metanol na bebida: Pesquisadora da UFMG recomenda atenção à origem do produto e aos sinais do corpo
Doutoranda em Análises Clínicas e Toxicológicas Nathalia Stephanie Oliveira Nascimento atua no Laboratório de Toxicologia da UFMG
Nesta quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, a farmacêutica toxicologista, mestra e doutoranda em Análises Clínicas e Toxicológicas pela UFMG, pesquisadora no ToxLab, Laboratório de Toxicologia, e no SED UFMG, Saúde e Educação em Drogas, Nathalia Stephanie Oliveira Nascimento, participou do programa Conexões.
A intoxicação por metanol em bebidas alcóolicas adulteradas voltam a causar preocupação neste início de ano. Em 2025, essa foi uma questão que mobilizou as autoridades e acendeu um alerta na população, no Brasil e em outros países. Por aqui, os números oficiais do Ministério da Saúde em dezembro mostravam 73 casos de intoxicação por metanol confirmados. 50 deles em São Paulo, o estado mais afetado, 8 em Pernambuco, 6 no Paraná, 6 em Mato Grosso, 2 na Bahia e 1 no Rio Grande do Sul.
Essa foi a causa de 22 mortes confirmadas no país até o dia 5 de dezembro, 10 em São Paulo, 3 no Paraná, 5 em Pernambuco, uma na Bahia e 3 em Mato Grosso. Com a diminuição de casos no último mês do ano, o governo federal encerrou a Sala de Situação criada em outubro para monitorar e atuar diante do cenário que se desenhava. Mas em 2026, novos casos surgiram.
Na Bahia, apesar de três situações suspeitas terem sido descartadas, sete intoxicações foram confirmadas no estado, com uma morte registrada, de Vinicius Oliveira Vieira, de 31 anos. Em São Paulo, está em andamento a investigação do óbito de uma garota venezuelana de 15 anos por possível intoxicação pela substância.
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